Modelo OSI

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ISO foi uma das primeiras organizações a definir formalmente uma forma comum de conectar computadores. Sua arquitetura é chamada OSI (Open Systems Interconnection), Camadas OSI ou Interconexão de Sistemas Abertos.

Esta arquitetura é um modelo que divide as redes de computadores em sete camadas, de forma a se obter camadas de abstração. Cada protocolo implementa uma funcionalidade assinalada a uma determinada camada.

A ISO costuma trabalhar em conjunto com outra organização, a ITU (International Telecommunications Union), publicando uma série de especificações de protocolos baseados na arquitetura OSI. Estas séries são conhecidas como 'X ponto', por causa do nome dos protocolos - X.25, X.500, etc.

Índice

[editar] Descrição das camadas

Modelo OSI
7 Camada de aplicação
6 Camada de apresentação
5 Camada de sessão
4 Camada de transporte
3 Camada de rede
2 Camada de enlace
1 Camada física

Este modelo é dividido em camadas hierárquicas, ou seja, cada camada usa as funções da própria camada ou da camada anterior, para esconder a complexidade e transparecer as operações para o usuário, seja ele um programa ou uma outra camada.

[editar] 1 - Camada Física

A camada física define as características técnicas dos dispositivos elétricos (físicos) do sistema. Ela contém os equipamentos de cabeamento ou outros canais de comunicação (ver modulação) que se comunicam diretamente com o controlador da interface de rede. Preocupa-se, portanto, em permitir uma comunicação bastante simples e confiável, na maioria dos casos com controle de erros básico:

  • Move bits (ou bytes, conforme a unidade de transmissão) através de um meio de transmissão.
  • Define as características elétricas e mecânicas do meio, taxa de transferência dos bits, tensões etc.
  • Controle de acesso ao meio.
  • Controle da quantidade e velocidade de transmissão de informações na rede.

Não é função do nível físico tratar problemas como erros de transmissão, esses são tratados pelas outras camadas do modelo OSI.

[editar] 2 - Camada de Enlace ou Ligação de Dados

Ver artigo principal: Camada de ligação de dados

A camada de ligação de dados também é conhecida como camada de enlace ou link de dados. Esta camada detecta e, opcionalmente, corrige erros que possam acontecer no nível físico. É responsável pela transmissão e recepção (delimitação) de quadros e pelo controle de fluxo. Ela também estabelece um protocolo de comunicação entre sistemas diretamente conectados.

Exemplo de protocolos nesta camada: PPP, LAPB (do X.25),NetBios.

Na Rede Ethernet cada placa de rede possui um endereço físico, que deve ser único na rede.

Em redes do padrão IEEE 802, e outras não IEEE 802 como a FDDI, esta camada é dividida em outras duas camadas: Controle de ligação lógica (LLC), que fornece uma interface para camada superior (rede), e controle de acesso ao meio físico (MAC), que acessa diretamente o meio físico e controla a transmissão de dados.

[editar] Topologia de Redes

Ver artigo principal: Topologia (informática)

[editar] Controle de acesso

  • Centralizado: Uma máquina é responsável por controlar o acesso ao meio. Ex: estrela, antena de celular.
  • Distribuído: Todas as máquinas fazem o controle de acesso. Ex: Anel, ethernet (Barramento).

[editar] 3 - Camada de Rede

A camada de Rede é responsável pelo endereçamento dos pacotes, convertendo endereços lógicos (ou IP) em endereços físicos , de forma que os pacotes consigam chegar corretamente ao destino. Essa camada também determina a rota que os pacotes irão seguir para atingir o destino, baseada em fatores como condições de tráfego da rede e prioridades.

Essa camada é usada quando a rede possui mais de um segmento e, com isso, há mais de um caminho para um pacote de dados percorrer da origem ao destino.

Funções da Camada:

Encaminhamento, endereçamento, interconexão de redes, tratamento de erros, fragmentação de pacotes, controle de congestionamento e sequenciamento de pacotes.

  • Movimenta pacotes a partir de sua fonte original até seu destino através de um ou mais enlaces.
  • Define como dispositivos de rede descobrem uns aos outros e como os pacotes são roteados até seu destino final.

[editar] 4 - Camada de Transporte

A camada de transporte é responsável por usar os dados enviados pela camada de Sessão e dividi-los em pacotes que serão transmitidos para a camada de Rede. No receptor, a camada de Transporte é responsável por pegar os pacotes recebidos da camada de Rede, remontar o dado original e assim enviá-lo à camada de Sessão.

Isso inclui controle de fluxo, ordenação dos pacotes e a correção de erros, tipicamente enviando para o transmissor uma informação de recebimento, informando que o pacote foi recebido com sucesso.

A camada de Transporte separa as camadas de nível de aplicação (camadas 5 a 7) das camadas de nível físico (camadas de 1 a 3). A camada 4, Transporte, faz a ligação entre esses dois grupos e determina a classe de serviço necessária como orientada a conexão e com controle de erro e serviço de confirmação, sem conexões e nem confiabilidade.

O objetivo final da camada de transporte é proporcionar serviço eficiente, confiável e de baixo custo. O hardware e/ou software dentro da camada de transporte e que faz o serviço é denominado entidade de transporte.

A entidade de transporte comunica-se com seus usuários através de primitivas de serviço trocadas em um ou mais TSAP, que são definidas de acordo com o tipo de serviço prestado: orientado ou não à conexão. Estas primitivas são transportadas pelas TPDU.

Na realidade, uma entidade de transporte poderia estar simultaneamente associada a vários TSA e NSAP. No caso de multiplexação, associada a vários TSAP e a um NSAP e no caso de splitting, associada a um TSAP e a vários NSAP.

A ISO define o protocolo de transporte para operar em dois modos:

  • Orientado a conexão.
  • Não-Orientado a conexão.

Como exemplo de protocolo orientado à conexão, temos o TCP, e de protocolo não orientado à conexão, temos o UDP. É obvio que o protocolo de transporte não orientado à conexão é menos confiável. Ele não garante - entre outras coisas mais -, a entrega das TPDU, nem tão pouco a ordenação das mesmas. Entretanto, onde o serviço da camada de rede e das outras camadas inferiores é bastante confiável - como em redes locais -, o protocolo de transporte não orientado à conexão pode ser utilizado, sem o overhead inerente a uma operação orientada à conexão.

O serviço de transporte baseado em conexões é semelhante ao serviço de rede baseado em conexões. O endereçamento e controle de fluxo também são semelhantes em ambas as camadas. Para completar, o serviço de transporte sem conexões também é muito semelhante ao serviço de rede sem conexões. Constatado os fatos acima, surge a seguinte questão: "Por que termos duas camadas e não uma apenas?". A resposta é sutil, mas procede: A camada de rede é parte da sub-rede de comunicações e é executada pela concessionária que fornece o serviço (pelo menos para as WAN). Quando a camada de rede não fornece um serviço confiável, a camada de transporte assume as responsabilidades, melhorando a qualidade do serviço.

[editar] 5 - Camada de Sessão

A camada de Sessão permite que duas aplicações em computadores diferentes estabeleçam uma sessão de comunicação. Nesta sessão, essas aplicações definem como será feita a transmissão de dados e coloca marcações nos dados que estão sendo transmitidos. Se porventura a rede falhar, os computadores reiniciam a transmissão dos dados a partir da última marcação recebida pelo computador receptor.

  • Disponibiliza serviços como pontos de controle periódicos a partir dos quais a comunicação pode ser restabelecida em caso de pane na rede.
  • Abre portas (sockets) para que várias aplicações possam escalonar o uso da rede e aproveitar melhor o tempo de uso. Por exemplo, um browser quando for fazer o download de várias imagens pode requisitá-las juntas para que a conexão não fique ociosa em uma só imagem.

[editar] 6 - Camada de Apresentação

A camada de Apresentação, também chamada camada de Tradução, converte o formato do dado recebido pela camada de Aplicação em um formato comum a ser usado na transmissão desse dado, ou seja, um formato entendido pelo protocolo usado. Um exemplo comum é a conversão do padrão de caracteres (código de página) quando, por exemplo, o dispositivo transmissor usa um padrão diferente do ASCII, por exemplo. Pode ter outros usos, como compressão de dados e criptografia.

A compressão de dados pega os dados recebidos da camada sete e os comprime e a camada 6 do dispositivo receptor fica responsável por descompactar esses dados. A transmissão dos dados torna-se mais rápida, já que haverá menos dados a serem transmitidos: os dados recebidos da camada 7 foram "encolhidos" e enviados à camada 5.

Para aumentar a segurança, pode-se usar algum esquema de criptografia neste nível, sendo que os dados só serão decodificados na camada 6 do dispositivo receptor.

Ela trabalha transformando os dados em um formato no qual a camada de aplicação possa aceitar.

[editar] 7 - Camada de Aplicação

A camada de aplicação faz a interface entre o protocolo de comunicação e o aplicativo que pediu ou receberá a informação através da rede. Por exemplo, ao solicitar a recepção de e-mails através do aplicativo de e-mail, este entrará em contato com a camada de Aplicação do protocolo de rede efetuando tal solicitação. Tudo nesta camada é direcionado aos aplicativos. Telnet e FTP são exemplos de aplicativos de rede que existem inteiramente na camada de aplicação.

Como podemos observar, o modelo de protocolo trabalha com 7 camadas para padronizar a transmissão de dados em uma rede.Essas camadas nem sempre são as mesmas que iremos encontrar nos outros protocolos, mas o processo de troca de informações é o mesmo .

[editar] Arquitetura Internet

A arquitetura Internet, também conhecida como TCP/IP é uma alternativa à arquitetura OSI mas composta apenas de cinco camadas.

[editar] Paralelo

[editar] Tabela de exemplos

Camada Exemplos suite TCP/IP SS7 suite AppleTalk suite OSI suite IPX SNA UMTS
7 - Aplicação HL7, Modbus HTTP, SMTP, SNMP, FTP, Telnet, NFS, NTP,BOOTP,DHCP,RMON,TFTP,POP3,IMAP,HTTP,TELNET ISUP, INAP, MAP, TUP, TCAP AFP, PAP FTAM, X.400, X.500, DAP   APPC  
6 - Apresentação TDI, ASCII, EBCDIC, MIDI, MPEG XDR, SSL, TLS   AFP, PAP        
5 - Sessão Named Pipes, NetBIOS, SIP, SAP, SDP Estabelecimento da sessão TCP   ASP, ADSP, ZIP   NWLink DLC?  
4 - Transporte NetBEUI TCP, UDP, RTP, SCTP   ATP, NBP, AEP, RTMP TP0, TP1, TP2, TP3, TP4 SPX, RIP    
3 - Rede NetBEUI, Q.931 IP, ICMP, IPsec, RIP, OSPF, BGP MTP-3, SCCP DDP X.25 (PLP), CLNP IPX   RRC (Radio Resource Control)
2 - Enlace Ethernet, Token Ring, FDDI, ARP, PPP, HDLC, Q.921, Frame Relay, ATM, Fibre Channel MTP-2 LocalTalk, TokenTalk, EtherTalk, Apple Remote Access, PPP X.25 (LAPB), Token Bus 802.3 framing, Ethernet II framing SDLC MAC (Media Access Control)
1 - Físico RS-232, V.35, V.34, Q.911, T1, E1, 10BASE-T,100BASE-TX , ISDN, SONET, DSL   MTP-1 Localtalk on shielded, Localtalk on unshielded (PhoneNet) X.25 (X.21bis, EIA/TIA-232, EIA/TIA-449, EIA-530, G.703)   Twinax PHY (Physical Layer)

[editar] Referências

  • Peterson, Larry L, Davie, Bruce S. Computer Networks. Morgan Kaufman Publishers.
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