Modulação (música)

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Na música modulação é um processo usado para modificar a tonalidade de um trecho musical ou de uma parte da música. O termo é modulação devido ao próprio significado da palavra:

No artigo modulação (wikipédia pt) lê-se:

Modulação é o processo de variação de altura (amplitude), de intensidade, frequência, do comprimento e/ou da fase de onda numa onda de transporte, que deforma uma das características de um sinal portador (amplitude, fase ou frequência) que varia proporcionalmente ao sinal modulador.

De fato, musicalmente, conhecendo-se que a música trabalha com o som que consiste de ondas sonoras, o termo é eficaz e correto, sendo que já se emprega desde o período classico.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Modular uma música consiste, na maioria das vezes, mudá-la de uma tonalidade para outra. A maioria das composições (especialmente as mais longas) usa modulações para explicar melhor as idéias musicais de um ou outro trecho devido ao fato que modular cria um contraste sonoro entre o conteúdo musical que está ocorrendo e o próximo (após a modulação). Desde o período barroco, e provavelmente desde antes dele, já existia o hábito da modulação. No início as modulações eram mais comuns em peças longas, que se dividiam em "movimentos" como a suíte e posteriormente o concerto. Depois passou a ser mais popular mesmo entre peças curtas como minuetos e prelúdios onde havia uma parte "A" em uma tonalidade (por exemplo maior) e uma parte "B" em outra (por exemplo menor relativa da primeira).

Era muito comum (em alguns momentos da história era mesmo regra) modular para tons vizinhos (relativa, dominante ou sub-dominante), mas após (e mesmo antes e durante, em menor escala) o período romântico passou-se a executar modulações sem uma regra formal e até de modo a fugir do tradicional pelos mais inovadores.

As modulações, atualmente acontecem com frequencia em todos os estilos e gêneros musicais, da música erutida até a música mais popular.

Aplicabilidade prática[editar | editar código-fonte]

Na composição musical, costumamos modular para marcar diferenças entre trechos de uma mesma peça (que pode ser feita de mais de uma música) ou para atender exigências técnicas de tessitura e instrumentação. Por exemplo, se vou criar uma música que possui dois epísódios, um alegre (parte A) e um triste (parte B), posso, para clareza dos períodos musicais, modular de um para outro. Se estou fazendo esta música em lá maior, posso criar a parte "A" em lá maior (A) e na "B" modular para fá sustenido menor (F#m), seu relativo menor. Nestes casos, é comum o uso do coda para retornar a tonalidade inicial e concluir a peça.

Obras mais longas como concertos e sinfonias usam mais de um movimento em seu desenvolvimento, que geralmente diferencia-se do inicial através de modulações e diferenças de andamentos. Isso fez que os movimentos de uma sinfonia, sonata ou peças longas ficasse conhecido (nomeado) pela sua tonalidade seguida do seu andamento, por exemplo: Sinfonia Heróica (nome da obra) I movimento (nome/parte da música) Allegro (andamento) em Lá Maior (tonalidade). Diria-se então para esta peça: I movimento, Allegro em Lá Maior da Sinfonia Heróica.

O hábito da modulação esta diretamente ligado a composição. Mesmo em músicas populares ele está presente (ou faz-se necessário).


O exemplo em cima está na tonalidade frígio.Para o uso prático em hinários tem que ser cifrado com acordes maiores e menores do sistema moderno. Não existem acordes frígios. Por isso cada trecho é harmonizado em outra tonalidade, que foi escolhida por encaixar se melhor na melodia e sustentar e puxar melhor a melodia e o canto congregacional. Os primeiros dois compassos estão em C, mas com a aplicação do E, um tom afastado de C, a música modula para Am, mais exatamente Lá menor harmónico. O processo se repete nos próximos quatro compassos. No meio, em cima do texto "Ó fronte outrora..." a música modula através do G, F e Dm6 para o C. O G, F e Dm6 são tons vizinhos do C, e tons vizinhos são o meio clássico da modulação. Depois de o E aparecer outra vez, a música volta para Am, mas pouco depois o D com seu Fá# na terça modula para G. O final é difícil, porque não existe um acorde lídio. Se construir um acorde a três sairia Em, que, porém, soa muito estranho nesse hino. Por essa dúvida o Hinário Luterano Cifrado oferece logo três soluções: Uma tenta um final em C, as outras duas chegam através de uma modulação mais complicada ao E.

Em um hino as modulações são geralmente passageiras, a maioria dos hinos volta no final ao seu tom original. Também sonatas, sinfonias e outras músicas maiores voltam no final ao seu tom original, mas existem trechos longos que ficam em um tom diferente. Em alguns casos muda até a armadura.[1]

Já em muitas músicas populares de bandas acontece uma modulação para meio-tom (ou, às vezes, mais). É um meio fácil para aumentar a intensidade. Nesse caso a música não volta ao original. Na cântico "Fico feliz em vir em tua casa" de Aline Barros acontecem o tom sobe duas vezes por meio tom, sendo a primeira estrofe com refrão em Bb, a segunda em B e a terceira em C.

Exemplos de músicas que possuem modulação[editar | editar código-fonte]