Mónica Serra
Sylvia Mónica Allende Serra (Santiago, 20 de maio de 1943) é uma psicóloga chilena naturalizada brasileira. É a esposa do político José Serra, ex-governador do estado de São Paulo.
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[editar] Biografia
[editar] Família e casamento
Sylvia Mónica Allende Ledezma é filha de um engenheiro e de uma pedagoga e diretora de escola. Católica, foi educada em um colégio de freiras. Possui parentesco, apesar de ser distante, do presidente Salvador Allende. [1]
Mónica e José Serra conheceram-se em dezembro de 1966, durante uma festa na capital chilena. Ele era então um jovem economista e político exilado pela ditadura militar no Brasil e ela, uma bailarina integrante do Ballet Nacional Chileno, uma das extensões artísticas da Universidade do Chile. Casaram-se no ano seguinte e tiveram dois filhos, a advogada Verônica e o administrador de empresas Luciano. Como ele estava exilado, Mónica viajou sozinha para o Brasil para conhecer a família de seu marido, em 1968, a qual a aceitou bem.
Quando o golpe militar de 1973 derrubou o governo de Salvador Allende e levou Augusto Pinochet ao poder, a família foi obrigada a se asilar. De acordo com Mónica, seu sobrenome, por ser o mesmo do presidente deposto, não facilitava as coisas, e seu irmão chegou a jogar fora sua carteira de identidade. Partiram então para países como Argentina, Itália e França até se instalarem nos Estados Unidos, onde permaneceram por cerca de seis anos.[1]
Obteve nacionalidade brasileira no ano de 1999.
[editar] Carreira
Depois que deixou o balé no fim dos anos 60, Mónica Serra dedicou-se à sua vida acadêmica. Professora aposentada da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e assessora pedagógica no Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas, ela possui mestrados nas universidades norte-americanas Cornell e Drexel e um doutorado pela Universidade de São Paulo (USP).
[editar] Primeira-dama de São Paulo
Como primeira-dama de São Paulo, Mónica coordenou o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, organização responsável por atividades sociais e filantrópicas em todo o estado. Seu gabinete ficava no Parque da Água Branca.
Além disso, Mónica Serra é a fundadora das organizações não-governamentais Arte Sem Fronteiras (ASF), que visa à aproximação de produtores culturais e intelectuais latino-americanos, e do Instituto Se Toque, que combate o câncer de mama.
[editar] Campanha presidencial de 2010
Em agosto de 2010, Mónica Serra viajou às cidades de Curitiba, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Recife e Brasília com o objetivo de atrair votos de eleitores para seu marido. Durante a viagem, ela minimizou a queda de José Serra nas pesquisas de intenção de voto.[2]
Em setembro de 2010, na companhia de Índio da Costa, candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por seu marido, Mónica fez campanha em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Nessa ocasião, acusou a principal adversária de José Serra, Dilma Rousseff de ser a favor do aborto; segundo reportagem da Agência Estado, Mónica teria dito a um vendedor ambulante: "Ela é a favor de matar as criancinhas"[3].
Referências
- ↑ a b A mulher de José Serra. www.terra.com.br/istoegente. Página visitada em 13-10-2010.
- ↑ Em Pernambuco, mulher de Serra minimiza queda do marido nas pesquisas
- ↑ Mulher de Serra diz que Dilma 'é a favor de matar as criancinhas'
[editar] Ligações externas
- Monica Serra no portal do Governo (em português)
- Entrevista com Monica Serra (em português)
- Página do Instituto Se Toque (em português)
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