Mona Eltahawy

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Mona Eltahawy
Eltahawy discursa no Personal Democracy Forum, em 2011
Nome completo Mona Eltahawy
Nascimento 1967 (47 anos)
Porto Said, Egito [1]
Nacionalidade egípcia/americana
Ocupação Jornalista
Página oficial http://www.monaeltahawy.com/

Mona Eltahawy (em árabe: منى الطحاوى, nascida em 01 de agosto de 1967) é uma freelancer egípcia-americana, além de jornalista e comentarista, residente em Nova York. Ela ganhou a cidadania americana em 2011.[2] Eltahawy escreve ensaios e artigos de opinião para publicações em todo mundo sobre o Egito e o islamismo, incluindo a questão das mulheres e variados assuntos sociais e políticos muçulmanos. Seu trabalho já foi publicado no Washington Post, The New York Times, Christian Science Monitor, entre outros. Ela também é frequentemente convidada para ser analista em diversas rádios e noticiários de televisão dos EUA. É adepta da religião muçulmana.

Eltahawy igualmente fala publicamente em universidades, em debates e encontros inter-religiosos sobre os direitos humanos, das reformas no mundo islâmico, feminismo e das relações entre muçulmanos e cristãos, entre várias outras preocupações.

Nascimento e formação[editar | editar código-fonte]

Eltahawy nasceu em Porto Said, Egito. Ela recebeu um mestrado em jornalismo pela Universidade Americana do Cairo. [3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Eltahawy era um repórter de notícias durante os anos 1990. Ela foi correspondente da agência de notícias Reuters, no Cairo e Jerusalém [4] e atualmente tem escrito para o The Guardian, The Washington Post e o International Herald-Tribune. [5] [6]

Ela se mudou para os Estados Unidos em 2000. [7]

De 2003 a 2004, foi editora-chefe da versão em árabe do Womens eNews, um site de notícias independente sem fins lucrativos, que abrange as questões das mulheres de todo o mundo. [8]

Chegou a escrever uma coluna semanal para o jornal islâmico de origem britânica Asharq Al-Awsat, entre 2004-2006, mas seus artigos foram descontinuados pelo editor Tariq Alhomayed por ser demasiado crítico em relação ao regime egípcio. [9]

Em 14 de novembro de 2011, ela foi presa no Cairo enquanto cobria novos protestos na Tahrir Square. Eltahawy foi mantida sob custódia por 12 horas, e acusou que sofreu agressão física e sexual. [10] Por causa dos abusos, seu braço esquerdo e a mão direita sofreram fraturas.

Em 25 de setembro de 2012 Eltahawy foi presa por vandalizar um anúncio da organização Stop Islamization of America (SIOA) em uma estação de metrô de Nova York que dizia:" Em uma guerra entre os homens civilizados e os selvagens, apoiamos os homens civilizados. Apoiamos Israel. Derrote a Jihad ". Com um spray, ela estava cobrindo o anúncio afim da propaganda anti-islâmica ficar ilegível, e teria também pulverizado a tinta na presidente da SIOA, a qual tentou impedir a ação da jornalista. [11]

Visões[editar | editar código-fonte]

Eltahawy expressou uma forte crítica tanto do regime de Hosni Mubarak quanto da Irmandade Muçulmana do Egito, referindo-se a ambos como um "velho reduto machista." Em uma entrevista em fevereiro de 2011, ela também expressou a certeza de que a Irmandade Muçulmana não poderia "ganhar o apoio da maioria dos egípcios". [12]

Em 2009, a revista The Economist disse que Eltahawy usou a frase "o ópio dos árabes" em referência a Israel, defendendo que eles esquecem, de maneira nociva, as suas próprias falhas para botarem culpa no país de maioria judaica. Os líderes árabes tem uma longa tradição de usar Israel como um pretexto para manter o estado de emergência e, assim, criarem uma situação de atraso na política e na sociedade árabe. [13]

Eltahawy falou em nome dos direitos das mulheres no mundo árabe diversas vezes, inclusive atacando a mutilação genital feminina. Em um artigo de maio de 2012, escrevendo sobre política externa, ela disse: " Diga-me um país árabe e posso provar abusos misóginos reforçados por uma cultura e religião inflexíveis em ceder nas reivindicações feministas pós-modernas.[14]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Trigésimo lugar, entre as " As 100 mulheres árabes mais poderosas ", em 2012, Arabian Business
  • 258° lugar, entre as 500 maiores personalidades islâmicas, Arabian Business [15]
  • Prêmio Samir Kassir Award pela defesa da liberdade de imprensa, cedido pela Comissão Europeia, em 2009. [16]
  • Prêmio Edge, pela proeminente contribuição na cobertura do Oriente Médio, pela Next Century Foudation, em 2006
  • Líder muçulmano do Amanhã pela Sociedade Americana para o avanço do Islamismo, em 2005 [17]

Referências

  1. Detalhes: Mona Eltahawy (em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  2. Mona Eltahawy, uma jovem egípcia irritada (em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  3. Mona Eltahawy é uma contradição do estereotipo da mulher islâmica (em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  4. Entrevista com Mona Eltahawy(em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  5. Mona Eltahawy relata abusos sexuais no Egito (em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  6. Mona Eltahawy sofre violência sexual (em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  7. Entrevista com Mona Eltahawy(em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  8. Revista Womans eNews celebra trigésimo aniversário (em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  9. Uma perigosa ação da Arabian Press (em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  10. Jornalista egípcia relata violência após ser presa (em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  11. Ativista anti-muçulmana é supostamente atacada (em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  12. Mona Eltahawy, uma jovem egípcia irritada (em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  13. Ópio dos árabes (em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  14. Por que eles nos odeiam ? (em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  15. Os 500 mais poderosos (em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  16. Mona Eltahawy (em inglês). Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  17. título= Mulheres islâmicas: passado e presente (em inglês) Título não preenchido, favor adicionar. Página visitada em 28 de setembro de 2013.