Moçambique

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Moçambique
República de Moçambique
Bandeira de Moçambique
Emblema Nacional de Moçambique
Bandeira Emblema
Hino nacional: Pátria Amada
Gentílico: moçambicano(a)

Localização de Moçambique

Capital Maputo
Cidade mais populosa Maputo
Língua oficial Português1 2
Governo República presidencialista
 - Presidente Armando Guebuza
 - Primeiro-ministro Alberto Vaquina
Independência de Portugal 
 - Data 25 de Junho de 1975 
Área  
 - Total 801 590 km² (35.º)
 Fronteira Tanzânia, Zâmbia, Malawi, Suazilândia, Zimbabwe e África do Sul.
População  
 - Estimativa de 2007 20 069 738 hab. (52.º)
 - Densidade 24 hab./km² (158.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$ 18,6 biliões (121.º)
 - Per capita US$ 897 (154.º)
IDH (2012) 0,327 (185.º) – baixo3
Moeda Metical (MZN)
Fuso horário (UTC+2)
Clima Subtropical
Org. internacionais UA, CPLP, PALOP, ONU, SADC, União Latina, Organização da Conferência Islâmica, Commonwealth.
Cód. ISO MOZ
Cód. Internet .mz
Cód. telef. +258
Website governamental www.portaldogoverno.gov.mz

Moçambique, oficialmente República de Moçambique, é um país localizado na costa oriental da África Austral, limitado a norte pela Tanzânia, a noroeste pelo Malauí e Zâmbia, a oeste pelo Zimbábue, a leste pelo Canal de Moçambique e Oceano Índico, e a sul e sudoeste pela África do Sul e Suazilândia. No Canal de Moçambique, tem fronteiras marítimas com as Comores, Madagáscar, a coletividade departamental francesa de Mayotte e as ilhas Juan de Nova, Bassas da Índia e Ilha Europa, pertencentes às Ilhas Esparsas das Terras Austrais e Antárticas Francesas.

Esta antiga colónia e província ultramarina de Portugal, obteve a sua independência a 25 de Junho de 1975. Faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, da SADC, da Commonwealth, da Organização da Conferência Islâmica e da ONU. A sua capital e maior cidade é Maputo.

Índice

Etimologia [editar]

O nome Moçambique, primeiramente utilizado para a ilha de Moçambique, primeira capital da colónia, teria derivado do nome de um comerciante árabe que ali viveu, Musa Al Big, Mossa Al Bique ou Ben Mussa Mbiki. 4

História [editar]

Igreja de S. António, na Ilha de Moçambique.

A história de Moçambique encontra-se documentada pelo menos a partir do século X, quando um estudioso viajante árabe, Al-Masudi, descreveu uma importante actividade comercial entre as nações da região do Golfo Pérsico e os "Zanj" da "Bilad as Sofala", que incluía grande parte da costa norte e centro do actual Moçambique.

No entanto, vários achados arqueológicos permitem caracterizar a pré-história do país (antes da escrita). Provavelmente o evento mais importante desse período tenha sido a fixação nesta região dos povos bantus que, não só eram agricultores, mas também introduziram a metalurgia do ferro, entre os séculos I e IV.

Entre os séculos X e XIX existiram no território vários estados bantus, o mais conhecido foi o império dos Mwenemutapas (ou Monomotapa).

A penetração portuguesa em Moçambique, iniciada no início do século XVI5 , só em 1885 — com a partilha de África pelas potências europeias durante a Conferência de Berlim — se transformou numa ocupação militar, com a submissão total dos estados ali existentes, levando, no início do século XX, a uma verdadeira administração colonial.

Vista panorâmica da cidade de Maputo.

Depois de uma guerra de libertação que durou cerca de dez anos, Moçambique tornou-se independente a 25 de Junho de 1975, na sequência da Revolução dos Cravos, a seguir à qual o governo português assinou com a Frelimo os Acordos de Lusaka. Após a independência, com a denominação de República Popular de Moçambique, foi instituído no país um regime socialista de partido único, cuja base de sustentação económica se viria a degradar progressivamente até à abertura feita nos anos de 1986-1987, quando foram assinados acordos com o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. A abertura do regime foi ditada pela crise económica em que o país se encontrava e pela guerra civil que o país atravessou entre 1976 e 1992.

Na sequência do Acordo Geral de Paz, assinado entre os presidentes de Moçambique e da Renamo, o país assumiu o pluripartidarismo, tendo tido as primeiras eleições com a participação de vários partidos em 1994.

Para além de membro da ONU, da União Africana, da CPLP e da Commonwealth, Moçambique é igualmente membro fundador da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e, desde 1996, da Organização da Conferência Islâmica.

Geografia [editar]

Imagem de satélite de Moçambique.

Moçambique está situado na costa oriental da África Austral, limitado a norte pela Tanzânia, a noroeste pela Zâmbia e Malawi, a oeste pela Suazilândia e pelo Zimbabwe, a sul e oeste pela África do Sul e a leste pelo Canal de Moçambique.

A norte do rio Zambeze o território é dominado por um grande planalto, com uma pequena planície costeira bordejada de recifes de coral e, no interior, limita com maciços montanhosos pertencentes ao sistema do Grande Vale do Rift. A sul é caracterizado por uma larga planície costeira de aluvião, coberta por savanas e cortada pelos vales de vários rios, entre os quais destacando-se o rio Limpopo.

Clima [editar]

Costa moçambicana do Lago Niassa.

O clima do país é húmido e tropical, influenciado pelo regime de monções do Índico e pela corrente quente do canal de Moçambique, com estações secas de Junho a Setembro. As temperaturas médias em Maputo variam entre os 13-24 °C em Julho a 22-31 °C em Fevereiro.

A estação das chuvas ocorre entre Outubro e Abril. A precipitação média nas montanhas ultrapassa os 2000 mm. A humidade relativa é elevada situando-se entre 70 a 80%, embora os valores diários cheguem a oscilar entre 10 e 90%. As temperaturas médias variam entre 20 °C no Sul e 26 °C no norte, sendo os valores mais elevados durante a época das chuvas.

Demografia [editar]

Evolução da população entre 1961 e 2003.

Moçambique tem uma população de 20 579 265 de acordo com o censo de 20076 , o que representa um aumento de 27,8% em relação aos 16 099 246 enumerados no censo de 1997. Ainda segundo o censo de 2007, a população urbana totalizava 6 282 632, equivalendo a 30% do total; e a taxa de masculinidade era de 48,7 como resultado de um total de 9 897 116 homens e 10 682 149 mulheres.

30% da população concentra-se nas cidades, e a restante nos campos. As principais cidades são Maputo (1 178 116 habitantes), Matola (671 556) e Beira (431 583).

Antes da independência (1975), a população total de Moçambique passou de 6 603 651, em 1960, para 8 168 933, em 1970.

Em 1960, a população branca era de 97 268 pessoas. Em 1975 viviam em Moçambique cerca de 200 mil portugueses, na sua maioria ligados à função pública, empresas portuguesas e internacionais, mas também à agricultura e pequeno comércio. A comunidade indiana, em 1975, ligada ao comércio estima-se entre 20 e 30 000 habitantes.

Por alturas da independência existia uma pequena comunidade chinesa de cerca de 4000 pessoas, concentrada em Maputo e na Beira, dedicando-se sobretudo ao pequeno comércio. Os negros constituíam cerca de 98% da população. Os mestiços seriam cerca de 0,5% do total.


Política [editar]

Moçambique é uma república presidencialista, cujo governo é nomeado pelo Presidente da República.

O parlamento de 250 membros, denominado Assembleia da República, tem como uma de suas funções, verificar as ações do governo. As eleições são realizadas a cada cinco anos, tal como para o Presidente da República.

A Frelimo foi o movimento que lutou pela libertação desde o início da década de sessenta. Após a independência, passou a controlar exclusivamente o poder, aliada aos países do então "bloco socialista", e introduzindo um sistema político de partido único, semelhante ao praticado naqueles países.7 . O regime provocou a hostilidade dos estados vizinhos segregacionistas existentes na altura, África do Sul e Rodésia, que apoiaram elementos brancos recolonizadores e guerrilhas internas. Esta situação viria a transformar-se numa guerra civil de 16 anos.

Samora Machel foi o primeiro presidente de Moçambique independente e ocupou este cargo até à sua morte em 1986. O seu sucessor, Joaquim Chissano, negociou o fim da guerra civil e introduziu um sistema multipartidário que integrou o principal movimento rebelde, a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). Neste novo sistema, a Frelimo permaneceu no poder até os dias actuais, tendo ganho as eleições parlamentares realizadas em 1994, 1999, 2004 e 2009, mesmo com acusações de fraudes. O Movimento Democrático de Moçambique, uma dissidência da RENAMO, que tem oito deputados na Assembleia da República, constituiu-se em bancada parlamentar em Abril de 2010.

O regime prevalecendo em Moçambique desde inícios dos anos 1990 evidenciou sempre défices democráticos, que o sucessor de Joaquim Chissano, Armando Guebuza, tentou colmatar nos anos 2000.8

Subdivisões [editar]

Moçambique está dividido em 11 províncias:

Mapa de Moçambique com as províncias numeradas
  1. Niassa (capital: Lichinga);
  2. Cabo Delgado (capital: Pemba);
  3. Nampula (capital: Nampula);
  4. Zambézia (capital: Quelimane);
  5. Tete (capital: Tete);
  6. Manica (capital: Chimoio);
  7. Sofala (capital: Beira);
  8. Inhambane (capital: Inhambane);
  9. Gaza (capital: Xai-Xai);
  10. Maputo (capital: Matola);
  11. Cidade de Maputo (capital: Maputo)

As províncias estão divididas em 128 distritos, os distritos subdividem-se em 394 postos administrativos e estes em 1042 localidades, o nível mais baixo da administração local do Estado9 .

Em Moçambique foram criados até ao momento, 53 municípios, 10 dos quais em Abril de 2008 e mais 10 em Maio de 2013.

Economia [editar]

Cerca de 45% do território moçambicano tem potencial para a agricultura, porém 80% dela é de subsistência. Há extração de madeira das florestas nativas. A reconstrução da economia, após o fim da guerra civil em 1992 e das enchentes de 2000, foi dificultada pela existência de minas terrestres não desactivadas. O produto interno bruto de Moçambique foi de US$ 3 600 milhões em 2001.

Principais produtos agrícolas [editar]

Pecuária [editar]

Barco pesqueiro ao largo da costa moçambicana.

Pesca [editar]

A cifra oficial de capturas era de 30,2 mil toneladas em 1996. O camarão é um dos principais produtos de exportação.

Minérios [editar]

Os principais recursos minerais incluem carvão, sal, grafite, bauxita, ouro, pedras preciosas e semipreciosas. Possui também reservas de gás natural e mármore.

Indústria [editar]

É pouco desenvolvida, mas auto-suficiente em tabaco e bebidas (cerveja). Em 2000, foi inaugurada uma fundição de alumínio que aumentou o produto interno bruto em 500%.[carece de fontes?] Para atrair investimentos estrangeiros, o governo criou os "corredores de desenvolvimento" de Maputo, Beira e Nacala, com acesso rodoviário, suprimento de energia eléctrica, e com ligação ferroviária até aos países vizinhos.

Estradas e pontes [editar]

Moçambique é um país percorrido por uma extensão de 30 056 km de estrada. Este foi um dos sectores mais afectados durante a guerra civil, entretanto, nos últimos tempos conseguiu reerguer-se. Através da Administração Nacional de Estradas, vários troços de estradas estão a ser construídos e reabilitados. A grande realização deste sector foi a construção da Ponte Armando Emílio Guebuza sobre o Rio Zambeze, que liga o sul ao norte do país.

Turismo [editar]

O país tem um grande potencial turístico, destacando-se as praias e zonas propícias ao mergulho nos seus mais de dois mil quilómetros de litoral, e os parques e reservas da natureza no interior do país.

Cultura [editar]

Moçambique é reconhecido pelos seus artistas plásticos: escultores (principalmente da etnia Makonde) e pintores (inclusive em tecido, técnica batik). Artistas como Malangatana, Gemuce, Naguib, Ismael Abdula, Samat e Idasse destacam-se na área de pintura. A música vocal moçambicana também impressiona os visitantes. A timbila chope foi considerada Património Mundial.

Línguas [editar]

Mulheres moçambicanas a trabalhar na agricultura.

De acordo com o artigo 10 da nova Constituição , de 2004, "Na República de Moçambique, a língua portuguesa é a língua oficial". No entanto, consoante o Recenseamento Geral da População e Habitação, realizado em 1997, ela é língua materna de apenas 6% da população, número que, na cidade de Maputo, chega aos 25%, apesar de cerca de 40% dos moçambicanos terem declarado que a sabiam falar (em Maputo, 87%).

O artigo 9 da Constituição diz ainda: "O Estado valoriza as línguas nacionais como património cultural e educacional e promove o seu desenvolvimento e utilização crescente como línguas veiculares da nossa identidade". Em Moçambique foram identificadas diversas línguas nacionais, todas da grande família de línguas bantu, sendo as principais (de sul para norte): XiTsonga, XiChope, BiTonga, XiSena, XiShona, ciNyungwe, eChuwabo, eMacua, eKoti, eLomwe, ciNyanja, ciYao, XiMaconde e kiMwani.

Mercê da considerável comunidade asiática radicada em Moçambique, são também falados o urdu e o gujarati.

Culinária [editar]

Moçambique é reconhecido por seus dotes culinários. Tem muitos pratos típicos. A maioria são pratos principais. Aqui vem uma lista de alguns pratos:

  • Amêijoas com Leite de Coco
  • Arroz de Coco e Papaia
  • Bifinhos com Caju
  • Bolo Catembe
  • Bolo de Caju e Batata
  • Bolo de Castanha de Caju
  • Bolo de Figos
  • Bolo de Mandioca
  • Bolo do Maputo
  • Caldeirada de Cabrito
  • Camarão com Alho
  • Camarão Tigre Grelhado
  • Camarões Fritos
  • Caranguejo Recheado
  • Cacana
  • Caril de amendoim
  • Caril de Camarão
  • Caril de caranguejo
  • Caril à Indiana
  • Caril à Moçambicana
  • Caril de Galinha
  • Caril de Galinha com Amendoim
  • Chiguinha
  • Chima de Arroz
  • Creme de Mandioca
  • Delícias de Camarão
  • Doce de Amendoim
  • Doce de Batata
  • Feijoada de Marisco
  • Fofos de Arroz
  • Galinha à Cafreal
  • Galinha Abafada
  • Galinha com Amendoim e Caju
  • Galinha à Manduca
  • Galinha com Caju Verde
  • Guisado de Caranguejo
  • Matapa (folha de mandioca ou couve com amendoim)
  • Molho de Piri-piri
  • Patê de Miúdos
  • Pato com Bambu
  • Peixe à Lumbo
  • Sobremesa de Abacate
  • Sopa Rica de Mariscos
  • Xima
  • Cacana
  • Matapa
  • Tihaka
  • Tihove
  • Xiguinha
  • Mbambane
  • Mucapata

Desporto [editar]

O jogador português Eusébio (nascido em Moçambique antes da independência) foi avançado da selecção Portuguesa no Campeonato do Mundo de 1966, levando Portugal às semifinais. A atleta Maria de Lurdes Mutola ganhou duas medalhas olímpicas nos 800 metros, uma medalha de bronze nas Olimpíadas de 1996, em Atlanta e uma medalha de ouro, nas Olimpíadas de 2000, na Austrália. Os desportos mais populares de Moçambique são basquetebol, futebol e atletismo. A jogadora de basquetebol Clarisse Machanguana jogou na WNBA. A selecção moçambicana de futebol disputou quatro vezes a copa das nações africanas, mas nunca disputou uma taça do mundo.

Feriados [editar]

Data Nome em português Notas
1 de Janeiro Dia da Fraternidade universal Ano novo
3 de Fevereiro Dia dos heróis moçambicanos Em homenagem a Eduardo Mondlane
7 de Abril Dia da mulher moçambicana Em homenagem a Josina Machel
1 de Maio Dia Internacional dos Trabalhadores Dia do trabalho
25 de Junho Dia da Independência Nacional Proclamação da independência em 1975 (de Portugal)
7 de Setembro Dia da Vitória Em homenagem à assinatura dos Acordos de Lusaka
25 de Setembro Dia das Forças Armadas de Libertação Nacional Em homenagem ao início da luta armada de libertação nacional
4 de Outubro Dia da Paz e Reconciliação Em homenagem ao Acordo Geral de Paz
25 de Dezembro Dia da Família Natal

Referências

  1. Artigo 10 da Constituição
  2. Outras línguas nacionais não oficiais, mas protegidas constitucionalmente são, incluindo mas não se limitando a: Emakhuwa, xitsonga, ciyao, cisena, xiChona, echuwabo, cinyanja, xironga, shimakonde, cinyungue, xiChope, bitonga, kiswahili
  3. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD):Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 – Ascensão do Sul: progresso humano num mundo diversificado (14 de março de 2013). Página visitada em 15 de março de 2013.
  4. Ilha de Moçambique - History (em português). Ilha de Moçambique.
  5. Eric Axelson, Portuguese in South-East Africa 1488-1600, Johannesburg: Struik & University of the Witwatersrand, 1973, ISBN 0-85494-193-2
  6. QUADRO 1. POPULAÇÃO RECENSEADA POR ÁREA DE RESIDÊNCIA E CATEGORIA CENSITÁRIA, SEGUNDO SEXO E IDADE (em português). Ine.gov. Página visitada em 30 de Julho de 2010.
  7. John Saul, A Difficult Road: The transition to socialism in Mozambique, Nova Iorque: Monthly Review Press, 1985; Christine Verschuur e outros, Mozambique: Dix and de solitude, Paris: L'Harmattan, 1986
  8. Vítor Alexandre Lourenço, Estado, Autoridades Tradicionais e "Transição Democrática" em Moçambique, Cadernos de Estudos Africanos (Lisboa), 16/17, 2008/2009, pp.115-137.
  9. Agenda 2025, Visão e Estratégias do País, página 8 (PDF). portaldogoverno.gov.mz.

Ver também [editar]

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Bibliografia [editar]

  • Christian Geffray, A causa das armas, Porto: Afrontamento, 1991 (guerra civil em Moçambique)
  • João Mosca, Economia de Moçambique, século XX, Lisboa: Instituto Piaget, 2005
  • Malyn Newitt, História de Moçambique, Lisboa: Ed. Europa-América, 1997
  • René Pélissier, História de Moçambique: Formação e oposição (1854-1941), Lisboa: Ed. Estampa, 1988
  • Anne Pitcher, Transforming Mozambique: The Politics of Privatization, 1975-2000, Cambridge etc.: Cambridge University Press, 2002
  • Paul Southern. Portugal: The Scramble for Africa. Bromley, Galago Books, 2010

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