Monóxido de dihidrogênio (lenda urbana)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Água é uma molécula formada de dois átomos de hidrogênios e um átomo de oxigênio.

O embuste do monóxido de dihidrogênio (em inglês dihydrogen monoxide hoax) consiste em chamar a água por um nome pouco familiar, listar efeitos negativos dela e solicitar às pessoas que ajudem no controle de uma substância aparentemente perigosa. O hoax tem por objetivo ilustrar como a falta de conhecimento científico e uma análise exagerada pode conduzir a temores injustificados.1 O monóxido de dihidrogênio, abreviado para "DHMO" (pela sua sigla em inglês), é um nome para água que é consistente com sua nomenclatura química, mas que é raramente usado.

Uma versão popular do hoax foi criada por Eric Lechner, Lars Norpchen and Matthew Kaufman, colegas de quarto enquanto estudavam em UC Santa Cruz em 1990,2 revisto por Craig Jackson em 1994,3 e trazido à atenção do grande público em 1997 quando Nathan Zohner, um estudante de 14 anos de idade, fez um abaixo-assinado para banir o "DHMO" no contexto de seu projeto de ciência, intitulado "How Gullible Are We?"4 (Quão influenciáveis somos nós?)

"Monóxido de dihidrogênio" pode soar perigoso para aqueles com um conhecimento limitado de química ou que adotam um ideal de vida "sem químicos" (Quemofobia).4 O único uso familiar do termo "monóxido" se refere ao gás altamente tóxico monóxido de carbono e ao envenenamento por monóxido de carbono.5

Primeira aparição na web[editar | editar código-fonte]

A primeira aparição na web foi atribuída pela Pittsburgh Post-Gazette à assim chamada Coalition to Ban Dihydrogen Monoxide (aliança para banir o monóxido de dihidrogênio),3 6 uma organização falsa criada por a Craig Jackson seguindo discussões iniciais em newsgroup. O site incluía o seguinte alerta (aqui livremente traduzido):7

Monóxido de dihidrogênio:

Apesar do perigo, o monóxido de dihidrogênio é frequentemente usado:

  • como um solvente e refrigerante industrial.
  • em usinas nucleares.
  • na produção de isopor.
  • como um extintor de fogo.
  • em diversas formas de pesquisa cruel com animais.
  • em combinação com pesticidas. Mesmo após enxágue, a contaminação por este composto permanece.
  • como aditivo em certos "junk-foods" e outros produtos alimentares.



Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Carder, L; Willingham, P.; Bibb, D. (2001), "Case-based, problem-based learning: Information literacy for the real world", Research Strategies 18: 181–190, doi:10.1016/S0734-3310(02)00087-3, http://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0734331002000873 .
  2. Erich Lechner (February 23, 1990), Warning! Dangerous Contamination! (original usenet posting), Usenet rec.humor.funny archive, http://groups.google.com/group/rec.humor.funny/browse_thread/thread/3f985a069a2a19d8/ 
  3. a b Kruszelnicki, Karl S. (2006), Mysterious Killer Chemical, Australian Broadcasting Corporation, http://www.abc.net.au/science/k2/moments/s1631494.htm .
  4. a b Dihydrogen Monoxide from Urban Legends Reference Pages, accessed 25 September 2006.
  5. Knight, Bernard. Lawyers Guide to Forensic Medicine. [S.l.]: Routledge, 1998. 280 p. ISBN 9781859411599
  6. Roddy., Dennis B. (1997), Internet-inspired prank lands 4 teens in hot water, Pittsburgh Post-Gazette (publicado em April 19, 1997) 
  7. Craig Jackson (1994), Ban Dihydrogen Monoxide!, Coalition to ban DHMO, http://web.archive.org/web/19961031232918/http://media.circus.com/~no_dhmo/ . Coalition to ban DHMO officers, Coalition to ban DHMO, http://web.archive.org/web/19970125144038/media.circus.com/~no_dhmo/members.html .

Ligações externas[editar | editar código-fonte]