Monocromacia

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Monocromacia ocorre quando há apenas percepção de luminosidade na visão dos animais. São as células bastonetes as responsáveis por esta percepção, que permite variações diferentes da cor cinza. Normalmente, os monocromatas apresentam a chamada "visão em preto e branco".

O monocromata típico é caracterizado pelo monocromatismo de bastonetes, que corresponde a uma discriminação de cores nulas pela falta de cones. Ocorre na população humana em 1 a cada 33,3 mil homens (0,003%) e 1 a cada 50 mil mulheres (0,002%). Essa característica é encontrada em muitos animais, como aqueles de hábitos noturnos, peixes abissais e pinguins.

O monocromata atípico possui um monocromatismo de cones, assim a não discriminação de cores é devido à falta de sinais oponentes por ter apenas um tipo de cone. É muito raro na população humana. É encontrado em alguns animais, como em alguns ratos e no quivi, ave neozelandesa, que enxergam tons no espectro da luz verde.

Referências

  • DULAC, Catherine; GROTHE, Benedikt. Sensory systems. Current opinion in Neurobiology, 2004, v. 14: 403–406.
  • JACOBS, G.H.; ROWE, M.P.. Evolution of vertebrate colour vision. Clinical and experimental optometry, 2004, v. 87, n. 4-5: 206-216.
  • Oliveira, H.M. de. Notas sobre os mecanismos da visão dos seres vivos. Um seminário sobre o processo de visão, para Engenheiros Biomédicos. Abordagem preliminar de fatos anatômicos, fisiológicos, e bioquímicos. DES-UFPE, s.d. Disponível online. Acesso em: 27 mar 2009.