Mikhail Tukhachevsky

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Mikhail Nikolayevich Tukhachevsky
Flag of the Soviet Union.svg
Nascimento 16 de fevereiro de 1893
Morte 12 de junho de 1937
Nacionalidade Russo
Cargo Marechal da União Soviética
Serviço militar
Patente Marechal do Exército Vermelho

Mikhail Nikolayevich Tukhachevsky (em russo: Михаил Николаевич Тухачевский) (16 de fevereiro de 189312 de junho de 1937) foi um comandante militar soviético e chefe do Exército Vermelho. Foi um dos vários comandantes do Exército Vermelho acusado de colaborar com os nazistas durante o Grande Expurgo, sendo condenado e executado pelos Processos de Moscou.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Conhecido por Misha , foi estudande brilhante e falava 4 idiomas, em 1911 ingressou no Corpo de Cadetes de Catarina II, de Moscou. Em 1914 participou da Primeira Guerra Mundial com o Regimento da Guarda Semenovsky. Em 1915 foi ferido e feito prisioneiro permanecendo em campo de concentração, onde empreendeu numerosas tentativas de fuga. Curiosamente neste mesmo campo esteve preso Charles de Gaulle.

Envolvido em pleno processo revolucionário, ingressou no Partido Comunista em 1918, pouco depois de ser convocado por Trotski para o exército. Neste mesmo ano sofreu uma tragédia familiar, sua esposa se suicidou para salvá-lo, pois ela havia sido apanhada a roubar comida para a família. Casou-se pouco depois, o qual acabou fracassando devido a sua dedicação a carreira. Teve uma ascensão meteórica, sendo que durante a Guerra Civil, atraiu a atenção de Lenin pela extraordinária capacidade de manejar as unidades sob seu comando, sendo promovido a Comandande em Chefe da Frente Sul com apenas 26 anos. Três meses depois era comandante supremo do Front no Cáucaso.

Em 1924 começou a tarefa de reorganizar o Exército Vermelho, contrariando a cúpula dominante que contava com o apoio de Stalin. Em 1928 era Chefe do Estado- Maior Geral, porém foi se afastando progressivamente, pois suas idéias chocavam-se frontalmente com as de Stalin. Suas origens e sua vasta cultura atuavam contra ele neste conturbado momento de terror. Durante os anos seguintes vários de seus mentores e colegas foram sendo executados ou faleceram de forma conturbada. Assim nos últimos anos sua vida era um constante temor, pois tinha certeza que seus dias estavam contados. Em 1935 foi nomeado Marechal da União Soviética, mas isto seria apenas o início de seu declínio. Fez uma série de viagens pela Europa e recebeu inúmeras transferências forçadas neste período. Em 26 de maio de 1937, foi preso e executado pouco tempo depois.

Condenação[editar | editar código-fonte]

Na verdade investigações posteriores determinaram que Stalin queria eliminar o maior número de rivais em potencial, principalmente do alto escalão do Exército. Para isto valeu-se surpreendentemente de um relatório elaborado por Reinhard Heydrich, chefe do Serviço de Segurança Nazista. Heydrich viu nisto uma oportunidade de eliminar o alto escalão soviético. Esta colaboração começou em 1922, ano em que se assinou o termo de cooperação militar. Oficiais alemães e soviéticos realizavam intercâmbios para estudar no outro país. Tukhachevsky foi um destes que participaram dos intercâmbios.[1] Aparentemente, o caso Tukhachevsky começou quando Heydrich recebeu informaçõex de um exilado anticomunista russo, o General Nikolai Skoblin, que afirmava que o marechal estava conspirando para derrubar Stalin e seu regime. Heydrich enxergou as possbilidades oferecidas por estas informações e decidiu utilizá-las. Enviou então seus agentes para roubar a documentação e com ajuda de um falsificador muito competente, preparou um dossiê que incriminava categoricamente o marechal, acusando-o de ser um agente alemão infiltrado. O falso dossiê foi infiltrado na rede de espionagem tchecoslovaco, que chegaria desta forma aos soviéticos.

Julgamento[editar | editar código-fonte]

Após um julgamento secreto, conhecido como Processo de trotskista anti-soviética Organização Militar, Tukhachevsky e mais oito outros comandantes militares foram condenados em 12 de junho de 1937 e imediatamente executado. Tukhachevsky foi morto pelo capitão da NKVD Vasili Blokhin. Não foi comunicado a família de que o Marechal Tukhachevsky havia sido preso e executado, sua filha soube da morte na escola quando os colegas começaram a questioná-la como filha de um traidor "fascista". Profundamente traumatizada, ela foi para casa e se enforcou. A viúva Tukachevski foi presa pelo NKVD dias após o suicídio da garota, mais tarde ela ela seria deportada para os Montes Urais. Na verdade Tukhachevskaya Svetlana, única filha a não se enforcar, foi enviada para um orfanato especial para os filhos dos inimigos do povo. Ela foi presa em 1944 e condenada por um órgão extrajudicial do Conselho Especial do NKVD a cinco anos de Gulag. Ela morreu em 1982. Há um documentário de 2008 da televisão russa intitulado "Kremlin Children, sobre a vida de Tukhachevskaya Svetlana ".

Era um grande teórico da utilização de blindados juntamente com o apoio da infantaria.

Em 15 de Fevereiro de 1963, aconteceu uma modesta cerimônia na Academia Militar Frunze, em memória do Marechal Tukhachevsky, este ato pretendeu de certa forma reabilitar um dos mais magníficos oficiais expurgados por Stalin, durante os dramáticos anos que precederam a Segunda Guerra Mundial.




ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Coleção 70º Aniversário da Segunda Guerra Mundial, Fascículo 11- Abril, 2009. Pag. 83

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Coleção 70º Aniversário da Segunda Guerra Mundial - Abril, 2009

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