Mimeógrafo

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Um mimeógrafo à manivela utilizado na Polônia por opositores ao regime comunista após 1981.
Um mimeógrafo usado na Rússia onde se observa um estêncil com caracteres do alfabeto cirílico.

Mimeógrafo (do grego mimeo: imitar, copiar[1] + grafia: escrita) é um instrumento utilizado para fazer cópias de papel escrito em grande escala e utiliza na reprodução um tipo de papel chamado estêncil e álcool. Foi um dos primeiros sistemas de cópias em série utilizados no ensino.[1]

O mimeógrafo é uma máquina que requer, para além da mão-de-obra, materiais para a geração de cópias a partir de uma matriz, como por exemplo: impressora matricial, papel sulfite ou de outro tipo, mesa de apoio, álcool, estêncil, scanner do texto e molha dedo.[1]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Um protótipo da máquina de impressão simples foi patenteado, em 8 de agosto de 1887, por Thomas Alva Edison, nos Estados Unidos. A patente foi deferida em 1880, e o nome "mimeógrafo" foi utilizado pela primeira vez em 1887, por Albert Blake Dick, que fora licenciado por Edison para a produção da nova invenção.

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A máquina foi sendo aperfeiçoada, mantendo, entretanto, sua simplicidade de manuseio, incorporando-se uma pequena rotativa manual — o que permitia uma rápida reprografia de diversas cópias em pequenas tiragens. Até a ampliação do uso das máquinas de fotocópia e outras equivalentes, de reprodução em série e com maior qualidade, o mimeógrafo era a mais barata e eficiente forma de impressão para pequenas tiragens, sem qualidade.

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O mimeógrafo foi lançado em 1880 e utilizado pela primeira vez em 1887, mas sua utilização efetiva ocorreu apenas no século XX. Apesar de ser visto como uma máquina obsoleta, principalmente por quem não atua na área educacional, ainda é comercializado por grandes lojas especializadas em informática e papelaria, o quê comprova que ainda há demanda por ele.[1] A aceitação mercadológica existe inclusive para mimeógrafos usados, conforme se verifica nos anúncios de jornais, revistas e internet, os quais o apresentam sob diversas marcas, tipos, pesos, e especificações em geral.[1]

Funcionamento[editar | editar código-fonte]

Exames escolares mimeografados.

A utilização do equipamento dá-se da seguinte forma: posiciona-se a página a copiar sobre o papel estêncil e traça-se por cima os contornos dos caracteres; coloca-se o estêncil no mimeógrafo com folhas em branco; então gira-se a manivela.[1] Seu ponto positivo é o baixo custo por cópia (dois centavos de Real por cada cópia da matriz em 2009), enquanto seus pontos negativos são a as doenças decorrentes do uso, a baixa qualidade da cópia, os desperdícios de material (nem sempre a cópia é gerada com clareza) e a lentidão do serviço.[1] Raramente precisa ser consertado, e quando precisa o custo de manutenção é baixo, quando comparado por uma fotocopiadora.[1]

O mimeógrafo teve larga utilização como meio barato de produção de cópias de textos, sobretudo em escolas. Essas máquinas tinham inicialmente a força motriz manual, depois aperfeiçoada para a eletricidade. Os textos eram preparados com a ajuda de uma máquina de escrever, numa matriz em papel, chamado estêncil, impermeável e que continha a tinta concentrada numa das faces. A máquina ou um instrumento pontiagudo (para os desenhos) faziam perfurações que permitiam a passagem da tinta e a consequente impressão no papel. Esta tinta da matriz dissolvia-se em álcool, que era colocado num recipiente da máquina. Colocava-se a matriz num pequeno cilindro poroso cheio de tinta e girava-se uma manivela que o punha a rodar. A velocidade escalar tangenciando o cilindro impelia a tinta através da matriz, e esta imprimia diretamente no papel.

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Referências

  1. a b c d e f g h CONDIÇÕES DE TRABALHO DO PROFESSOR:OS REFLEXOS DO USO DO MIMEÓGRAFO NO DIA-A-DIA DOS PROFESSORES E DOS ALUNOS DA REDE ESTADUAL PAULISTA – ENSINO FUNDAMENTAL I. (PDF) pp. 15-16; 38-39;44-45. Universidade Cidade de São Paulo (2009). Página visitada em 30 de novembro de 2012. "Trata-se do mimeógrafo, um dos primeiros sistemas de cópias em série utilizados no ensino. [...] Cabe ressaltar que o mimeógrafo é uma máquina que, além da mão-de-obra, depende de outros materiais para chegar ao produto final que é gerar uma ou mais cópias de uma matriz, tais como: scanner do texto selecionado, impressora matricial, estêncil, álcool, papel sulfite (predominantemente) ou outro tipo de papel, molha dedo e mesa de apoio. O mimeógrafo tem seus pontos positivos como o baixo custo por cópia gerada, incluindo o álcool e o estêncil. Porém, tem os pontos negativos quanto à qualidade da cópia, a morosidade do serviço, o desperdício de materiais, as doenças decorrentes do seu uso[...]. [...] No entanto, há desperdício de materiais pedagógicos, tais como: sulfite, estêncil e álcool porque nem sempre a cópia sai com clareza. Apesar do desperdício, tive a informação com um técnico de mimeógrafo que o custo por cópia gerada a partir de uma matriz gira em torno de R$0,02 (dois centavos), contando com todos os materiais citados [...]. [...] é muito mais viável manter um equipamento como o mimeógrafo que raramente precisa ser consertado e quando há necessidade de conserto, o custo de sua manutenção é baixo em vista da máquina copiadora [...]. [...] Para utilizá-lo, é simples: posiciona-se a página a ser copiada sobre um papel especial chamado estêncil e traça-se por cima os contornos das letras ou desenhos. Em seguida, coloca-se o estêncil no mimeógrafo e outra folha em branco. Por último, basta rodar a manivela. [...] Mimetismo vem do grego 'mimetós', que significa imitado ou copiado. No gerúndio seria 'mimeo', ou seja, imitar, copiar. Álcool, escola e copiar fazendo barulho... 'mimeo'. É claro! Um MIMEÓGRAFO! [...] Embora o mimeógrafo tenha sido lançado no século XIX, mais especificamente em 1880, sendo utilizado pela primeira vez em 1887, sua efetiva utilização se deu no século XX, motivo pelo qual este equipamento é visto como uma máquina obsoleta, principalmente por quem não atua na área educacional, particularmente no ensino fundamental – ciclo I da rede estadual de ensino. Porém, atualmente continua a ser utilizado por algumas escolas públicas paulistas. O mimeógrafo ainda está sendo comercializado em grandes lojas especializadas em produtos de papelaria e/ou informática justamente pelo fato de haver público alvo para tal produto. [...] Além disso, há aceitação mercadológica não só para o mimeógrafo novo, mas também usado, pois há anúncios em jornais, revistas, e, sobretudo, na internet que veicula inúmeros produtos, entre eles, o duplicador portátil, mais conhecido como mimeógrafo, o qual é encontrado em diversas marcas, tipos, pesos, etc."
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