Monte Elbrus

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Monte Elbrus
Monte Elbrus está localizado em: Cáucaso
Monte Elbrus
Localização do Monte Elbrus, Rússia
Coordenadas 43° 21' 18" N 42° 26' 21" E
Altitude 5 642 m
Proeminência 4 741 m
Listas Ultra
Sete cumes
Sete cumes vulcânicos
Ponto mais alto de um país
Localização Cáucaso ( Rússia)
Cordilheira Cáucaso

O monte Elbrus (russo Эльбрус) é a montanha mais alta da Europa. É um estratovulcão extinto localizado na parte ocidental da cordilheira do Cáucaso, na Rússia, perto da fronteira com a Geórgia.

O monte Elbrus não deve ser confundido com as montanhas Alborz (também chamadas Elburz), no Irã.

Convenção[editar | editar código-fonte]

Unicamente por convenção histórica - pois não tem nenhuma e sem base geográfica - o Cáucaso junto com os Urais são considerados a fronteira entre a Europa e a Ásia. O artificialismo da fronteira no contexto geográfico é exemplificado pelo fato de a parte setentrional do Cáucaso frequentemente ser considerada como localizada na Europa, e a parte meridional na Ásia. O monte Elbrus, com 5 642 m acima do nível do mar, é assim situado na Europa, sendo o seu ponto mais elevado.

Características[editar | editar código-fonte]

O Elbrus fica a 20 km ao norte da cordilheira principal do Grande Cáucaso e a 65 km sul-sudoeste da cidade russa de Kislovodsk. Seu pico com neves eternas alimenta 22 geleiras que, por sua vez, dão origem aos rios Baksan, Kuban e Malka[1] . É ainda o 10º monte de maior proeminência topográfica no mundo.

O mais baixo dos dois picos foi escalado pela primeira vez em 1868 por Douglas Freshfield, Adolphus W. Moore e C. C. Tucker, e o mais alto (de aproximadamente 40 m) em 1874 pela expedição britânica dirigida por F. Crauford Grove.

Durante os primeiros anos da União Soviética o alpinismo tornou-se uma atividade popular, e houve um tremendo tráfego de pessoas no Elbrus. No inverno de 1936, um grupo inexperiente de membros da juventude comunista tentou escalar a montanha, e terminou por sofrer diversas baixas quando escorregaram no gelo e caíram para a morte.

Os alemães ocuparam brevemente a montanha durante a Segunda Guerra Mundial com dez mil soldados montanheses; uma história, possivelmente apócrifa, conta que um piloto soviético recebeu uma medalha por ter bombardeado a cabana principal, Pruit 11, enquanto ela estava ocupada. Mais tarde, foi-lhe oferecida uma medalha por não ter atingido a cabana, mas sim o estoque de combustível, deixando a cabana intacta para as gerações futuras.

O Monte Elbrus e seus dois picos.

As montanhas do Cáucaso são o resultado de colisão de duas placas tectônicas, a placa arábica movendo-se para o norte com relação à placa eurasiana. Elas formam uma continuação do Himalaia, que está sendo empurrado para cima por uma colisão similar entre as placas eurasiana e indiana. Toda a região é regularmente sacudida por fortes terremotos oriundos dessa atividade[carece de fontes?]. O Elbrus situa-se numa área de movimentos tectónicos, e tem sido ligado a uma falha. Aparentemente o Elbrus tem sob si uma grande quantidade de magma.[2]

A ascensão ao Elbrus é perigosa porque em parte do percurso há um teleférico com grande desnível e que, segundo o alpinista português João Garcia que o escalou duas vezes, "o que pode ser um problema porque faz com que a adaptação à altitude seja mais difícil"[3] . Em abril de 2013 foram descobertos dois corpos de alpinistas, um polaco e um iraniano, que estiveram desaparecidos durante um mês[3] .

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Na Antiguidade, o monte era conhecido como Strobilus, e a mitologia grega situava lá o local onde Prometeu fora acorrentado.

De 1959 a 1976, um teleférico foi instalado em estágios que podem levar o visitante a uma altitude de 3800 metros. Existem várias rotas até o topo, mas a rota normal, que não tem fendas, continua aproximadamente em linha reta a partir do fim do teleférico. Durante o verão, não é raro ver até 100 pessoas por dia tentando alcançar o topo por este caminho. A escalada não é tecnicamente difícil, mas é árdua fisicamente devido à altitude e aos ventos fortes.

Ascensões[editar | editar código-fonte]

Elbrus 3D

A União Soviética encorajou as ascensões ao Elbrus, e em 1956 ele foi escalado "em massa" por 400 alpinistas para marcar o 400.º aniversário da anexação da Cabárdia-Balcária, a república socialista autônoma onde se localizava o Elbrus.

Partes deste artigo são uma tradução livre do NASA Earth Observatory.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Anthony Huxley, Standard Encyclopedia of the World's Mountains (New York: Putnam, 1962).

Referências

  1. Caucasus from Elbrus to Kazbek. Robin Collomb and Andrew Wielochowski (1993).
  2. (November 2007) "Observations of crustal tide strains in the Elbrus area". Izvestiya Physics of the Solid Earth 43 (11): 922–930. MAIK Nauka.
  3. a b Mariana Cabral, expresso.pt (2-4-2013). Alpinistas morrem na montanha mais alta da Europa. 2-4-2013. Página visitada em 2-4-2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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