Miss Universo

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Miss Universo
Lema "Confidentaly Beautiful"
Fundação 1952
Tipo Concurso de Beleza
Sede Estados Unidos Nova York
Línguas oficiais Inglês
Filiação Miss Universe Org.
Presidente
Proprietário
Paula Shugart
Donald Trump
Sítio oficial missuniverse.com

Miss Universo (no original: Miss Universe) é a mais importante competição internacional de beleza feminina, realizada anualmente e promovida pela Miss Universe Organization, de propriedade do empresário Donald Trump. É um dos eventos mais vistos no mundo, com uma audiência internacional de cerca de 1 bilhão de telespectadores em mais de 180 países. [1] [2]

Foi criado na Califórnia em 1952 pela empresa de vestuário Pacific Mills e tornou-se através dos anos um evento da Kayser-Roth Corporation e da Gulf and Western Industries, até ser comprado em 1996 por Donald Trump. Em 1998, o Miss Universo alterou sua razão social de Miss Universe Inc. para Miss Universe Organization e sua sede foi transferida de Long Beach para Nova York. Trump contratou uma nova equipe de profissionais de suas empresas para dirigir e organizar o concurso, incluindo a CEO Molly Miles e a presidente Maureen Reidy. [3]

A organização passou a usar o lema "Redefinido para o presente" para a realização de seus concursos. Na mesma época criou sua nova logomarca: The Woman with the Stars (A Mulher com as Estrelas) representando a beleza e a responsabilidade das mulheres em todo o Universo, usado até hoje. [4]

História[editar | editar código-fonte]

O concurso de Miss Universo é inspirado no antigo International Pageant of Pulchritude (Desfile Internacional de Beleza), que, no período de 1926 a 1935, se realizava anualmente, atribuindo o título de "Miss Universo" à vencedora. A gaúcha Yolanda Pereira foi a primeira e única brasileira a conquistar o título em sua versão antiga, em 1930 - sem nenhuma relação com o evento posterior - quando houve dois concursos, um nos EUA e outro no Brasil. A Grande Depressão e os acontecimentos que precederam a Segunda Guerra Mundial levaram à supressão do certame.

No pós-guerra, organizou-se novamente o concurso, com novas modelos e a competição voltou a acontecer a partir de 1952. Em 1950, o Miss America, o concurso nacional de beleza norte-americano até então existente, foi realizado sob o patrocínio dos maiôs Catalina. A vencedora, Yolanda Betbeze, porém, se recusou a posar para fotos vestindo os trajes de banho da patrocinadora, no que teve apoio da organização, que declarou que a atitude de Yolanda apontava para um novo status dos concursos de beleza, em que não apenas o físico era relevante, mas também a 'inteligência, os valores pessoais e a capacidade liderança da mulher.'[5]

Participantes do Miss Universo 1953, segunda edição do concurso, em Long Beach, Califórnia.

Desgostosa com o fato, a Catalina retirou-se do Miss America e resolveu criar seu próprio concurso, o Miss USA, e em seguida o Miss Universe, no que teve a parceria do Universal Studios. O concurso a princípio teria o nome de 'Miss United Nations' mas a entrada da Universal na organização e divulgação acabou levando ao nome final pelo qual é conhecido.[5]

Então, em 1952, no balneário americano de Long Beach, completamente reconstruído após um terremoto em 1933, aconteceu a primeira edição do concurso. Com um investimento de US$1 milhão, uma fortuna na época, e a participação de 29 concorrentes de todo mundo, além de participantes de estados americanos, (Miss Havaí foi a segunda colocada) a finlandesa Armi Kuusela foi a vencedora, recebendo o prêmio máximo, um contrato com a Universal. Desde então, o concurso se realiza anualmente.[5]

Um fato ocorrido durante o ano de reinado de Kuusela acabaria criando regras mais rígidas para o concurso dali em diante. Numa de suas inúmeras viagens pelo mundo, ela conheceu um empresário filipino em Manila, por quem apaixonou-se à primeira vista. A relação foi tão fulminante que a Miss Universo abandonou as obrigações com a organização ao meio e voou com o empresário para Tóquio, no Japão, onde casaram-se, e ela renunciou à coroa nos dias seguintes. O fato fez com que a partir dali mulheres casadas não pudessem mais participar do evento e, oficialmente, as regras passaram a estipular que caso uma Miss Universo não pudesse por qualquer motivo completar seu mandato, ela seria imediatamente substituída pela segunda colocada, que assumiria o título e as obrigações decorrentes dele pelo restante do mandato anual.[5]

Entre 1952 e 1971, todas as edições do concurso foram realizadas nos Estados Unidos, divididos entre a Califórnia e a Flórida. A partir daí, espalhou-se pelo mundo, com cidades anfitriãs na Ásia, Europa, Oceania, África, Caribe e América do Sul.[6]

Vencedoras Não Oficiais[editar | editar código-fonte]

Dorothy Britton.
  • Os resultados destes concursos anteriores não são considerados oficiais pela Miss Universe Organization. [7]
Ano Vencedora País Local do Evento
1926 Catherine Moylan Estados Unidos Estados Unidos Galveston, Estados Unidos
1927 Dorothy Britton Estados Unidos Estados Unidos Galveston, Estados Unidos
1928 Ella Van Hueson Estados Unidos Estados Unidos Galveston, Estados Unidos
1929 Lisl Goldarbeiter Áustria Áustria Galveston, Estados Unidos
1930 (1) Dorothy Dell Goff Estados Unidos Estados Unidos Galveston, Estados Unidos
1930 (2) Yolanda Pereira Brasil Brasil Rio de Janeiro, Brasil
1931 Netta Duchâteau [8] Bélgica Bélgica Galveston, Estados Unidos
1932 Keriman Halis [9] Turquia Turquia Spa, Bélgica
1935 Charlotte Wassef [10] Egito Egito Bruxelas, Bélgica

Organizadores[editar | editar código-fonte]

Nos primeiros anos, o certame esteve sob a responsabilidade da empresa de vestuário Pacific-Mills e teve como patrocinador principal a marca de maiôs Catalina. Mais tarde, foi vendido para a empresa Kayser-Roth. Em 1977, a Kayser-Roth foi comprada pela Gulf+Western Industries, então dona dos estúdios de cinema Paramount. Em 1996, Donald Trump comprou os direitos do concurso em parceria com a rede CBS, então geradora em nível internacional.

No final de 2002, Trump revenderia dois contratos relativos aos direitos de transmissão: um com a rede NBC, para transmissão em território norte-americano (que incluiria uma transmissão em espanhol por sua subsidiária a Telemundo) e outro com a empresa Alfred Haber, para a distribuição internacional do evento.

Concurso hoje[editar | editar código-fonte]

Desde junho de 2002, o concurso vem sendo realizado numa parceria entre a Miss Universe Organization, baseada em Nova Iorque, e a rede de televisão NBC. A atual presidente é Paula Shugart. A organização também vende os direitos de transmissão da final para outros países, além de produzir e organizar o Miss USA e o Miss Teen USA. A vencedora do Miss USA representa o país no Miss Universo.

Sistema de classificação[editar | editar código-fonte]

Preliminares[editar | editar código-fonte]

Dias antes do Miss Universo, são realizadas as provas preliminares de traje de gala, traje de banho e para a escolha do melhor traje típico dentro de um evento intitulado Presentation Show, fechado para jornalistas. Os resultados são mantidos sob sigilo até o dia do concurso.

Formato da competição[editar | editar código-fonte]

  • Nos primeiros anos, as competidores que passavam da primeira classificatória eram anunciadas após a seleção preliminar. De 1965 em diante, as semifinalistas passaram a ser escolhidas em segredo pelos jurados, com seu anúncio feito apenas na noite da final oficial transmitida pela televisão. As semifinalistas então competem novamente em trajes de gala e biquíni e as cinco finalistas são anunciadas. Em 1960 uma entrevista foi incluída para definir a vencedora e a segunda colocada.
  • De 1959 a 1964 houve pequenas mudanças no formato de escolha. Nestes anos não houve um último corte final, a Miss Universo e as segunda, terceira e quarta colocadas eram anunciadas diretamente do grupo de 15 semifinalistas. Em 1965 o concurso voltou ao formato inicial, com um corte final de cinco finalistas e assim se manteve até 1989.
  • Em 1969, uma última questão foi colocada às últimas cinco finalistas. A pergunta final passou a ser uma característica do espetáculo, utilizada na maioria dos concursos. A partir de 1990 ela se estabeleceu e desde então faz parte obrigatória de todas as edições, sendo considerado de grande importância a qualidade das respostas dadas pelas finalistas para a decisão final dos jurados.
  • Em 1990, a organização implementou mudanças profundas na competição. Ao invés de cinco finalistas, o grupo passou a ser reduzido de dez semifinalistas para seis. Cada classificada então selecionava aleatoriamente por sorteio um jurado e respondia à uma pergunta feita por este jurado. Após isso, o grupo então era novamente reduzido e desta vez para três últimas concorrentes. Em 1998, o número de finalistas saídas das dez semifinalistas voltou a ser reduzido para cinco mas continuou a haver um último corte que as reduzia às três finais. A partir de 2001, o formato tradicional com 5 finalistas, dali saindo a nova Miss Universo, voltou a ser instalado.
  • Em 2000, a parte das entrevistas nas semifinais foi retirada e as competidoras voltaram, como no concurso em suas origens, apenas a desfilar com os trajes de gala e os de banho.
  • Em 2003, voltou a haver uma primeira seleção de 15 semifinalistas ao invés de dez. Um corte seguinte levava às dez semifinalistas e outro às Top 5. A pergunta final passou a variar, vindo das próprias competidores umas às outras e da própria Miss Universo vigente.
  • Em 2006, como pela primeira vez,o número de participantes era muito grande,o primeiro corte deixou 20 semifinalistas na competição, que participavam do desfile de biquíni. Após este desfile, eram cortadas para dez semifinalistas, que competiam então no desfile de traje de noite. Depois desta segunda rodada, as últimas cinco finalistas eram anunciadas e respondiam à pergunta final. Ao final da competição, as segunda, terceira, quarta e quinta colocadas eram anunciadas em ordem decrescente até o anúncio final da nova Miss Universo, coroada então pela miss do ano anterior.
  • No ano seguinte, em 2007, houve nova mudança. Voltando ao primeiro corte com 15 semifinalistas, que participavam do desfile de trajes de banho. Depois desta etapa, dez eram selecionadas para o desfile em traje de noite onde mais cinco eram cortadas. As últimas cinco finalistas então respondiam à pergunta final dos jurados, sendo uma delas escolhida a nova Miss Universo, após o anúncio em ordem decrescente da quinta, quarta, terceira e segunda colocadas.
  • A partir de 2011,o número de semifinalistas aumentou de 15 para 16 sendo a última vaga ocupada pela candidata escolhida através da votação popular filtrada pelo site oficial do concurso.

Exibição das notas na TV[editar | editar código-fonte]

De 1978 a 2002 era comum ver as notas das misses na TV para saber quem tinha passado e quem não tinha chances de ir às semifinais, bem como as notas de maiô, entrevista individual e trajes de gala. Mas o que determinava a classificação de uma candidata a Miss Universo era a média das notas das preliminares.

Terminadas as provas de maiô, entrevista e trajes de gala, aparecia uma última ponderação de notas, desta vez para determinar as cinco finalistas. A partir de 2000, a entrevista passou a ser restrita às cinco finalistas.

Com as mudanças na classificação implantadas em 1990, a entrevista final era feita para as misses do top 6 e posteriormente às três primeiras finalistas, saídas do top 6 (até 1997) e top 5 (de 1998 a 2000). Em 2001, as cinco finalistas voltaram a ser submetidas a essa prova, o que acontece até hoje.

As notas chegaram a ficar extintas entre 2003 a 2006, mas a partir de 2007, as notas parciais voltaram a ser divulgadas pela TV (somente nos desfiles de Traje de Banho e o Traje de Gala).

A partir de 2011 as notas dadas pelos jurados as candidatas voltaram a ser mantidas em sigilo.

Jurados[editar | editar código-fonte]

Os jurados do Miss Universo tem a função de avaliar a performance das candidatas na fase preliminar e na noite final do concurso. Há júris separados para o Presentation Show (onde são julgados os quesitos de traje de gala e traje de banho) e a prova de trajes típicos, cuja vencedora era anunciada com antecedência. Para a noite de eleição da nova Miss Universo é chamado um júri formado por ex-misses, personalidades da moda e do entretenimento, jornalistas e artistas da televisão americana e mundial.

Entre as celebridades mundiais mais expressivas que já passaram pelo painel de jurados estão os escritores Leon Uris e Mario Vargas Llosa, os atores Peter Sellers, Ginger Rogers, Bo Derek e Jane Seymour, os músicos Dave Navarro,Steve Tyler e Sheila E., os estilistas Carolina Herrera e Roberto Cavalli, o campeão de boxe Evander Holyfield, a ginasta romena Nadia Comaneci e Pelé.[11]

Coroa[editar | editar código-fonte]

A nova coroa da Diamond Nexus na cabeça da Miss Universo 2011 Leila Lopes.

Nos primeiros dez anos do concurso de 1952 a 1962 diversas coroas foram usadas pelas vencedoras do concurso. Em 1963 uma coroa com mais de mil diamantes e ouro branco confeccionada por uma joalheria norte-americana passou a ser utilizada como a coroa oficial. O modelo foi usado por 38 anos de 1963 a 2001.

A coroa usada pela vencedora do concurso entre 2002 e 2007 foi desenhada pela joalheria japonesa Mikimoto, patrocinadora oficial da Miss Universe Organization nestes anos. Ela descreve a ascensão da Fênix, símbolo mitológico do poder, da beleza e do status. A coroa tem 500 diamantes num total de quase 30 quilates, 120 pérolas de tamanhos entre 3 e 18 mm de diâmetro e tem o valor de U$250 mil dólares.[12] Foi criada pelos artesãos japoneses especialmente para o concurso na Ilha da Pérola Mikimoto, no Japão.

A partir de 2009, uma nova coroa criada pela empresa Diamond Nexus Labs passou a ser usada para a coroação. Ela foi incrustada com 1.371 gemas num total de 16,09 quilates (83.22 g) e contém 544,31 gramas de ouro branco e platina. A coroa também foi manufaturada com rubis sintéticos que representam a plataforma de educação e precauções contra a AIDS da organização.

Entretanto, quando foi usada no primeiro ano, pela venezuelana Stefania Fernández, Miss Universo 2009, acabou ficando tão pesada que provocava dores de cabeça. Com isso, ela foi reformulada e tornada mais leve, sendo retirado o arco superior, passando a ter a forma atual usada a partir da Miss Universo 2010, Ximena Navarrete. [13]

Juramento[editar | editar código-fonte]

De 1960 a 1990, o Juramento da Miss Universo foi lido após a coroação de cada vencedora (sempre em off, primeiro por uma co-apresentadora e depois pela voz gravada da eleita em inglês): [14]

Cquote1.svg We, the young women of the universe, believe people everywhere are seeking peace, tolerance and mutual understanding. We pledge to spread this message in every way we can, wherever we go.

(Nós, as jovens do universo, acreditamos que as pessoas de todos os lugares buscam a paz, a tolerância e o entendimento mútuo. Nós prometemos difundir esta mensagem de todas as maneiras que pudermos, em todos os lugares que formos.)

Cquote2.svg

Tema Musical[editar | editar código-fonte]

Amostra de Som
Orenté - Final Look

O ano de 2004 marcou o primeiro ano do uso no Miss Universo da trilha musical Orenté, criada especialmente para ele e que se tornou sua trilha sonora oficial.

O score musical era dividido em oito sequências:

  • Orenté Introduction: usada na abertura da transmissão ao vivo pela televisão;
  • Orenté Major: usada no retorno da transmissão após os intervalos comerciais e no momento da coroação;
  • Orenté Elimination: tocada durante o anúncio das 15 semifinalistas;
  • Orenté Fashion Presentation e Orenté Interlude: durante a apresentação das 10 semifinalistas;
  • Orenté Pregunta Final: durante as perguntas feitas pelos jurados às últimas cinco finalistas;
  • Orenté Final Look: usada durante a última apresentação na passarela das cinco finalistas; e
  • Orenté Announcement: durante o anúncio das posições das últimas cinco finalistas.
Amostra de Som
Trilha sonora a partir de 2011
Seção – Top 16

Uma nova seção musical da trilha Orenté chamada Orenté Curtain Call, passou a ser apresentada em 2008 quando da chamada das candidatas ao palco antes do primeiro corte de semifinalistas, completando um total de nove sequências para o score musical. [15]

A partir de 2011,a Miss Universe Organization contratou uma nova produtora,e assim na edição daquele ano, realizada em São Paulo, Brasil, uma nova trilha sonora foi usada. Ainda sem nome definido, a mesma trilha foi repetida nas edições de 2012 em Las Vegas e de 2013 em Moscou, com a mesma base adaptada. A trilha tem seções originalmente mixadas com fundo de sons de vozes humanas em tons vibrantes, especialmente para televisão.

Concursos Nacionais[editar | editar código-fonte]

A cada ano, a organização do Miss Universo recebe propostas de inscrição de países franqueados que desejam enviar representantes nacionais ao concurso. Normalmente, a seleção da candidata nacional ocorre em concursos realizados internamente, entre representantes das suas subdivisões nacionais, sendo a vencedora indicada para o Miss Universo. No entanto, este processo não é seguido por todos os países participantes.

Como exemplo, em 2000 a Austrália cancelou os concursos nacionais, considerados ultrapassados. As candidatas ao MU passaram a ser enviadas depois um casting entre modelos indicadas por várias agências do país. Apesar de ter sido escolhida desta maneira, em 2004 a australiana Jennifer Hawkins venceu o Miss Universo. A partir desta edição, porém, a Austrália voltou a escolher sua representante através de um concurso nacional.

Alguns dos mais bem sucedidos concursos nacionais nas últimas décadas tem sido os da Venezuela, Porto Rico e Estados Unidos, que atraem uma grande audiência televisiva quando trasmitidos em seus países. Por exemplo, a maior audiência da televisão venezuelana no ano é o seu concurso nacional.[16] Alguns países passaram a participar recentemente, como a República Popular da China e a Albânia em 2002, o Vietnã, a Geórgia e a Etiópia (2004), Letônia (2005), Cazaquistão (2006), Tanzânia (2007),Kosovo (2008),Gabão (2012), Lituânia (2012) e Azerbaijão (2013). Por parte de outros países, estão sendo feitos grandes esforços para reviver a grandeza de outras épocas em concursos realizados na África do Sul, Canadá, Espanha, Japão e no Brasil.

Os países latinos, especialmente a Venezuela, México, Porto Rico, Colômbia República Dominicana e Brasil tem dominado o concurso nas últimos anos, o Brasil desde 2011 tem ficado no Top 5 do certame, suplantando as antigas e primeiras forças europeias, como a Finlândia, Suécia e Alemanha. O Reino Unido - que já participou como Reino Unido, Grã-Bretanha, Inglaterra, Escócia e País de Gales - é uma das nações participantes não-vencedoras de maior sucesso, chegando nove vezes entre as Top 5.

A Miss Universe Organization tem feito esforços contínuos para expandir o número de participantes contínuos, mas os desfiles em trajes de banho tem sido um entrave para a presença de países islâmicos como a Argélia, por exemplo, enquanto outros como Moçambique, Armênia e Nepal tem dificuldades em participar por causa dos altos custos da presença de uma candidata no evento (de todos os principais concursos de beleza do mundo, o Miss Universo é o que tem a taxa de franquia mais cara).

Até 2011, apenas quatro países haviam participado de todas as edições: Estados Unidos, França, Alemanha e Canadá.[17] Algumas franquias europeias permitem a presença de candidatas de 17 anos em seus concursos e muitas delas acabam vencendo. Como a idade mínima no Miss Universo é 18 anos, várias vezes estas franquias são obrigadas a enviar outras candidatas nacionais para o Miss Universo. As regras do concurso também punem falsificações em certificações de idade.

Concurso principal[editar | editar código-fonte]

As cinco finalistas da edição 2006: Lauriane Gillieron (Suiça), Lourdes Arevalos (Paraguai), Kurara Chibana (Japão), Tara Conner (EUA) e Zuleyka Rivera (Porto Rico), a Miss Universo 2006.

A final do Miss Universo é realizada atualmente durante um período de duas a três semanas, com todas as candidatas nacionais já presentes na cidade anfitrã. Dos anos 70 aos 90, este período de avaliação durava cerca de um mês. O tempo permite a realização de ensaios para a noite final, apresentações das candidatas em eventos diversos e a realização das competições preliminares, de onde saem as semifinalistas no evento final. De acordo com os organizadores, o concurso é mais do que uma simples competição de beleza física: a Miss Universo precisa ser uma mulher inteligente, culta e de boas maneiras. Frequentemente candidatas a princípio favoritas tem perdido por não terem boas respostas às perguntas feitas pelos jurados, apesar desta parte do concurso ter perdido importância nos últimos anos, em relação à década de 90, quando podia ser decisiva.

Atualmente a decisão entre as cinco finalistas é feita através de um ranking de pontos, estipulados às candidatas durante a apresentação final, em que cada juíz dá posições individuais a cada uma delas. A vitória ocorre com a maior soma cumulativa de pontos da candidata (de maneira geral, costuma vencer a que recebe mais números 1, correspondente ao primeiro lugar). Se há um empate, a decisão é feita pelo maior número de pontos da semifinal (quando a contagem é diferente, crescente, e é a soma das notas totais dos jurados). A vencedora recebe um ano de contrato com a Miss Universe Organization, além de um prêmio em dinheiro, jóias e roupas, e passa seu reinado viajando pelo mundo levando a mensagem de controle de doenças, paz e cuidados com a AIDS. Desde que Donald Trump assumiu o controle do negócio, a Miss Universo vigente passa o ano de seu reinado hospedada em um apartamento da Trump Tower, de sua propriedade, na cidade de Nova York.

Premiações Especiais[editar | editar código-fonte]

Atualmente, são três as categorias de premiação especial concedidas pelo Miss Universo. São elas: Miss Fotogenia (eleita desde 2003 pelos internautas que acessam o site da rede NBC), Miss Simpatia (escolhida pelas próprias candidatas) e Melhor Traje Típico (escolhida por um júri preliminar).

Títulos

Filipinas e o país que tem mais títulos de Miss Fotogenia (seis no total). O Brasil venceu a categoria de Melhor Traje Típico quatro vezes. Já na categoria de Miss Simpatia, as candidatas do Brasil e de Angola, que começou a participar em 2003 não venceram nenhuma vez. Marisa Ferreira, de Portugal, venceu essa categoria em 1999.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

A primeira transmissão de um concurso de Miss Universo ocorreu em 1955 somente para a costa leste norte-americana. Mas foi a partir de 1960, já em Miami, que o concurso passou a ser mostrado em rede nacional pela CBS.

No ano de 1966, ocorreu a primeira transmissão em cores. Em 1972, com a introdução do satélite, o Miss Universo passa a ser transmitido para vários países. A partir de 1973, o concurso passa a ser exibido em horário nobre. Em 1978, começa a exibição das pontuações das candidatas qualificadas (ou não) para as semifinais. Esse sistema foi abolida a partir de 2003, mas as pontuações retornaram em 2007. Nesse mesmo ano, a NBC e a Telemundo assumiram os direitos de transmissão tanto do Miss Universo como dos concursos Miss Estados Unidos e Miss Teen EUA (este criado em 1983 como uma versão juvenil do Miss USA).

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Desde a eleição de Martha Vasconcellos em 1968, o Miss Universo é exibido por emissoras nacionais. O evento (exibido primeiro em VT) passou a ser transmitido anualmente ao vivo pela Rede Tupi a partir de 1972, quando este foi realizado em Porto Rico. Na ocasião, a gaúcha Rejane Vieira Costa ficou em segundo lugar, mas uma falha na transmissão impediu que o público visse a coroação da australiana Kerry Anne Wells. Quando o sinal foi restabelecido, o apresentador Bob Barker apareceu apenas para dar o boa-noite e encerrar a transmissão.

Com a crise da Tupi, o concurso de 1979 passou a ser transmitido pela Rede Record. Dois anos mais tarde, o SBT (novo organizador do Miss Brasil) passou a assumir também a transmissão do Miss Universo e, depois, do Miss Mundo. Em 1989, a emissora deixou de transmitir o evento ao vivo. Nove anos mais tarde, o SBT exibiria um VT do Miss Universo 1998, realizado em Honolulu. Desde 2003, os direitos de transmissão do Miss Universo para TV aberta estão sob a responsabilidade da Rede Bandeirantes. Em 2005, o canal TNT comprou os direitos do concurso para transmitir o mesmo em televisão fechada na América Latina.

Transmissão[editar | editar código-fonte]

Bob Barker, o mais longevo apresentador do Miss Universo (1967-87). Na foto, aos 80 anos, em setembro de 2009.

Transmissão Oficial[editar | editar código-fonte]

Apresentadores[editar | editar código-fonte]

Várias figuras da TV norte-americana já passaram pelo posto de apresentador principal do Miss Universo. O que ficou mais tempo nessa função foi Bob Barker, que comandou também o concurso de Miss USA de 1967 a 1987. Nesse ano, Barker abandonou o posto por não conseguir da Organização Miss Universo a proibição da inclusão de casacos de pele como parte dos prêmios da vencedora, assim como empresas do ramo entre as patrocinadoras do certame. Depois da saída de Barker, outros nomes exerceram essa função como o ator Jack Wagner e as top-models Naomi Campbell e Elle MacPherson.

Comentaristas e co-apresentadores[editar | editar código-fonte]

Várias atrizes e ex-misses Universo foram co-apresentadoras ou comentaristas. Em 2006, pela primeira vez, um homem assumiu esse posto. Tratava-se de Carson Kressley, um dos integrantes do elenco do programa Queer Eye For The Straight Guy (exibido no Brasil pelo canal Sony), que dividiu a função com a Miss USA 2004, Shandi Finnessey. Outros nomes que se destacaram nessa função foram:

Transmissão no Brasil[editar | editar código-fonte]

Tupi, Record e SBT[editar | editar código-fonte]

Todas as edições do Miss Universo exibidas a partir de 1972 passaram a contar com o trabalho de tradução simultânea. Num primeiro momento, tanto na Rede Tupi como na Rede Record e no SBT não havia comentaristas. Na hora da apresentação das semifinalistas de 1986, por exemplo foi usado o sistema americano de medidas (polegadas) ao invés do métrico decimal, usado nas medidas das candidatas a Miss Brasil. Um dos tradutores que mais se destacou nesse período foi Malcolm Forest, que também atuou nas transmissões de 2005 e 2006 na Band.

Band[editar | editar código-fonte]

Desde que passou a exibir o concurso em 2003, a Rede Bandeirantes tem convidado especialistas em moda (Paulo Borges, Érika Palomino, Alexandre Herchcovitch e Marcelo Sommer), ex-misses (Fabiane Niclotti e Gislaine Ferreira) e a especialista em etiqueta Cláudia Matarazzo para comentarem o concurso. A primeira apresentadora da atual fase do Miss Universo na TV brasileira foi Astrid Fontenelle (à época titular do Melhor da Tarde).

Com a saída de Astrid da Band, a emissora chamou o locutor esportivo Nivaldo Prieto e a jornalista Letícia Levy para comandarem a transmissão do concurso de 2006. Eles dividiram a tarefa com o especialista em misses Evandro Hazzy e a miss Brasil do ano anterior, Carina Beduschi. O evento ocorreu no dia 23 de julho no Shrine Auditorium em Los Angeles e foi visto por 4% da audiência na Grande São Paulo de acordo com a medição do Ibope, chegando a picos de 6 pontos.

Já a transmissão de 2007, comandada por Renata Fan, registrou índices bem maiores: 6,5 de média e pico de 10,5 pontos, o que rendeu o segundo lugar à emissora. Naquele ano, a brasileira Natália Guimarães havia ficado em segundo lugar no concurso. No entanto, os números só decresceram nos concursos de 2008 (média de 3,6) e 2009. Neste último ano, o concurso registrou apenas 2 pontos de média na Grande São Paulo, segundo dados do Ibope.

Há uma exceção, no ano de 2011, quando a cidade de São Paulo foi sede do Miss Universo, a Band registrou o recorde de audiência da transmissão: foram quase 8 pontos de média de audiência e 11 de pico, consolidando em 2º lugar das emissoras mais assistidas da Grande São Paulo no horário. Neste ano, a transmissão nacional foi comandada por Adriane Galisteu.

Regras e fatos[editar | editar código-fonte]

  • Pelas regras do concurso, a candidata a Miss Universo deve residir ou ser naturalizada há pelo menos um ano no país pelo qual vai competir. É o caso da russa Natalie Glebova, que se naturalizou canadense depois de sua eleição, em 31 de maio de 2005. No ano anterior, Natalie participara do Miss Canadá Universo mas não fora eleita.
  • Não é permitida a participação de mulheres casadas – nem ex-casadas ou com casamentos anteriores anulados – com filhos ou grávidas, e menores de 18 e maiores de 27 anos, até 1 de fevereiro do ano em que pretendem competir.[18] Modelos que tenham participado de ensaios eróticos antes do concurso ou que apresentem idade falsa no ato da inscrição também estão proibidas de participar.
  • Todas as candidatas a Miss Universo devem ter obrigatoriamente passaporte e visto para os Estados Unidos. Em caso de vitória, a miss ganha visto de residência,pois passa a residir em Nova York durante seu reinado
  • A peruana Gladys Zender se tornou a primeira representante da América Latina e a mais jovem (tinha então 17 anos) a vencer o concurso de Miss Universo, sete anos após a sua criação.[19] Seu país de origem sediaria o Miss Universo em 1982.
  • Em 1958 a Colombiana Luz Marina Zuluaga foi a 2ª colocada no Miss Colombia, mas por impedimento da vencedora, ela foi a Miami Beach e acabou sendo coroada a Miss Universo 1958.[5]
  • Em 2009, pela primeira vez, um país conseguiu coroar a Miss Universo por dois anos consecutivos. A venezuelana Dayana Mendoza coroou como sua sucessora sua compatriota Stefania Fernández.[20]
  • Nos últimos anos, segundo Michael Schwandt, coreógrafo do evento, Donald Trump, o proprietário da marca, e Paula Shugart, presidente da MUO, tem escolhido pessoalmente seis das quinze semifinalistas do concurso, restando aos jurados das rodadas premilinares a escolha das outras nove que irão compor o grupo das Top 15. [21]
  • A partir de 2012, a Miss Universe Organization passou a aceitar transexuais nos eventos organizados por ela, o Miss Universo, Miss USA, Miss Canadá e Miss Teen USA, [22] deixando a critério das suas franqueadas autorizar ou não a participação de transexuais em seus concursos nacionais. [23]

Desempenho Lusófono[editar | editar código-fonte]

Ieda Maria Vargas, a primeira brasileira eleita Miss Universo. (Foto: © 1995-2009 Pageant News Bureau, Inc.)

Para ver todas as classificações das brasileiras no concurso, ver Brasil no Miss Universo.

Desde sua criação em 1952, o Brasil (que participou pela primeira vez em 1954) venceu em apenas duas ocasiões, a primeira em 1963 com a gaúcha Ieda Maria Vargas, e em 1968 com a baiana Martha Vasconcellos. O Brasil desde 2011 vem ficando no quadro das cinco finalistas do concurso.

Mais cinco brasileiras conquistaram o segundo lugar: Martha Rocha (1954), a amazonense Terezinha Morango (1957), a carioca Adalgisa Colombo (1958), a gaúcha Rejane Goulart (1972) e mais recentemente,a mineira Natália Guimarães (2007). [24] O país participou de todas as edições do concurso, com exceção de 1990, quando o concurso de Miss Brasil foi cancelado. [25]

Durante os anos 60 e 70, os concursos de miss eram extremamente populares no Brasil e o Miss Universo tinha grande penetração entre o público e a imprensa brasileira. Na década de 60, a Miss Universe Inc. chegou a considerar o Miss Brasil o mais bem organizado e produzido concurso nacional do mundo e a cobertura da imprensa brasileira, principalmente através das revistas Manchete e Cruzeiro, a que seguia as edições anuais do evento com mais atenção e detalhes. As duas revistas são consideradas ainda hoje, pelos sites especializados internacionais, como a principal fonte de informação histórica do concurso em todo o mundo. [26]

O melhor resultado de um país lusófono além do Brasil foi o de Angola em 2011, quando Leila Lopes foi eleita Miss Universo. [27] O país participou de catorze edições do concurso, a primeira delas em 1998. Portugal também em 2011 teve a sua primeira semifinalista: Laura Gonçalves ficou entre as 10 semifinalistas, após ser eleita para o Top 16 pela Internet. O país participou de 30 das 60 edições realizadas do concurso. [28]

Cidades-Sede[editar | editar código-fonte]

De 1952 a 1959, o concurso foi realizado em Long Beach, na Califórnia. De 1960 a 1971, Miami Beach, na Flórida, foi a nova sede. Com a introdução do satélite nas transmissões de TV, as sedes do Miss Universo começaram a ser rotativas, desde 1972. Só em 1983 o concurso voltou a ser realizado em solo americano. Veja outras localidades:

Vencedoras[editar | editar código-fonte]

  • Abaixo estão apenas as dez últimas vencedoras da competição:
Ano Vencedora País Local do Evento
2004 Jennifer Hawkins Austrália Austrália CEMEXPO, Quito, Equador
2005 Natalie Glebova Canadá Canadá Impact Arena, Bangkok, Tailândia
2006 Zuleyka Rivera Porto Rico Porto Rico Shrine Auditorium, Los Angeles,Califórnia, EUA
2007 Riyo Mori Japão Japão Auditorio Nacional, Cidade do México, México
2008 Dayana Mendoza Venezuela Venezuela Crown Convention Center, Nha Trang, Vietnã
2009 Stefanía Fernández Venezuela Venezuela Atlantis Paradise Island, Nassau, Bahamas
2010 Jimena Navarrete México México Mandalay Bay Events Center,Sunrise, Nevada, Estados Unidos
2011 Leila Lopes Angola Angola Credicard Hall, São Paulo, Brasil
2012 Olivia Culpo Estados Unidos Estados Unidos Planet Hollywood Resort, Sunrise, EUA
2013 Gabriela Isler Venezuela Venezuela Crocus City Hall, Moscou, Rússia

Ranking[editar | editar código-fonte]

  • Abaixo estão somente os quinze melhores países classificados no certame:
P País V S T
Estados Unidos Estados Unidos 8 8 6 1 5 28 56
Venezuela Venezuela 7 6 6 4 2 14 38
Porto Rico Porto Rico 5 1 2 1 3 7 19
Suécia Suécia 3 1 2 3 4 16 29
Brasil Brasil 2 5 1 2 5 17 32
Finlândia Finlândia 2 3 5 1 1 6 18
Austrália Austrália 2 1 3 2 2 6 16
Japão Japão 2 1 1 2 3 9 18
Índia Índia 2 1 1 1 1 14 20
10º Canadá Canadá 2 1 1 1 11 16
11º Filipinas Filipinas 2 2 4 2 7 17
12º México México 2 1 2 2 10 17
13º Trinidad e Tobago Trindade e Tobago 2 1 1 4 8
14º Tailândia Tailândia 2 1 4 7
15º Colômbia Colômbia 1 4 2 3 1 19 30

Conquistas por País[editar | editar código-fonte]

País Títulos Vitórias
Estados Unidos Estados Unidos 8 1954, 1956, 1960, 1967, 1980, 1995, 1997, 2012
Venezuela Venezuela 7 1979, 1981, 1986, 1996, 2008, 2009, 2013
Porto Rico Porto Rico 5 1970, 1985, 1993, 2001, 2006
Suécia Suécia 3 1955, 1966, 1984
México México 2 1991, 2010
Japão Japão 2 1959, 2007
Canadá Canadá 2 1982, 2005
Austrália Austrália 2 1972, 2004
Índia Índia 2 1994, 2000
Trinidad e Tobago Trindade e Tobago 2 1977, 1998
Tailândia Tailândia 2 1965, 1988
Finlândia Finlândia 2 1952, 1975
Filipinas Filipinas 2 1969, 1973
Brasil Brasil 2 1963, 1968
Angola Angola 1 2011
República Dominicana República Dominicana 1 2003
Panamá Panamá 1 2002
Botsuana Botsuana 1 1999
Namíbia Namíbia 1 1992
Noruega Noruega 1 1990
Países Baixos Holanda 1 1989
Chile Chile 1 1987
Nova Zelândia Nova Zelândia 1 1983
África do Sul África do Sul 1 1978
Israel Israel 1 1976
Espanha Espanha 1 1974
Líbano Líbano 1 1971
Grécia Grécia 1 1964
Argentina Argentina 1 1962
Alemanha Alemanha 1 1961
Colômbia Colômbia 1 1958
Peru Peru 1 1957
França França 1 1953

Desempenho por Continente[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [1]
  2. [2]
  3. [3]
  4. [4]
  5. a b c d e There she is, Miss Universe.. globalbeauties.com. Visitado em 01/07/2011.
  6. History of Miss Universe indianserver.com. Visitado em 09/07/2011.
  7. [5]
  8. [6]
  9. [7]
  10. [8]
  11. Telecasts Critical Beauty. Visitado em 17/06/2013.
  12. History indiaserver.com.
  13. About the Crown diamondnexuslabs.com. Visitado em 01/07/2011.
  14. [9]
  15. [10]
  16. Miss Venezuela Parades Online; PR Newswire. Visitado em 01/07/2011.
  17. Organization indiaserver.com. Visitado em 04/07/2011.
  18. FAQ Miss Universe Organizaton. Visitado em 08/06/2013.
  19. Whew! She's crowned, but is shure was work The Montreal Gazette. Visitado em 06/07/2011.
  20. Venezuela wins Miss Universe crown again NBCNews.com. Visitado em 08/06/2013.
  21. [11]
  22. [12]
  23. [13]
  24. [14]
  25. [15]
  26. [16]
  27. [17]
  28. [18]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Miss Universo