Moisés (Michelangelo)

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Escultura de Moisés.
  • Todas as obras de Michelangelo aparecem concatenadas: cada obra singular retoma, reelabora, supera as experiências das precedentes. Pela primeira vez, a arte é identificada com a existência mesma do artista: como a existência, é uma experiência que se cumpre e não poderá dizer-se completa a não ser com o cumprimento da existência, com a morte. Por isso, o pensamento da morte está presente em toda a sua obra. O sentimento, a inquietação do não – cumprido têm também uma causa direta: a obra que o artista queria exprimir-se por completo, a tumba de Julio II, jamais foi concluída. Por mais de trinta anos as controversas vicissitudes da tumba são a tragédia de sua vida. Concebera-a em 1505, como o “monumento” clássico da cristandade: síntese de arquitetura e escultura, fusão do “heróico” antigo e do “espiritual” cristão, expressão do poder exercido sobre o mundo e da sublimação da alma em Deus, mas também do ciclo histórico que, aberto por Pedro no tempo do império de Roma, culmina no império espiritual, na autoridade que Julio II assegurou para a igreja. O papa entusiasmou-se com o projeto, mas, por vários motivos, adiou a sua realização ( pela “inveja de Bramante e Rafael de Urbino”, escreve Michelangelo); depois da sua morte, durante as complicadas tratativas com os herdeiros, o projeto foi muitas vezes modificado ou inteiramente refeito, até que o artista, cansado, agora quase velho, voltado para outros problemas, não se resignou com a solução mínima do sepulcro que se vê em San Pietro in Vincoli, em cujo centro está a estátua de Moisés que o artista idealizara e em grande parte executara muitos anos antes para o mausoléu de São Pedro.

Referência: G.C.ARGAN (Comp.). 3 de Michelangelo ao Futurismo. 2. ed. São Paulo: R.r. Donnelley, 1988. 477 p. Tradução Wilma de Katinszky.

        Moisés é uma das principais obras do artista renascentista Michelangelo. Conta-se que após terminar de esculpir a estátua de Moisés, Michelangelo passou por um momento de alucinação diante da beleza da escultura. Bateu com um martelo na estátua e começou a gritar: Por que não falas? (Perché non parli ?)
          Segundo Ernest Fischer, no seu livro "A necessidade da arte" (capítulo II), esta obra não só personificava o ideal do homem do Renascimento ("a corporificação em pedra de uma nova personalidade consciente de si mesma"), como também se apresentava como um repto para que a sociedade de então encarnasse esse ideal - no fundo, o mesmo desejo de Moisés, ao trazer as tábuas da lei que deveriam reformar a sociedade do seu tempo.

Ao observar atentamente a estátua, pode-se verificar que Moisés possui um par de chifres acima os seus olhos, nascendo por baixo dos seus cabelos. Uma explicação para o sucedido poderá ser a tradução errada de karan em vez de keren que significa raios (de luz) em vez de cornos, feita por São Jerónimo para o latim.

A escultura está na igreja de San Pietro in Vincoli, Roma.

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