Mishima: A Life in Four Chapters

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Mishima: A Life in Four Chapters
Pôster promocional
 Estados Unidos
1985 • cor • 120 min 
Direção Paul Schrader
Produção Mataichiro Yamamoto
Tom Luddy
Leonard Schrader
Mata Yamamoto
Produção executiva Francis Ford Coppola
George Lucas
Roteiro Leonard Schrader
Paul Schrader
Chieko Schrader
Elenco Ken Ogata
Masayuki Shionoya
Junkichi Orimoto
Kenji Sawada
Gênero Biográfico
Drama
Idioma Japonês
Música Philip Glass
Cinematografia John Bailey
Edição Michael Chandler
Estúdio American Zoetrope
Lucasfilm Ltd.
M Company
Tristone Entertainment Inc.
Distribuição Warner Bros.
Lançamento Estados Unidos 4 de outubro de 1985
Portugal 7 de fevereiro de 1986
Orçamento US$5,000,000 (estimado)
Página no IMDb (em inglês)

Mishima: A Life in Four Chapters (em Portugal Mishima: Uma Vida em 4 Estações[1] ) é um filme de 1985 dirigido por Paul Schrader e escrito por Paul e pelo seu irmão Leonard Schrader. É baseado na vida e ficção do autor japonês Yukio Mishima. Francis Ford Coppola e George Lucas atuaram como produtores executivos.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Cruzamento de dados biogáficos do escritor japonês Yukio Mishima com trechos narrativos extraídos dos seus próprios romances e contos.

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Sobre o filme[editar | editar código-fonte]

Para estrear o filme em 1985, Schrader precisou de dez anos para poder cumprir o desejo de realizar um filme sobre a vida e a obra de Yukio Mishima, ultrapassando várias dificuldades. A primeira era, desde logo, a dificuldade intrínseca ao facto de um americano querer adaptar ao cinema a biografia de um autor japonês reputado pelo seu antiamericanismo[2] . A segunda era a aquisição dos direitos à viúva de Mishima, a qual sempre se recusara, até então, a fazê-lo.

Para fazer face àquelas dificuldades, Schrader aproveitou o facto de o seu irmão Leonard ser casado com uma japonesa (Chieko Schrader) e deslocou-se até ao país do sol nascente para tentar convencer os japoneses a cederem-lhe os direitos de adaptação ao cinema. Acabou por conseguir esses direitos, com a excepção do romance Cores interditas, o qual faz diretamente alusão à homossexualidade do escritor. De facto, a viúva de Mishima sempre procurou encobrir as tendências sexuais do falecido marido, tentando que esses aspectos da vida privada ficassem ausentes do filme[3] .

O filme organiza-se em quatro capítulos temáticos. Em cada um deles se enreda a biografia do escritor com encenações teatralizadas das suas obras. Dá assim corpo ao enigma-Mishima, ao retrato de um homem na fronteira entre a tradição e a modernidade. Uma vida que tem o seu epílogo no dia do discurso ao exército e do suicídio, apogeu dramático do princípio unificador da pena e da espada, mito original perseguido por Mishima e cuja impossibilidade no tempo presente é a matéria íntima da sua morte demencial e espetacular[4] .

Controvérsia[editar | editar código-fonte]

Segundo Paul Schrader, só um ocidental poderia ter realizado este filme, pelo motivo que muitos japoneses preferem esquecer que Mishima existiu. De facto, após a sua morte, a extrema-direita japonesa apoderou-se da figura do escritor, fazendo dela o seu herói, o seu símbolo. O próprio governo japonês fez tudo para evitar que Mishima: a Life in four Chapters visse a luz do dia[5] , alegando que um estrangeiro não pode compreender o espírito nipónico.

Assim, este filme nunca teve uma estreia oficial no Japão, não só devido à controvérsia sobre a própria figura de Mishima, mas também devido à vontade da sua família. Contudo, foi diversas vezes apresentado na TV japonesa (embora com a cena do bar gay cortada) e é permitida legalmente a importação do DVD.

Prémios e nomeações[editar | editar código-fonte]

  • Festival de Cannes 1985: Prémio para o contributo artístico (John Bailey, Eiko Ishioka e Philip Glass).

Referências

  1. título em Portugal
  2. L'Écrivain-Samouraï, por Michèle Halberstadt. Première, le magazine du cinéma. Maio de 1985.pg. 96
  3. http://query.nytimes.com/gst/fullpage.html?res=9C02E7DD133BF936A2575AC0A963948260&sec=&spon=&pagewanted=all#/
  4. Leitão-Ramos, Jorge. Mishima de Paul Schrader. Diário de Lisboa. 13 de março de 1986.
  5. L'Écrivain-Samouraï, por Michèle Halberstadt. Première, le magazine du cinéma. Maio de 1985.pg. 98

Ligações externas[editar | editar código-fonte]