Mitologia romana

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Estátua da deusa Fama na Universidade de Belas Artes de Dresden, Alemanha.

Mitologia romana é como sugere o nome um estudo das lendas presentes no Império Romano; usadas para explicar a formação do mundo, os fenômenos da natureza, os sentimentos e sensações físicas dos humanos e a evolução o conhecimento; de uma maneira pagã. Surgida em meados do século VIII a.C. com a fundação de reino de Roma, e vigorou por cerca de 1133 anos na península Itálica; até a submissão do império ao cristianismo ao final do século IV. Pode ser dividida em duas partes: a primeira, mais avulsa e mitológica, e a segunda, tardia e mais literária, consiste na quase total apropriação da grega, mas com grande manifestação nas artes; A mitologia romana foi a mais antiga e ritualística daquele tempo e funcionava diferentemente da correlata grega que surgiu baseada na grande influência que teve na Bósnia.

O romano, que impregnava a sua vida pelo numen, uma força divina indefinida presente em todas as coisas, estabeleceu com os deuses romanos um respeito escrupuloso pelo rito religioso – o Pax deorum – que consistia muitas vezes em danças, invocações ou sacrifícios.

Ao lado dos deuses domésticos, os romanos possuíam diversas tríades divinas, adaptadas várias vezes ao longo das várias fases da história. Assim, à tríade primitiva constituída por Júpiter (senhor do Universo), Marte (deus da guerra) e Quirino (o rei Rômulo, mitológico fundador de Roma), os etruscos inseriram o culto das deusas Minerva (deusa da inteligência e sabedoria) e Juno (rainha do céu e esposa de Júpiter).

Com a república surge Ceres (deusa da Terra e dos cereais), Líber e Libera. Mais tarde, a influência grega inseria uma adaptação para o panteão romano do seu deus do comércio e da eloquência (Mercúrio) sob as feições de Hermes, e o deus do vinho (Baco), como Dionísio.

Gênese[editar | editar código-fonte]

O modelo romano consistia sobre os deuses de uma maneira não muito diversa de pensar e definir os deuses dos gregos, sendo alguns dos deuses romanos inspirados nos deuses gregos mas também alguns de origem etrusca colaboraram para a primeira fase da religião. Posteriormente os sincretismos com os egípcios, fenícios e frígios deram sua configuração final; conhecida atualmente. Para os romanos, sua origem está na mitológica Era do Bronze; na qual Saturno, teria refugiado-se na península itálica após sua destronização por seu filho Júpiter na Grécia Antiga.

Mitos e rituais[editar | editar código-fonte]

Estátua do deus Lupércio em Pompeia. Esta divindade era uma das poucas exclusivamente romanas; que conseguira resistir à analogia entre e Silvano.

Os deuses estabeleciam uma benevolência para com os homens. Consistia de um sistema bastante desenvolvido de rituais, escolas de sacerdócio e grupos relacionados a deuses. Também apresentava um conjunto de mitos históricos acerca da glória e da fundação de Roma envolvendo personagens humanos com ocasionais intervenções divinas. As divindades romanas que não surgiram após a analogia grega eram Abeona, Ana Perena, Belona, Carmenta, Fama, Fames, Fauna, Flora, Fornax, Fortuna, Jano, Juturna, Lares, Ísis, Líber, Libitina, Lúlio, Lupércio, Míser, Múrcia, Nemestrino, Pilumno, Picumno, Pomona, Roma, Vertumno, Quirino, Telumo e Término. Em sua maioria foram associados a deuses gregos, mas em mitos que não eram idênticos; alguns poucos foram exclusivamente romanos. Outros como Somnos foram adaptados dos gregos, mas com interpretação diferente; neste caso Somno não ocupa apenas a estória de Hipnos, mas também de seus filhos Fântaso e Fantasia. Maia Maiestas, para os romanos era a única filha de Atlas e Pleione; e não umas das sete plêiades, solitária e excepcional, o que justamente teria atraído a atenção de Júpiter.

Panteão[editar | editar código-fonte]

Por ordem alfabética:

  • Anteros: deus da delusão e do fim das paixões
  • Baco: deus das festas, do vinho, do lazer e do prazer; originalmente cultuado como Líber.
  • Belona: deusa da guerra.
  • Ceres: deusa da agricultura, do casamento e dos cereais.
  • Cibele: deusa da gênese da vida e da Terra, alcunhada como Magna Mater.
  • Concórdia: deusa da harmonia e paz nos lares.
  • Cupido: deus da paixão.
  • Diana: deusa da caça, dos desportos e dos animais selvagens.
  • Dis: deus da riqueza.
  • Discórdia: deusa da maldição e das desgraças.
  • Esculápio: deus da medicina.
  • Fauna: deusa da fertilidade e feminilidade, alcunhada como Bona Dea.
  • Febo: da música e da poesia, irmão gêmeo de Diana.
  • Fortuna: deusa do desenvolvimento urbano, do destino e da sorte.
  • Jano: deus com dois rostos que cuida da porta dos céus. Um virado para o passado e o outro para o futuro.
  • Juno: deusa da força vital, deusa dos deuses
  • Justiça: deus da justiça e da vingança.
  • Júpiter: deus dos deuses, senhor do Universo, e dos céus.
  • Lares: espírito ancestral protector da casa e da família
  • Leto: deus da morte e da velhice.
  • Marte: deus das armas, dos camponeses, da virilidade e do trabalho árduo.
  • Mercúrio: deus do comércio, da diplomacia, da eloquência e da ladroeira.
  • Minerva; deusa da sabedoria, da arquitectura, engenharia, estratégia bélica e das artes.
  • Neptuno: deus dos mares.
  • Silvano: deus das florestas, da pecuária e do pânico.
  • Plutão: deus do submundo, das almas e dos tesouros subterrâneos.
  • Saturno: deus do tempo e das trevas primordiais, primeiro deus do universo e pai de Júpiter.
  • Vênus: deusa do amor e da beleza.
  • Vulcano: deus do fogo, da lava e da metalurgia.
Simbolo da Nova Roma; organização fundadora da religião romana.

Revitalização dos cultos[editar | editar código-fonte]

Religio romana também chamado pelos adeptos de Cultus deorum romanorum é um novo movimento religioso neopagão que baseia-se na restauração dos cultos politeístas da Roma Antiga; seguindo os passos da wicca; reconstrucionismo da mitologia celta, e dodecateísmo; reconstrucionismo da mitologia grega. A religio romana baseia-se também na reconstrução dos templos e monumentos dedicados aos deuses romanos na Itália e Espanha; onde possuem comunidades minimamente expressivas.

Ver também[editar | editar código-fonte]