Mobilidade ativa

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A bicicleta citadina, um dos veículos mais comuns na mobilidade ativa

A mobilidade ativa, também denominada de mobilidade suave ou mobilidade não-motorizada é uma forma de mobilidade para transporte de pessoas, e em alguns caso bens, que faz uso unicamente de meios físicos do ser humano para a locomoção. Os meios de transporte ativos mais amplamente usados são andar a pé e de bicicleta. Todavia outros meios menos frequentes com propulsão humana como por exemplo patins, skate ou trotinetas, também se enquadram dentro da mobilidade ativa.

A mobilidade ativa faz parte da mobilidade sustentável. A mobilidade ativa é promovida predominantemente em meios urbanos e dentro de políticas públicas municipais, onde se dá uma maior ênfase à ocupação do espaço público para esplanadas, parques, jardins, logradouros, espaços pedonais mais amplos e espaço público descongestionado de tráfego rodoviário.

A mobilidade ativa, havendo condições de segurança, em termos médios, dentro das opções de mobilidade de cada indivíduo, revela ser a mais barata, saudável e prática até uma distância de cerca de 5km.

Políticas de mobilidade[editar | editar código-fonte]

Políticas públicas promotoras de mobilidade ativa, trazem benefícios na redução de gases poluentes e com efeito de estufa e ruído emitidos na locomoção de veículo motorizados; benefícios para a saúde pública,[1] [2] menor sinistralidade rodoviária,[1] maior efeito de coesão comunitária nos bairros habitacionais[1] e um impacto positivo na economia[3] [4] com a maior eficiência energética na área dos transportes e a redução de custos de mobilidade das famílias.[5]

Poderão ser enumeradas os pontos positivos de políticas públicas que promovam a mobilidade ativa.

  • Redução significativa dos gases poluentes em meio urbano - Um dos grandes problemas que diversas grandes urbes enfrentam prende-se com a elevada taxa de gases poluentes na atmosfera (CO, NOx, SOx, vários hidrocarbonetos, material particulado e muitos outros), pois existe normalmente nas grandes cidades elevadas concentrações de veículos com motor de combustão interna. A adoção de medidas que desincentivem o uso do automóvel favorece uma melhoria significativa da qualidade do ar nas cidades.[6]
  • Redução do ruído nas cidades - Encorajar a mobilidade ativa favorece a diminuição da poluição sonora, pois quer as bicicletas quer andar a pé, emitem um ruído significativamente inferior ao produzido por veículos com motor de combustão.[7]
  • Desocupação do espaço público - A mobilidade ativa, ao substituir viagens em automóvel, liberta o espaço público, que pode ser ocupado por jardins, praças, ou mesmo espaços comerciais como esplanadas.
  • Saúde pública - A mobilidade ativa, ao substituir viagens em automóvel, por modos ativos em que é exigido algum esforço físico ao utilizador, melhora substancialmente o bem-estar físico e a saúde das pessoas que a adotam. De referir que a título de exemplo, a maior causa de morte em Portugal são as doenças cardiovasculares, em que o exercício físico é um fator crucial na prevenção das mesmas.[1] [2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d Margaret J. Douglas, et al. Are cars the new tobacco?, Journal of Public Health, Oxford.
  2. a b Marta Portocarrero, jonal Público. E se em vez de se financiarem passes escolares se oferecesse aos alunos uma bicicleta? 05/09/2012.
  3. Afonso Capelas Jr., Diário do Centro do Mundo (23 setembro de 2014). Como a bicicleta pode salvar a economia.
  4. João Bernardino (economista) (2 de Janeiro de 2013). A utilização da bicicleta melhora a economia de Portugal.
  5. Deputados do parlamento português (20 de janeiro de 2012). Resolução da Assembleia da República n.º 14/2012. Visitado em Março de 2012.
  6. Filipe André Roque Viegas (Novembro de 2008). [http://dspace.ist.utl.pt/bitstream/2295/243901/1/Dissertacao.pdf Critérios para a Implementação de Redes de Mobilidade Suave em Portugal]. Visitado em Março de 2012.
  7. DN (04 Julho 2009). As seis questões estratégicas. Visitado em Março de 2012.