Mirra

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Mirra (árvore)
Resina da mirra

A mirra é uma árvore espinhosa, de folhas caducas, que pode atingir 5 metros de altura, com flores vermelho-amarelo, e frutos pontiagudos. É nativa do nordeste da África (Somália e partes orientais da Etiópia) encontra-se também no Médio Oriente, Índia e Tailândia. Cresce em matas e prefere solos bem drenados e muita exposição ao sol.

Propaga-se por sementes, na Primavera, ou por estacas ao fim do estágio de crescimento. É também o nome dado à resina colhida de fissuras abertas na casca da árvore de nome botânico Commiphora molmol, que depois de seca se transforma em grânulos de coloração amarela-avermelhada. A palavra mirra origina-se do hebraico maror ou murr, que significa "amargo".

Índice

[editar] Aplicações

A resina que se obtém dos seus caules é usada na preparação de medicamentos, devido a suas propriedades anti-sépticas.

Os egípcios empregavam a mirra no culto ao deus Sol e como ingrediente na mumificação, uma vez que suas qualidades embalsamadoras já eram conhecidas. Até o século XV, era usada como incenso em funerais e cremações. É também utilizada em algumas celebrações religiosas como a missa e a gira de umbanda. A sua fragrância também pode ser utilizada em incensos para dar um leve aroma de terra ou como aditivo para o vinho, uma prática descrita por Fabius Dorsennus, uma autoridade no assunto durante a Antigüidade.

Atualmente utilizam-se comercialmente os componentes da mirra em produtos como loções, pastas de dente, perfumes e outros cosméticos. A naturopatia ainda recomenda seu uso em cavidades orais no tratamento de infecções causadas por bactérias, fungos e vírus.

[editar] Alusões

A mirra foi, além de ouro e incenso, um dos três presentes dados ao Menino Jesus pelos Reis Magos, no Evangelho de Mateus.

[editar] Bibliografia

  • Dalby, Andrew (2000), Dangerous Tastes: the story of spices, London: British Museum Press, ISBN 0714127205, pp. 107–122

Hoje a mirra é também um óleo usado em cultos cristãos.

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