Mogi Mirim
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| Município de Mogi Mirim | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 22 de outubro | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 1769 (239–240 anos) | ||||
| Gentílico | mojimiriano | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Carlos Nelson Bueno (PSDB) (2005 – 2008) |
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| Localização | |||||
| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Campinas IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Moji Mirim IBGE/2008 [1] | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Mogi-Guaçu, Itapira, Santo Antônio de Posse, Artur Nogueira, Holambra, Engenheiro Coelho e Conchal | ||||
| Distância até a capital | 160 quilômetros | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 499,115 km² | ||||
| População | 87.800 hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Metro | {{{população_metro}}} hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Densidade | 188,0 hab./km² | ||||
| Altitude | 632 metros | ||||
| Clima | tropical Cfa | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,825 elevado PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 1.585.137 mil IBGE/2005 [3] | ||||
| PIB per capita | R$ 17.241,00 IBGE/2005 [3] | ||||
Mogi Mirim é um município brasileiro do estado de São Paulo, com vocação industrial e agrícola. Localiza-se a uma latitude 22º25'55" sul e a uma longitude 46º57'28" oeste, estando a uma altitude de 632 metros. Dista cerca de 60 km de Campinas e 160 km de São Paulo. Sua população estimada em 2006 é de 87.800 habitantes.
Índice |
[editar] História
Seu nome, de origem tupi, tem como interpretação mais aceita "pequeno rio das cobras", ou para alguns, "pequeno rio que serpenteia como cobra", mesmo porque não há, na região, nenhum registro de serpentário.
O povoado da região, que era habitada por índios caiapós, iniciou-se por volta de 1720, com a passagem de bandeirantes paulistas que se dirigiam ao Estado de Goiás em busca de ouro. A freguesia foi criada em 1751, desmembrada da freguesia de Moji do Campo, atual Moji-Guaçu. Em 1769 foi criado o município, por cisão do município de Jundiaí. Foi elevada a município em 1849.
O município recebeu muitos imigrantes italianos, como os das famílias Bermardi, Zolli, Bucci, Brugneroto, Finazzi, Polettini, Biasotto, Marangoni, Sambinelli, Guarnieri, Storti, Zaniboni,Bonatti, Pissinatti, Davoli, Benatti, Bordignon, Formenti, Bruno, Scomparim, Zorzetto,Prado, Rossi, Maretti, Tagliaferro, Mariottoni, Piccolomini, dentre outros, os quais tiveram importante participação no auge da época do café e das ferrovias da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.
[editar] Ferrovia
[editar] História da linha
Uma grande parte da história de Mogi Mirim está em sua ferrovia, que teve inauguração (ainda sem trilhos) na data de 27 de agosto de 1875, por dom Pedro II, e foi terminada em 1886, na altura da estação de Entroncamento. Desde então, foram feitas várias reformas, tornando o leito da linha atual muito diferente do original em praticamente toda a sua extensão. Suas modificações mais significativas foram feitas nos anos de 1926, 1929, 1951, 1969, 1964, 1972, 1973 e 1979, sendo que colocaram-se novas versões nos trechos reformados. A partir de 1971, a linha integrou-se à FEPASA. Atualmente a ferrovia existente no município de Mogi Mirim e está sob concessão de Rede Ferroviária Federal S/A
[editar] Estação
Inaugurada em 1875, a estação de Mogi Mirim foi uma das primeiras da extinta Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Fica próxima à área central da cidade, e foi desativada em 1979, quando as companhias paulistas já haviam sido reunidas na Fepasa (Ferrovias Paulistas S.A.). A desativação se deu em conseqüência da remoção das linhas férreas do centro da cidade para ponto localizado na zona Leste, no contexto da redefinição do trecho de Guedes a Mato Seco. Dessa estação, saía o ramal de Itapira, que chegava até Santa Rita do Sapucaí. Há, fora da cidade, uma estação “nova”, aos padrões da Fepasa, construída na variante.
A antiga estação foi incorporada ao patrimônio da prefeitura na ocasião da construção do trecho inicial da Avenida Adib Chaib, e foi reformada e modernizada no ano de 2007, sendo atualmente sede de alguns órgãos públicos municipais.
[editar] Recuperação da “história do município”
A estação já serviu como terminal de ônibus urbanos, como sede da Guarda Municipal e como sede do Departamento de Educação, entre outras finalidades. Em agosto de 2006, iniciou-se a restauração da antiga estação, para transformá-la em uma unidade de educação, obedecendo ao projeto do arquiteto Eduardo Lima, que alterou algumas características originais da estação ferroviária. As obras exigiram investimentos municipais de 843 mil reais, inclusos os custos de equipamentos e mobiliário.
[editar] Economia
A economia do município, que possui dois distritos industriais, é formada principalmente pelas empresas Baumer, Lindsay, Fundição Regali, Alpargatas, Eaton, Sabó, Monroe, Balestro, AmBev, Marangoni, Master Foods, dentre outras. O setor agrícola também é importante, em razão de grandes plantações de mandioca e laranja. O município conta ainda com um bem estruturado setor comercial e de serviços.
[editar] Turismo
Pontos turísticos: Praça Rui Barbosa, Matriz de São José, Jardim Velho e Praça da Bandeira, no Centro, Clube Mogiano - (Recanto), um dos mais belos clubes privados do Estado; Voçoroca (área de erosão); Cachoeira de Cima (barragem); Pedreira de Grava; e o Zoológico do Horto Florestal.
O município possui três salas de cinema, localizadas em sua área central.
[editar] Esportes
Moji Mirim conta com um clube de futebol, o Mogi Mirim Esporte Clube.
[editar] Igreja Católica
O município pertence à Diocese de Amparo e conta com quatro matrizes, destacando-se a bela a Matriz de São José, situada na Praça Rui Barbosa (praça central). Hoje o padre responsável pelas missas e todos os movimentos religiosos de Igreja Matriz de São José é o Pe Carlos Alberto Rodrigues Jorge, natural de Amparo SP. Seu santo padroeiro é São José (19 de março- feriado municipal).
[editar] Administração
- Prefeito: Carlos Nelson Bueno (2009/2012)
- Vice-prefeita: Flávia Rossi
- Presidente da câmara: Osvaldo Aparecido Qauaglio (2009/2010)
[editar] Observações
- ↑ 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
- ↑ 3,0 3,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
| Nota ortográfica: Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa este topônimo deveria ser grafado Mojimirim. |
A grafia correta, de acordo com as normas ortográficas da língua portuguesa, em vigor desde 1943, é Mojimirim, pois prescreve-se o uso da letra "J" para palavras de origem tupi-guarani. O nome vem do tupi M'Boiji Mirim (ou M'Boîj), pequeno rio que serpenteia (referindo-se ao Rio Moji-Mirim). Ao longo dos anos, a grafia M'Boijy foi alterada para Boigy, depois para Mogy, Mogi e finalmente para Moji. Já o sufixo mirim se aglutina à palavra sem hífen.
Todavia, não há uma padronização dos documentos do município, sejam eles expedidos localmente ou mesmo pelo estado, por meio de instituições como a Secretaria de Segurança Pública ou o Detran.
Tal obrigatoriedade da atualização ortográfica do topônimo reflete-se em seu gentilício, escrito com J: mojimirinense.


