Mobilização estudantil no Chile em 2011-2012

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Estudantes marchando em Santiago, no Chile

A mobilização estudantil de 2011-2012 no Chile correspondeu a uma série de manifestações realizadas a nível nacional por estudantes universitários e do ensino secundário chilenos, a partir do primeiro semestre de 2011. Chegou a ser considerada como das mais importantes dos últimos anos, mesmo comparando com a de 2006.

Esta mobilização, ao contrário das anteriores - que apenas reuniram estudantes de escolas municipais e subvencionadas das 25 universidades pertencentes ao Conselho de Reitores das Universidades Chilenas - conseguiu pela primiera vez convocar estudantes de escolas particulares pagas, Centros de Formação Técnica (CFT), Institutos Profissionais (IP) e universidades privadas, ou seja, todo o sistema educacional chileno.

As primeiras mobilizações nacionais foram convocadas pela Confederação de Estudantes do Chile (CONFECH), uma organização que reúne as associações de estudantes das universidades que integram o Conselho de Reitores das Universidades Chilenas - conhecidas como "tradicionais" - em meados de maio de 2011. Os principais porta-vozes do movimento universitário foram Camila Vallejo, presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FEUCH) e Giorgio Jackson, presidente da Federação de Estudantes da Universidade Católica do Chile (FEUC).

Gradualmente, mas com maior força a partir da primeira quinzena de junho de 2011, os estudantes do ensino secundário começaram a tomar as suas escolas, exigindo medidas que, na sua grande maioria, provêm da manifestação de 2006, conhecida como "Revolução Pinguina". Representando os estudantes do Ensino Secundário está a Assembleia Coordenadora de Estudantes do Ensino Secundário (ACES) e a Federação Metropolitana de Estudantes do Ensino Secundário (FEMES).

Protestos em Abril de 2012[editar | editar código-fonte]

O movimento ressurgiu em abril de 2012, em resposta a proposta do governo de Piñera que atenderia a uma das principais exigências dos estudantes: acabar com o Crédito com Aval do Estado (CAE), instaurado em 2007 e concedido pelos bancos privados para facilitar o pagamento das mensalidades em universidades particulares, com uma taxa de juros três vezes maior do que a praticada pelas universidades públicas.[1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Referências

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