Monções (expedições fluviais)

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As chamadas monções foram expedições fluviais que, entre a segunda década do século XVIII e a primeira metade do século XIX, mantiveram as comunicações entre a capitania de São Paulo e a capitania de Mato Grosso, no Brasil.

Índice

[editar] História

Em sua origem, o termo se refere ao regime alternado de ventos, que define o período propício à navegação. No Brasil daquela época, porém, tratava-se da estação favorável às viagens fluviais, considerando-se o regime dos rios - cheias ou vazantes[1].

O termo monções aplicado às expedições fluviais no Brasil foi adotado porque o período favorável às jornadas paulistas coincidia com as viagens de Portugal para o Oriente, nos meses de março e abril, época quando um regime de ventos provocava fortes chuvas no Oceano Índico, rota dos portugueses.[2]

As monções tiveram um importante papel na colonização da Região Centro-Oeste do Brasil, após o declínio das bandeiras. Iniciaram-se em 1718, quando o bandeirante Pascoal Moreira Cabral descobriu ouro nas proximidades do sítio onde hoje se encontra a cidade de Cuiabá. Em pouco tempo, outros sertanistas foram atraídos pela notícia, sobretudo da capitania de São Paulo. Como resultado, uma verdadeira corrida do ouro acabou por converter a região em um vasto campo de mineração.

Posteriormente, essas expedições tornaram-se regulares e o seu objetivo passou a ser também comercial e militar, visando o abastecimento e defesa dos mineradores de Cuiabá, Vila Bela e demais povoações surgidas em decorrência da mineração.

De todo modo, a viagem entre as capitanias de São Paulo e Mato Grosso era penosa e requeria no mínimo cinco meses. A partir de Araritaguaba (atual Porto Feliz), no rio Tietê, chegava-se ao rio Paraná, depois ao rio Pardo, aos afluentes do rio Paraguai, ao rio São Lourenço e, finalmente, ao rio Cuiabá. Nos trechos encachoeirados todos desembarcavam, arrastando as numerosas canoas ou puxando-as com cordas. Assim foi introduzido o gado bovino em Mato Grosso, em 1727.

Posteriormente da mesma forma abriram-se as comunicações regulares entre Mato Grosso e o Estado do Grão-Pará e Maranhão, através dos rios amazônicos.

No início do século XIX, porém, as monções foram-se tornando mais raras até que as últimas ocorreram por volta de 1838.

[editar] Cronologia

Referências

  1. Ver Monções.
  2. CAVALCANTE, Messias Soares. A verdadeira história da cachaça. São Paulo: Sá Editora, 2011. 608p. ISBN 9788588193628
  3. Descrição diária dos progressos da expedição...

[editar] Ver também


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