Milonga

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Milonga
Grupo milongueiro em Buenos Aires, na Argentina
Contexto cultural Subúrbios de Montevidéu e Buenos Aires no final do século 19[1]
Instrumentos típicos violão, sanfona, violino
Popularidade Argentina, Uruguai, Rio Grande do Sul
Formas derivadas tango[2]

Milonga ou molonga é um estilo de canto, música e dança tradicional de várias partes da América Latina e da Espanha. Deriva da habanera e da guajira cubana e flamenca. É o ritmo nacional da Argentina, do Uruguai e do Rio Grande do Sul. Também são chamados "milongas" os bailes onde se dança o tango e, por extensão, os locais onde esses bailes se realizam. Tradicionalmente, numa milonga baila-se o tango, a milonga e o vals cruzado, ou vals argentino (uma variante da valsa Vienense).

Outros ritmos típicos que se podem encontrar numa milonga são a chacarera e a zamba.[3] É a música com que os cantores sul-americanos expressam suas emoções (geralmente, o amor), junto com o chamamé. As roupas que as mulheres usam são saias até o pé. Já os homens usam terno, como no tango.

História[editar | editar código-fonte]

A milonga originou-se de uma forma de canto e dança da Andaluzia, na Espanha, que, nos fins do século XIX, popularizou-se nos subúrbios de Montevidéu e Buenos Aires. Posteriormente, a milonga, como dança, foi absorvida pelo tango. Porém ela sobreviveu como gênero musical, cantada ao som do violão.[4]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Milonga" origina-se do termo quimbundo milonga, "palavras", através do espanhol rioplatense milonga.[5] Nas religiões afro-brasileiras, o termo "milonga" significa "feitiço"[6] ou "sincretismo".[7]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 135.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 135.
  3. Buenos Aires: Atriz portenha dá 11 dicas de milongas terra.
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 135.
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 135.
  6. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 135.
  7. ADOLFO, S. P. Nkissi Tata Dia Nguzu. p. 44.
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