Monocórdio

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Monocórdio medieval

Monocórdio ou manicórdio é um antigo instrumento musical, de treinamento e laboratório, composto por uma caixa de ressonância sobre a qual era estendida uma única corda presa a dois cavaletes móveis.

Seu uso já era registrado ao tempo de Pitágoras (c. 582 - 500 a.C.) para estudo e cálculo das relações entre vibrações sonoras. Na Idade Média era também usado para a afinação da voz e de outros instrumentos.[1]

A palavra deriva do grego monochórdon (pelo latim monochordon) e significa literalmente "um fio".

O monocórdio pode ser usado para ilustrar as propriedades matemáticas da vibração musical. Por exemplo, quando o fio do monocórdio está esticado produz uma vibração numa freqüência particular; quando o comprimento da corda é dividido ao meio e tocado, produz um tom uma oitava mais alto, e vibra a uma freqüëncia duas vezes maior que a original (2:1). As metades desse comprimento irão produzir um tom duas oitavas mais alto que o original, quadruplicando sua freqüência (4:1) - e assim por diante.

O monocórdio era tocado com o plectro, espécie de varinha.

Ainda hoje é presente em algumas culturas, como por exemplo na vietnamita, onde integra a orquestra do Teatro Aquático de Fantoches.

Referências

  1. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, org. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 2ª ed. ISBN 85-209-0411-4
-    Notas
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Ver também[editar | editar código-fonte]

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