MixBrasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Homossexualidade no Brasil

LGBT flag map of Brazil.svg

Tópicos relacionados
Direitos LGBT no Brasil
Casamento
Uniões homossexuais
Adoção
Movimentos civis
Homofobia no Brasil
PL 122
PL 1151


Grupos LGBT
Conselho Nacional de
Combate à Discriminação

Grupo Gay da Bahia
ABGLT


Eventos LGBT
Parada do orgulho
LGBT de São Paulo

MixBrasil


Portal LGBT.svg Portal LGBT
Categoria:LGBT no Brasil

MixBrasil é um festival de cinema realizado no Brasil que aborda a diversidade sexual. Criado em 1993 originou no ano seguinte o mais antigo e maior portal de informações e cultura pop GLBTT do Brasil, de mesmo nome. A expressão GLS foi criada em 1994 para identificar os frequentadores do Festival, tendo sido rapidamente assimilada pela mídia.

Histórico[editar | editar código-fonte]

O Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual surgiu em 1993 através do convite realizado pelo New York Lesbian and Gay Experimental Film Festival que decidiu ampliar seus horizontes e convidar curadores estrangeiros para mostrar as diferentes formas de expressão da sexualidade em outros países. Esse festival, realizado em Nova Iorque, passou a se chamar "MIX New York". André Fisher foi o responsável pela seleção da programação brasileira desse festival, com o nome Brazilian Sexualities.[1] A partir dessa participação brasileira no festival de Nova Iorque, o Departamento de Cinema do Museu da Imagem e do Som decidiu fazer um convite para sediar uma edição brasileira do festival, que ganhou o nome "I Festival MiX Brasil", sendo realizado a partir da seleção, realizada por André Fisher, de 76 trabalhos exibidos no Festival de Nova Iorque, editados em 12 programas de curtas. O festival brasileiro estreou dia 5 de outubro de 1993.

Desde a primeira edição foram editadas versões para a apresentação do festival em várias capitais brasileiras. A exibição do primeiro Festival MiX Brasil no Rio de Janeiro, marcada para acontecer na Casa Laura Alvim foi cancelada a 4 dias do evento por Beatriz Nogueira que decidiu que o Rio de Janeiro não estava preparado para esse evento. A apresentação no Rio de Janeiro foi improvisada na Torre de Babel a convite de Ringo Cardia.[1] . As edições do festival passaram a ser realizadas anualmente e são bem recebidas por vários segmentos da sociedade por encarar a diversidade sexual de forma aberta.

Importância[editar | editar código-fonte]

O festival Mix Brasil foi prioneiro ao exibir filmes para um grande público falando abertamente da sexualidade gay e lésbica, além da primeira mostra de vídeos sobre tatuagem e piercing, estando sintonizado com uma demanda por filmes onde as identidades dos segmentos GLBT fossem abordadas, contribuindo para uma maior aceitação e visibilidade GLBT.

Cronologia do MixBrasil[editar | editar código-fonte]

Wikitext.svg
Este artigo ou seção precisa ser wikificado (desde abril de 2011).
Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.
. 16 de agosto de 1994

Entrava no ar o BBS Mix Brasil, o primeiro serviço online dirigido ao público gay da América Latina. O BBS (Bulletin Board System) era o avô da internet: os usuários de computador com modem (14,4 k naquela época) ligavam para um número de telefone e tinham acesso a um sistema não-gráfico com listas de lugares gays da cidade, notícias, imagens eróticas e bate-papo. Usuários de fora de São Paulo precisavam fazer ligações interurbanas para se conectarem. Naquela data dois computadores estavam ligados a duas linhas telefônicas, o que permitia a conexão de apenas dois usuários por vez.

. Setembro de 1994

Já com quatro linhas e cerca de 40 assinantes, BBS é lançado no Mundo Mix, loja de souvenirs do segundo Festival MixBrasil.

. Outubro de 1994

8 linhas e oito computadores, permitindo que oito pessoas conversassem entre si. Primeiro encontro de usuários do BBS Mix Brasil reúne cerca de 30 pessoas.

. Março de 1995

Criado o BBS Mix Brasil/ Rio

. Junho de 1995

Stand do BBS na Fundição Progresso. Cobertura da Parada do Orgulho Gay do Rio, a primeira do Brasil.

. Dezembro de 1995

Mix Brasil lança no Mercado Mundo Mix seu site na internet (também pioneiro no continente).

. Outubro de 1996

BBS atinge 25 linhas e computadores em São Paulo e 8 no BBS do Rio de Janeiro, com um total de mil e duzentos assinantes.

. Maio de 1997

A noite Cio de Gaucia ++ ganha fanzine mensal impresso com versão on line no Mix Brasil. Em outubro daquele ano o Cio se tornaria seção do site.

. Junho de 1997

Mix Brasil migra para o UOL e multiplica o número de usuários e assinantes. Mix Brasil é único veículo com cobertura diária da primeira Parada Gay de São Paulo.

. Outubro de 1997

Mix Brasil lança serviço de assinaturas para parte do conteúdo com acesso restrito.

. Março de 1998

Encerram-se as atividades do BBS Mix Brasil. Todo conteúdo já havia migrado para internet.

. Novembro de 1998

Primeira reformulação gráfica. Aumenta dramaticamente o número de áreas e seções.

. Janeiro de 1999

Central de Notícias, até então atualizada às segundas, quartas e sextas, passa a ser diária.

. Janeiro de 2000

Mudança para o escritório da Rua João Moura. Nova parceria com UOL dá acesso ao conteúdo fechado do Mix Brasil a todos os assinantes do mega portal.

. Junho de 2000

Frescão do Mix Brasil na Parada Gay de São Paulo reúne artistas e é destaque na mídia nacional.

. Junho de 2001

Radio UOL lança programa DJ Mix.

. Março de 2002

Nova reformulação gráfica do site.

. Junho de 2002

Primeiro Blog do André.

. Fevereiro de 2003

Conteúdo fechado do Mix deixa de ser exclusivo a assinantes UOL.

. Outubro de 2003

Pane geral no servidor do Mix no UOL deixa site uma semana fora do ar.

. Janeiro de 2004

Lançada sessão 10+, com mais de 300 mil votos de internautas apenas no primeiro mês.

. Abril de 2004

Sede do Mix é assaltada, por 5 dias todo trabalho é feito remotamente.

. Julho de 2004

Estréia seção Vitrine, atualmente com cerca de 20 mil pageviews por dia.

. Julho de 2004

Lançado Sexapil, site de conteúdo complementar 100% erótico.

. Novembro de 2004

Audiência atinge vinte milhões de pageviews mensais

. Abril de 2005

Estréia Seção Cam Log, atualmente com cerca de 18 mil pageviews/dia.

. Julho de 2005

Mudança para nova sede na Praça Américo Jacomino. Começa a ser produzido o site da produtora de vídeos homoeróticos Pau Brasil.

. Agosto de 2005

Estréia seção Trans. 10+ CPI é destaque na mídia nacional.

. Outubro de 2005

Estréia o XXY, portal de informações para homens gays.

. Abril de 2006

Site Farofa Digital da Bahia é primeiro parceiro do Mix Brasil. Estréia seção Blogs, atualmente com cerca de 50 mil pageviews/mês.

. Maio de 2006

A nova reformulação de design, incluindo nova logomarca, e navegação começa a ser implantada. Publicidade ganha formatação internacional.

. Junho de 2006

Transmissão em vídeo online da Parada Gay de São Paulo. Mix faz primeiro camarote da Parada Gay de São Paulo embaixo do vão do MASP, em parceria com CADS.

. Julho de 2006

Site ParouTudo, de Brasília, torna-se parceiro do Mix Brasil. Estréia podcast Las Bibas from Vizcaya.

. Setembro de 2006

Rádio Mix Brasil estréia programação diária em carater experimental

. Março de 2007

Fica pronta obra do estúdio de fotos e vídeo.

. Abril de 2007

Tino Monetti estéia seu podcast musical, com edições semanais.

. Junho de 2007

Rádio Mix Brasil ganha novo layout e navegação e conta com mais de 20 programas e mais de 400 horas de arquivo.

Site da Revista Lado A estréia como parceiro do Mix.

Mix Brasil e o Cads fazem lounge luxo na Parada Gay de São Paulo, no vão do Masp.

Evento Gira-Sol, que aconteceu durante a Parada de SP, teve cobertura online do Mix, direto do Clube de Regatas Tietê.

. Julho de 2007

TV Tudo, site de vídeos produzido por Fabrício Viana, estréia como parceiro do Mix e cria o TudoMix

. Agosto de 2007

Estréia o programa de tv Boa Noite Bee, com edições diárias, comandadas por Lufe Steffen

Premiados[editar | editar código-fonte]

. 2008
Coelho de Ouro (melhor curta nacional): Para Que Não Me Ames (2008) de Andradina Azevedo e Dida Andrade; Coelho de Prata (melhor diretor): Para Que Não Me Ames (2008) de Andradina Azevedo e Dida Andrade
. 2009
Coelho de Ouro (melhor curta nacional): Garoto de Aluguel (2009) de Tarcisio Lara Ouiati; Coelho de Prata (melhor diretor): Duda Goter por "Na Madrugada"[2]
. 2010
Coelho de Ouro (melhor curta nacional): Eu não quero voltar sozinho (2010) de Daniel Ribeiro; Coelho de Prata (melhor diretor): Bailão (2009) de Marcelo Caetano[3]
. 2011
Coelho de Ouro (melhor curta nacional): Na sua companhia (2011) de Marcelo Caetano; Coelho de Prata (melhor diretor): Na sua companhia (2009) de Marcelo Caetano[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre LGBT é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.