Mishings

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Os mishings são um grupo étnico que habita os distritos de Dhemaji, Lakhimpur setentrional, Sonitpur, Tinsukia, Dibrugarh, Sibsagar, Jorhat e Golaghat de Assam, na Índia. Alguns vivem dentro e por volta de Pasighat, no distrito de Siang Oriental de Arunachal Pradesh. Antigamente, eram chamados de miris; hoje, se ofendem com esse nome. Entretanto, a Constituição da Índia ainda se refere a eles como miris. Os mishings são intimamente associados com o povo adi de Arunachal Pradesh.

Os mishings pertencem ao clã tibeto-birmanês da raça mongolóide. Não se conhece exatamente de onde eles migraram, mas se acredita que eles foram habitantes das colinas do atual Arunachal Pradesh. Isso explica semelhanças culturais e lingüísticas que eles têm com as pessoas da tribo adi (antigamente chamados "abores") e, até certo ponto, os miris das montanhas e os daflas de Arunachal Pradesh. Por volta do século XIII, eles começaram a migrar até as colinas de Assam, mais provavelmente em busca de terras férteis. Esse êxodo continuou por pelo menos 2-3 séculos.

Eventualmente, eles encontraram uma das terras mais férteis (a do vale do Brahmaputra) e se estabeleceram ao longo da extensão do rio, começando de Sadiya no leste até Jorhat, no oeste. Eles continuaram a sua prática de viver em casas de palha erguidas em estacas de bambu, conhecidas como 'Chang-ghar'. Isso era uma proteção contra águas de enchente durante a estação chuvosa, embora a lógica original por trás das casas erguidas fosse proteger contra animais selvagens.

As enchentes anuais asseguravam que os mishings tivessem uma vida de pobreza e miséria. Com a agricultura como a sua principal ocupação, as enchentes os afetam de muitas maneiras. Além disso, devido à sua afinidade por viver nas margens, estão sujeitos à malária e a doenças trazidas pela água. Mas 90% deles ainda continuam vivendo ao longo das margens do Brahmaputra e dos seus afluentes, importunados pelos desastres que os atingem.

O seu festival principal é o Ali-Aye-Ligang, no mês de fevereiro, que celebra a sua colheita. A maioria dos mishings segue ambas as religiões Donyi-Polo e hindu, e existem também alguns cristãos. Já foi verificado também que alguns se converteram ao Islã.

A língua do povo mishing é conhecida como a língua mishing.

Os sobrenomes mishings refletem o clã a que eles pertencem. Podem ser divididos em três clãs principais: Pegu, Doley e Morang. Isso é uma organização social. Casamentos podem acontecer fora do grupo (por exemplo, entre Pegu-Doley, Pegu-Morang, Morang-Doley). Isso depende de onde a sociedade está localizada (Dagdong (norte) ou Daktok (sul)).

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