Mogi Mirim

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Município de Mogi Mirim
"Mogi"
Centro de Mogi Mirim

Centro de Mogi Mirim
Bandeira de Mogi Mirim
Brasão de Mogi Mirim
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 22 de outubro
Fundação 22 de outubro de 1769 (244 anos)
Gentílico mogimiriano
Lema Nata sum e paulistarum robore
"Nasci da bravura dos paulistas"[1]
Prefeito(a) Luís Gustavo Stupp (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Mogi Mirim
Localização de Mogi Mirim em São Paulo
Mogi Mirim está localizado em: Brasil
Mogi Mirim
Localização de Mogi Mirim no Brasil
22° 25' 55" S 46° 57' 28" O22° 25' 55" S 46° 57' 28" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Campinas[nota 1]
Microrregião Mogi Mirim[4]
Municípios limítrofes Mogi Guaçu, Itapira, Santo Antônio de Posse, Artur Nogueira, Holambra, Engenheiro Coelho e Conchal
Distância até a capital 160 km
Características geográficas
Área 499 km² [5]
População 90 558 hab. 2013[6]
Densidade 181,48 hab./km²
Altitude 611 m
Clima tropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,784 alto PNUD/2010
PIB R$ 2 732 950 mil IBGE/2010[7]
PIB per capita R$ 31 688 58 IBGE/2010[7]
Página oficial

Mogi Mirim[nota 2] é um município da região leste de São Paulo.[4]

Origem e grafia do topônimo[editar | editar código-fonte]

Moji com j[editar | editar código-fonte]

A língua falada pelo Brasil Colônia, mistura de português do colonizador, da língua indígena dos primitivos habitantes, dos africanismos, dos falares vulgares e das línguas trazidas pelos grandes grupos étnicos que se estabeleceram, chegou às primeiras décadas do século XX necessitando de medidas disciplinadoras, principalmente em sua ortografia, a fim de ser instrumento apto, confiável e capaz de estabelecer comunicação precisa e eficiente para um povo em busca de sua real liberdade, hegemonia e progresso.

Com base no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia de Ciências de Lisboa (1940), surge no Brasil o Formulário Ortográfico da Língua Portuguesa, aprovado unanimemente pela Academia Brasileira de Letras no dia 29 de janeiro de 1942 e, posteriormente, ratificado na Convenção Ortográfica celebrada entre Brasil e Portugal em 29 de dezembro de 1943. Este acordo entrou em vigor com o Decreto nº 14.533 de 18 de janeiro de 1944, em caráter nacional, que, em seu artigo III, diz: “...nenhuma providência legislativa deverá ser, no futuro, posta em vigor por qualquer dos dois governos, sem prévio acordo com o outro, depois de ouvidas as duas Academias.". Em 1971, a Lei 5.675 promove-lhe três alterações:

  • o uso do trema nos hiatos tônicos;
  • o uso do acento diferencial;
  • o uso do acento circunflexo e grave na sílaba subtônica dos vocábulos derivados.

Graças ao Vocabulário Ortográfico houve uma grande simplificação e disciplinamento na ortografia da língua, quer nos nomes próprios ou comuns, porque, caso contrário, até hoje se escreveria, por exemplo: asthma para asma, psalmo para salmo, pharmacia para farmácia, gymnasio para ginásio etc. E os nomes próprios seriam: Brazil para Brasil, São Luiz para São Luís, Minas Geraes para Minas Gerais, Jundiahy para Jundiaí, Parahyba para Paraíba entre outros. Note-se que estes são nomes realmente históricos de lugares seculares e que souberam, perfeitamente, se adequar à Ortografia Oficial exigida, que emana de leis federais e que devem ser cumpridas em todo Território Nacional, posto que não existe ortografia regional ou municipal.

A partir desse Acordo, a língua portuguesa organizou-se e, nos seus muitos artigos, elucidou dentre outros aspectos: o Alfabeto, a Divisão Silábica, o Uso das Letras , a Ortografia dos Vocábulos e o Uso dos Nomes Próprios.

Quanto aos nomes próprios, quer Topônimos ou Antropônimos (nomes de lugares e de pessoas) diz o Acordo: “...de qualquer natureza, portugueses ou aportuguesados, estão sujeitos às mesmas regras estabelecidas para os nomes comuns.”.

Assim, o Acordo orienta que, com relação aos tupinismos, africanismos ou palavras exóticas, deve-se escrever:

  • Com “c” ou “ç” os vocábulos em que ocorre o som “cê”: Juçara, Jaci, Iguaçu, Jacira, Iracema, Piracicaba, Muçum, voçoroca, araçá, uruçu, maçaranduba e outros;
  • Com “j” os vocábulos em que ocorre o som “jê”, por exemplo: jiboia, pajé, pajurá, Jataí, Jequié, mujangue, pajelança, jenipapo, muirajuçara, Jerumirim, Moji;
  • Com “x” o som “xê”, como em : xará, xuri, Xavante, xué, xuê-guaçu, xopotó, uxipuçu, Xingu etc.

Evidencie-se que, no uso do hífen, dizem os Acordos de 1943, 1971 e 1990 que, nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani, que representem formas adjetivas, como açu, guaçu e mirim só haverá hífen, como exceção, quando o primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos: aimoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, jacaré-mirim, Guajará-mirim, xuê-guaçu e outros.
Como sufixo é forma presa ao radical que modifica, a não ser na exceção supracitada [10] , conclui-se que se grafam corretamente: Botumirim (MG), Ibitimirim (MG), Itapemirim (ES), Guapimirim (RJ), Manhumirim (MG), Itajimirim (BA), Javarimirim (PA), Ibimirim (PE), Paramirim (BA), Guamirim (RS), Ipaumirim (SE), Ipumirim (SC), Jurimirim (SP), bem como: Ipuaçu (SC), Ipaguaçu (CE), Manhuaçu (MG), Jaguaraçu (MG), Ituguaçu (PE), Jambuaçu (PA), Ibitiguaçu (RJ), Peruaçu (MG), Paraguaçu (SP) e tantas mais.

Sendo o nome da cidade um tupinismo composto de dois radicais: mboi= cobra + "i" ou "y" = água e um sufixo adjetivo "mirim" = pequeno,[11] conclui-se que a ortografia correta, obedecidos aos Acordos firmados em 1943, 1971 e 1990 (sendo que este último começou a ser posto em execução nacional em 2008) - e às leis que os oficializam – é Mojimirim. Conforme orientavam os Acordos anteriores, não houve modificação no uso do hífen nos tupinismos.

Mogi com g[editar | editar código-fonte]

Analisando os componentes do nome Mojimirim constata-se que a grafia “Moji” com “g” é um radical de origem grega “mógis” que significa “com dificuldade”, “com sofrimento”, e que aparece no início de uma série de distúrbios físicos, como: mogiartria= dificuldades na fala; mogifasia= dificuldade na emissão de palavras; mogifonia= limitação na emissão de sons; mogigrafia = impossibilidade de mover os músculos do polegar e do indicador; mogilalia= gagueira; mogitocia= doença, dificuldade que ocorre durante o parto, etc.

Como consequência, a grafia do nome da cidade com “g” deixa de relacioná-la ao significado original que tem no tupi-guarani, ou seja: “água que imita a cobra com suas curvas”, “pequena cobra d’água” ou, como querem alguns, "rio pequeno das cobras” [12] (referindo-se ao rio Mojimirim)?. O próprio "Vocabulário Tupi-Guarani” nas páginas 16, 227 e 228 explica que Mogi (Mogy)assim escrito em tupi, está errado, pois deverá então ser pronunciado “Mogüi”, motivo pelo qual deve ser escrito sempre com “J” = Moji, como citam explicitamente as fontes apropriadas para elucidarem a correta grafia das palavras.

Todavia, não há uma padronização dos documentos do município, sejam eles expedidos localmente ou mesmo pelo estado, por meio de instituições como a secretaria de segurança pública ou o Detran, que grafam o nome em diversas grafias, como Mogi Mirim, Mogi-Mirim, Moji Mirim, Moji-Mirim etc. Tal obrigatoriedade da atualização ortográfica do topônimo reflete-se em seu gentilício, escrito com "j": mojimiriano.

Além das referências citadas neste texto, trazem ainda orientações sobre a correta grafia deste topônimo as seguintes fontes:

  1. “Vocabulário Onomástico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras”- (pág.166) – 1999.
  2. “Dicionário Aurélio “ 2ª edição – (pág.1149) – 1982.
  3. “Novo Dicionário Aurélio - Século XXI" - 3ª edição – (págs. 1013 e 1355) – 2.000.
  4. “Dicionário Houaiss” – 1ª edição (págs. 1488 e 1945) – 2001.
  5. “Não Erre Mais” – Luiz Antonio Sacconi – 25ª edição –(págs. 21 e 91)
  6. “Vocabulário Tupi-Guarani – Português” -6ª edição (págs. 227 e 228) 1998.
  7. “Ortografia Oficial” - Celso Pedro Luft – 9ª edição (pág. 392) 1990.
  8. “Revisão Gramatical” –Cândido de Olivieira – 11ª edição – (págs. 55 e 74) 1962.
  9. “Novíssima Gramática da Língua Portuguesa” – Domingos Paschoal Cegalla – 21ª edição (pág.27).
  10. “Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa” –Silveira Bueno – (pág.26).
  11. “Nossa Gramática em Testes e Exercícios” 1ª edição-(pág 14 e 17).
  12. “Gramática “ Faraco e Moura – (págs. 65 e 71) 1997.
  13. “Gramática em 44 lições” - Francisco Platão Savioli-3ª edição (pág.237) 1983.
  14. “Nossa Gramática” Luiz Antonio Sacconi – 4ª edição (págs. 14 e 66) 1982.
  15. “Dicionário das Dificuldades da Língua Portuguesa” –Domingos Paschoal Cegalla - (pág.439).
  16. “Novo Guia Ortográfico “ – Celso Pedro Luft – edições de 1974 e 1998 (págs. 41- 128 e 129).
  17. “Português no 1º grau “- Hermínio Sargentim – 3ª edição – 1990.
  18. “Curso de Gramática” – Ulisses Infante – 3ª edição – (pág. 55 ) 1996.
  19. “Português Sem Segredo” – Miriam M.Grisolia e Renata Carane Sborgia – 2ª edição (pág. 23 ) – 1999.
  20. “Dicionário Aurélio (míni) –século XXI – 4ª edição (pág.764) 2001.
  21. “Dicionário Míni” – Demerval R.Rios – edição 2008.
  22. “Dicionário Houaiss” – (págs.786 e 853) – 2004.
  23. “1.000 Erros de Português da Atualidade” – Luiz Antonio Sacconi – “Erro 65” = “Mogi” – corrigido para “Moji”; “Erro 66” =Mogi Mirim, corrigido para Mojimirim; “Erro 67” = Mogi Guaçu corrigido para Mojiguaçu. 2007.
  24. “Dicionário Aurélio –Míni (pág. 764) – 2009.
  25. “Dicionário Houaiss”(pág.863)- 2009.
  26. “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”- Academia Brasileira de Letras – 5ª edição – (pág.558) 2009.
  27. “Nomenclatura dos Municípios do Estado de São Paulo (Lei 8.092) - Instituto Geográfico e Cartográfico do Estado de São Paulo – 2012.

Grafia segundo o Novo Acordo Ortográfico[editar | editar código-fonte]

Segundo declara o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa[nota 3] em sua Base III (homofonia[nota 4] dos grafemas consonânticos), o emprego de um ou outro grafema consonântico homófono (exemplo: g ou j) deverá fundamentalmente regular-se pela história das palavras em que tais grafemas ocorrem.

Como discutido nas seções anteriores, historicamente sempre se adotou o grafema "j", o que justificaria o uso da grafia "Moji". No entanto, com o advento da lei municipal nº 4.974/10 o Poder Legislativo municipal mudou a grafia oficial para "Mogi". E, embora contemporaneamente essa mudança tenda a gerar embates ideológicos a respeito da grafia "correta", a contínua vigência dessa lei ao longo dos próximos anos haverá de gradativamente incorporar a grafia legal "Mogi" à história do município e, deste modo, torná-la tão "correta" sob a ótica do Novo Acordo Ortográfico quanto ela já é sob a ótica legislativa.

História[editar | editar código-fonte]

Seu nome, de origem tupi, tem como interpretação mais aceita "pequeno rio das cobras", ou para alguns, "pequeno rio que serpenteia como cobra", mesmo porque não há, na região, nenhum registro de serpentário.

O povoado da região, que era habitada por índios caiapós, iniciou-se por volta de 1720, com a passagem de bandeirantes paulistas que se dirigiam ao estado de Goiás em busca de ouro. O arraial de Mojimirim já possuía bom número de habitantes em 29 de julho de 1747, quando começaram a ser cavados os alicerces da primitiva igreja Matriz de São José. A freguesia foi criada em 1751, desmembrada da freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo, atual Mogi Guaçu. A elevação da freguesia de São José de Mogi Mirim a vila se deu em 22 de outubro de 1769, após cisão do município de Jundiaí. A vila de São José de Mogi Mirim passou a abranger um enorme território, com limites no rio Atibaia e no rio Grande, este na divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Com o passar do tempo, foram se formando arraiais e povoados como Franca, Casa Branca, Rio Claro, Mogi Guaçu, Itapira, São João da Boa Vista, Serra Negra, Pinhal e inúmeros outros.

Pela lei número dezessete, de 3 de abril de 1849, o presidente da província de São Paulo, padre Vicente Pires da Mota, elevou a vila de Mogi Mirim à categoria de cidade. Por lei provincial de 17 de julho de 1852, Mogi Mirim passou a ser sede de comarca.

Em 1886, os fazendeiros de Mogi Mirim começaram a angariar o trabalho de imigrantes estrangeiros, principalmente italianos, espanhóis e, posteriormente, sírio-libaneses e japoneses), que tiveram importante participação nas plantações de café e de algodão e nas ferrovias da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.

A lei nº 4.974, vigente desde 11 de junho de 2010, estabelece a oficialização da grafia do Município como “Mogi Mirim”, pela vontade da maioria dos representantes legítimos da grei mogimiriana, em decisão soberana do plenário do Legislativo.

Ferrovia[editar | editar código-fonte]

História da linha[editar | editar código-fonte]

(foto do álbum da Companhia Mogiana)

Uma grande parte da história de Mogi Mirim está em sua ferrovia, que teve sua inauguração (ainda sem trilhos) na data de 27 de agosto de 1875, por dom Pedro II e que foi terminada em 1886, na altura da estação de Entroncamento. Desde então, foram feitas várias reformas, tornando o leito da linha atual muito diferente do original em praticamente toda a sua extensão. Suas modificações mais significativas foram feitas nos anos de 1926, 1929, 1951, 1969, 1964, 1972, 1973 e 1979, sendo que colocaram-se novas versões nos trechos reformados. A partir de 1971, a linha integrou-se à Ferrovia Paulista SA – FEPASA. Atualmente, a ferrovia existente no município está sob concessão de Rede Ferroviária Federal S/A.

Estação[editar | editar código-fonte]

Estação de Mogi Mirim, lado da plataforma, anos 1910

Inaugurada em 1875, a estação de Mogi Mirim foi uma das primeiras da extinta Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Fica próxima à área central da cidade e foi desativada em 1979, quando as companhias paulistas já haviam sido reunidas na Fepasa. A desativação se deu em consequência da remoção das linhas férreas do centro da cidade para ponto localizado na zona leste, no contexto da redefinição do trecho de Guedes a Mato Seco. Dessa estação, saía o ramal de Itapira, que chegava até Santa Rita do Sapucaí. Há, fora da cidade, uma estação "nova", aos padrões da Fepasa, construída na variante.

A antiga estação foi incorporada ao patrimônio da prefeitura na ocasião da construção do trecho inicial da avenida Adib Chaib. Foi reformada e modernizada em 2007, sendo, atualmente, sede de alguns órgãos públicos municipais.

A estação já serviu como terminal de ônibus urbanos, como sede da guarda Municipal e como sede do departamento de educação, entre outras finalidades. Em agosto de 2006, iniciou-se a restauração da antiga estação, para transformá-la em uma unidade de educação, obedecendo ao projeto do arquiteto Eduardo Lima, que alterou algumas características originais da estação ferroviária. As obras exigiram investimentos municipais de 843 000 reais, inclusos os custos de equipamentos e mobiliário.[carece de fontes?] Atualmente, fica ao lado do espaço Cidadão.

Administração[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

Setor industrial[editar | editar código-fonte]

Mogi Mirim possui dois distritos industriais:

  • José Marangoni, localizado à margem da rodovia SP-147, em local antigamente conhecido como Parque da Empresa.
  • Luiz Torrani, localizado às margens da rodovia SP-340.

O setor é diversificado, com indústrias de vários ramos:

  • Metalúrgico e autopeças: Lindsay, Eaton, Sabó, Tenneco, Metal 2, AllevardRejna.
  • Fundição: Fundição Regali.
  • Peças sanitárias: Forusi Metais Sanitários.
  • Elétrico: Balestro, Marangoni, Super Watts.
  • Alimentício: Mars.
  • Bebidas: AmBev.
  • Calçados: Alpargatas.
  • Materiais cirúrgicos: Baumer.
  • Papeleiro: Sulamericana.

Setor agrícola[editar | editar código-fonte]

O setor agrícola também é importante, em razão de grandes plantações de mandioca e de laranja.[carece de fontes?]

Setor de serviços[editar | editar código-fonte]

O setor de serviços conta com sedes de empresas tais como:

O setor comercial é bem estruturado, possuindo em seu comércio grandes redes de lojas, bancos e cinemas.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Índices[editar | editar código-fonte]

Mortalidade infantil até um ano (por mil nascidos vivos em 2009): 6,7

IDH-M 2000=0,825

IDH-M Renda=0,781

IDH-M Longevidade=0,794

IDH-M Educação=0,9

Estação de Tratamento de Esgoto de Mogi Mirim: 75% de esgoto tratado no município e 90% de esgoto tratado na área urbana.

Educação[editar | editar código-fonte]

  • Educação Básica:
    • Escola Técnica Pedro Ferreira Alves[16]
    • CEL - Centro de Estudo de Línguas (Escola Estadual Monsenhor Nora)
  • Educação Superior:
    • Fatec Mogi Mirim "Arthur de Azevedo"[17]
    • Faculdade Santa Lúcia (Associação Educacional e Assistencial Santa Lúcia, CNPJ 60.717.261/0002-30)[18]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Há dois museus:

  • Museu Histórico e Pedagógico Doutor João Teodoro Xavier
  • Centro de Memória

Conta com dois centro culturais:

  • Centro Cultural Professor Lauro Monteiro de Carvalho e Silva
  • Casa da Cultura de Martim Francisco

e duas bibliotecas:

  • Biblioteca Pública Municipal Guilherme de Almeida
  • Biblioteca Pública de Mogi Mirim

e dois grupos de teatro atuantes:

  • Cia Imagem Pública
  • Vidraça Cia de Teatro.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Possui três jornais:

Cinco emissoras de rádio:

  • Transamérica Hits FM 91,1
  • Transamérica Hits AM 1110
  • CBN Mogi AM 610
  • Rádio Deus é Amor FM 93,9
  • Rádio Comunitária Nova Missão FM 87,9

Religião[editar | editar código-fonte]

  • Igreja Católica
A matriz de São José

O município pertence à diocese de Amparo e conta com sete paróquias:[19]

  • Paróquia Santa Cruz
  • Paróquia São Benedito
  • Paróquia São José
  • Paróquia Senhor Bom Jesus do Mirante
  • Paróquia São Joaquim e Sant'Ana
  • Paróquia São Pedro Apóstolo
  • Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Existe também uma grande representação de evangélicos e de adeptos de outras religiões.[carece de fontes?]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Praça Matriz de São José

Pontos de interesse turístico[editar | editar código-fonte]

  • Matriz de São José;
  • Praça Rui Barbosa;
  • Jardim Velho;
  • Estação Educação - antiga estação ferroviária, totalmente reformada;
  • voçoroca (área de erosão);
  • Cachoeira de Cima (barragem);
  • Pedreira de Grava;
  • Complexo do Lavapés;
  • Zoológico Municipal de Mogi Mirim "Luiz Gonzaga Amoêdo Campos"[20]

Hospedagem[editar | editar código-fonte]

Possui 3 grandes hotéis:

  • Mogi Mirim Palace Hotel - tradicional hotel com mais de 30 anos localizado no centro da cidade;
  • Hotel Sol do Mogi - hotel inaugurado às margens da rodovia Adhemar de barros;
  • Bristol Zaniboni Hotel - hotel da rede paranaense recentemente inaugurado às margens do Complexo Lavapés

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

Polo Gastronômico de Mogi Mirim - Possui uma variedade de bares e restaurantes que atraem pessoas de toda região.

Lazer[editar | editar código-fonte]

Conta com quatro casas noturnas:

  • Yab Club - (para todos os públicos)
  • Thunder Club - (para todos os públicos)
  • Tia Nena - as margens da rodovia SP340 (para todos os públicos)
  • Espaço Friends - (LGBT)

Conta com três clubes de lazer:

Outros:

  • Cinemas - Possui três salas de cinema localizadas no centro da cidade.

Center Cine Mogi Mirim

  • Teatro - Localizado no Centro Cultural de Mogi Mirim.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Aeroporto[editar | editar código-fonte]

A cidade possui um aeroporto dotado das seguintes características:[nota 5]

  • Indicador de localidade (padrão ICAO): SDMJ
  • Localização geográfica:22° 24' 36" S 46° 54' 19" O
  • Classificação: aeródromo civil público.
  • Pistas: duas pistas de terra, cabeceiras 12 e 30, de 1500 metros de comprimento por 30 metros de largura.[nota 6]

Acessos rodoviários[editar | editar código-fonte]

Feriados municipais[editar | editar código-fonte]

  • 19 de Março: dia de São José, padroeiro
  • 22 de Outubro: aniversário da cidade

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

  • Brasil Itapira
  • Brasil Mogi Guaçu

Notas

  1. O estado de São Paulo subdivide-se em regiões administrativas (RA) que agregam, cada uma, diversos municípios paulistas. A relação de municípios paulistas e respectivas regiões administrativas pode ser consultada na base de dados da SEADE.[2] Em algumas bases de dados o nome do município ainda pode estar grafado "Moji Mirim", tendo em vista a lei que oficializou a grafia "Mogi Mirim" ser relativamente recente (junho de 2010).[3]
  2. O município possui uma única grafia oficial, estabelecida pela lei municipal nº 4.974/10[3] e adotada ao longo de toda a redação da lei orgânica do mesmo município.[8] Os arts. 18 e 29 da Constituição Federal[9] brasileira reconhecem a autonomia dos municípios e lhes garantem o direito de promulgar suas leis, especialmente a lei orgânica.
  3. No Brasil, o acordo foi promulgado pelo Decreto 6.583/08.[13]
  4. Homofonia significa "sons iguais ou muito semelhantes" (entre dois elementos quaisquer).[14] No caso, a homofonia entre os grafemas consonânticos "g" e "j" refere-se ao caso em que esses grafemas são pronunciados utilizando-se exatamente o mesmo som. Exemplo: girafa e jiboia.
  5. Procure SDMJ na Publicação Auxiliar de Rotas Aéreas (ROTAER).[21] Esse aeródromo foi instalado após celebração de convênio entre a União e o município de Mogi Mirim.[22]
  6. Embora a faixa de terreno seja apenas uma, consideram-se duas pistas porque as aeronaves podem decolar ou a partir da cabeceira da pista 12 ou então a partir da cabeceira da pista 30.

Referências

  1. Brasão de Mogi Mirim. Câmara Municipal de Mogi Mirim. Página visitada em 15 de março de 2014.
  2. Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE). Estado de São Paulo e suas Regionalizações. Governo do Estado de São Paulo - Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional. Página visitada em 15 de março de 2014.
  3. a b Câmara Municipal de Mogi Mirim (11 de junho de 2010). Lei municipal nº 4.974 (TIF). Página visitada em 15 de março de 2014. "Dispõe sobre a oficialização da grafia do nome do município"
  4. a b História de Mogi Mirim. Câmara Municipal de Mogi Mirim. Página visitada em 15 de março de 2014.
  5. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  6. IBGE (2013). População estimada do município. Página visitada em 15 de março de 2014.
  7. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  8. Câmara Municipal de Mogi Mirim (12 de julho de 2010). Lei orgânica de Mogi Mirim (PDF). Página visitada em 15 de março de 2014.
  9. BRASIL (5 de outubro de 1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Casa Civil. Página visitada em 9 de agosto de 2014.
  10. Texto oficial da Nova Reforma Ortográfica - Base XVI, parágrafo 3º: "3o)
  11. Mirim. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Página visitada em 15 de março de 2014.
  12. http://www.ferias.tur.br/informacoes/9371/mogi-mirim-sp.html
  13. BRASIL (29 de setembro de 2008). Decreto federal nº 6.583. Presidência da República. Página visitada em 10 de agosto de 2014. "Promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990."
  14. Homofonia. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Página visitada em 10 de agosto de 2014.
  15. Leandro Martins (27 de janeiro de 2012). Itaú e Santander investirão em novos centros tecnológicos. Folha de S. Paulo. Página visitada em 16 de março de 2014.
  16. Etec Pedro Ferreira Alves. Página visitada em 16 de março de 2014.
  17. Fatec Mogi Mirim. Página visitada em 16 de março de 2014.
  18. Faculdade Santa Lucia. Página visitada em 16 de março de 2014.
  19. Paróquias. Diocese de Amparo. Página visitada em 15 de março de 2014.
  20. Zoológico Municipal de Mogi Mirim. Sociedade Paulista de Zoológicos (SPZOO). Página visitada em 15 de março de 2014.
  21. BRASIL. DECEA. Publicação Auxiliar de Rotas Aéreas (ROTAER). AISWEB. Página visitada em 15 de março de 2014.
  22. BRASIL. Secretaria de Aviação Civil (13 de dezembro de 2012). Convênio nº 42/2012 (PDF). Página visitada em 15 de março de 2014. "Convênio de Delegação que entre si celebram a União, por intermédio da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, e o município de Mogi Mirim - SP para a exploração do aeródromo de Mogi Mirim (SDMJ), localizado naquele município."

Ligações externas[editar | editar código-fonte]