Monte Everest

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Everest
O Everest visto de Kala Patthar
Everest está localizado em: Planalto tibetano
Everest
Localização na fronteira Nepal-Tibete
Coordenadas 27° 59' N 86° 55' E
Altitude 8848,43 m (gelo)
8844 m (rocha)[1]  m
(29017 pés)
Posição: 1
Proeminência 8844,43 m ou
8848,13 m (gelo) m

Cume-pai: nenhum
Listas Sete cumes
8000s
Ponto mais alto de um país
Ultra
Localização fronteira Nepal/Tibete
Cordilheira Himalaia
Primeira ascensão 29 de maio de 1953 por Edmund Hillary e Tenzing Norgay
Rota mais fácil Sul (Nepal)

O monte Everest (ou Evereste) é a mais alta montanha da Terra. Está localizado na cordilheira do Himalaia, na fronteira entre a República Popular da China (Tibete) e o Nepal. Em nepalês, o pico é chamado de Sagarmatha (rosto do céu), e em tibetano Chomolangma ou Qomolangma (mãe do universo).

Medida da altitude[editar | editar código-fonte]

O Everest foi assim chamado por Sir Andrew Scott Waugh, o governador-geral da Índia colonial britânica, em homenagem a seu predecessor, Sir George Everest.

Radhanath Sikdar, um matemático e topógrafo indiano de Bengala, foi o primeiro a identificar o Everest como a montanha mais alta do globo, de acordo com seus cálculos trigonométricos em 1852. Alguns indianos pensam que o pico deveria ser chamado Sikdar, e não Everest.

Rotas de ascensão[editar | editar código-fonte]

Himalaia: detalhe das rotas de ascensão mais conhecidas do Everest.

O monte Everest tem duas rotas principais de ascensão, pelo cume sudeste no Nepal e pelo cume nordeste no Tibete, além de mais 13 outras rotas menos utilizadas. Das duas rotas principais a sudeste é a tecnicamente mais fácil e a mais frequentemente utilizada. Esta foi a rota utilizada por Edmund Hillary e Tenzing Norgay em 1953. Contudo, a escolha por esta rota foi mais por questões políticas do que por planejamento de percurso, quando a fronteira do Tibete foi fechada aos estrangeiros em 1949.

A maioria das tentativas é feita entre abril e maio antes do período das monções porque uma mudança na jet stream nesta época do ano reduz a velocidade média das rajadas de vento. Ainda que algumas vezes sejam feitas tentativas após o período da monções em setembro e outubro, o acúmulo de neve causado pelas monções torna a escalada ainda mais difícil.

Ascensões[editar | editar código-fonte]

Mallory e Irvine[editar | editar código-fonte]

A face norte do Everest, vista do caminho para o Campo Base Sul.

Desde 1921, diversas tentativas de escalada foram feitas. Em 8 de Junho de 1924, George Mallory e Andrew Irvine, ambos britânicos, fizeram uma tentativa de ascensão da qual jamais retornaram. Não se sabe se atingiram o pico e morreram na descida, ou se não chegaram até ele, já que o corpo de Mallory, encontrado em 1999, estava com objetos pessoais, mas sem a foto da esposa, que ele prometera deixar no pico. A primeira ascensão até o topo foi feita pela expedição anglo-neozelandesa em 1953, dirigida por John Hunt. O pico foi alcançado em 29 de maio desse ano por Edmund Hillary e Tenzing Norgay.

Em 16 de Maio de 1975, Junko Tabei tornou-se a primeira mulher a alcançar o topo do Everest. A primeira ascensão sem oxigênio foi feita por Reinhold Messner e Peter Habeler em 1978. Em 1980, Reinhold Messner efetua a primeira ascensão solitária. Em 25 de Maio de 2001 Erik Weihenmayer tornou-se o primeiro alpinista cego a atingir o topo.

Desastre de 1996[editar | editar código-fonte]

Durante a temporada de escalada de 1996, 19 pessoas morreram durante a tentativa de chegar ao cume, sendo o maior número de mortes em um único ano na história do Everest. Uma tempestade impossibilitou muitos alpinistas, que estavam próximos ao cume (no escalão Hillary), de descer, matando oito pessoas em um único dia. Entre aqueles que morreram na temporada de 1996 estavam os experientes alpinistas Rob Hall e Scott Fischer, ambos liderando expedições pagas até o topo. O desastre ganhou grande publicidade, e levantou perguntas sobre a comercialização do Everest.

O jornalista Jon Krakauer, da revista Outside, era um dos clientes de Rob Hall, e em 1997 publicou o livro bestseller No Ar Rarefeito, que relata sua experiência na expedição de 1996.

O montanhista russo Anatoli Boukreev, guia contratado da expedição comercial da agência Mountain Madness, do americano Scott Fisher, publicou em 1997 o livro A Escalada, em que relata sua versão dos fatos do acidente em maio de 1996.

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Até o final de 2006, 8 030 pessoas tentaram alcançar o topo, e delas 212 não retornaram da aventura, sendo que destas, 56% morreram depois de atingir o cume.[2]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • 1841: o coronel George Everest, topógrafo-geral na Índia, nomeia temporariamente a montanha como Pico XV.
  • 1852: cálculos da Great Trigonometrical Survey levam a concluir ser a montanha mais alta da Terra.
  • 1921: primeira expedição britânica para o Everest.
  • 1924: a 8 de junho, George Mallory e Andrew Irvine partem rumo ao pico e desaparecem na neblina. Nunca se soube se chegaram ao topo ou não.
  • 1953: na manhã de 29 de maio, o apicultor neozelandês Edmund Hillary e o sherpa Tenzing Norgay chegam ao cume.
  • 1975: Junko Tabei é a primeira mulher a escalar o Everest
  • 1995: Waldemar Niclevicz e Mozart Catão são os primeiros brasileiros a atingir o cume do Everest, às 11h22 do dia 14 de maio.[3]
  • 1996: maior número de alpinistas mortos num só ano: 19.
  • 1999: o corpo de Mallory é encontrado com objetos pessoais mas sem a foto da esposa, que prometera deixar no pico.
  • 1999: em 18 de Maio, João Garcia é o primeiro português a atingir o pico (e sem recursos a oxigénio suplementar), e pela Face norte. Durante a descida o seu colega de escalada e grande amigo, o belga Pascal Debrouwer, caiu numa ravina e faleceu, e João Garcia sofreu queimaduras no corpo. Foi internado num hospital de Saragoça, em Espanha, onde lhe amputaram alguns dedos das mãos e pés.
  • 2005: em junho, a dupla de amigos e alpinistas brasileiros Rodrigo Raineri e Vitor Negrete, escalam o Monte Everest, porém Rodrigo chega a 8.200m (sem auxílio de oxigênio suplementar) e sabiamente retorna, já Vitor chega ao cume pela face norte (com auxílio de oxigênio), e encontra-se no cume com a dupla de brasileiros Waldemar Niclevicz e Gustavo Irivan Burda, que escalaram a montanha pela face sudeste (via clássica nepalesa);
  • 2006: em maio, Vitor Negrete faleceu na descida do Monte Everest, após ter atingido o cume sem o uso de oxigênio suplementar. Os detalhes desta tragédia estão contados no livro No Teto do Mundo, de autoria de Rodrigo Raineri, parceiro de Vitor, e Diogo Schelp. Ana Elisa Boscarioli torna-se a primeira brasileira a escalar o Everest pela face sudeste (via clássica nepalesa).
  • 2008: em maio, os brasileiros Eduardo Keppke e Rodrigo Raineri (www.rodrigoraineri.com.br) conseguiram chegar ao topo do monte Everest.
  • 2010: em 17 de Maio, o português Ângelo Felgueiras tornou-se o segundo português a alcançar o cume do Everest.
  • 2010: em 17 de Maio, o brasileiro Manoel Morgado alcança o cume às 8 da manhã.
  • 2010: em 22 de Maio, o norte-americano Jordan Romero aos 13 anos, é o mais jovem alpinista a chegar ao topo do Everest.
  • 2010: em 23 de Maio, às 8h40min, a guatemalteca Andrea Cardona se torna a primeira mulher centro-americana a conquistar o topo do monte Everest.
  • 2011: em 7 de maio, os brasileiros Carlos Canellas e Carlos Santalena, chegaram ao cume do Everest. Carlos Santalena, aos 24 anos tornou-se o brasileiro mais jovem a atingir o topo do mundo.[4] [5]
Panorama do monte Everest visto a partir do Planalto Tibetano.
Panorama do monte Everest visto a partir do Planalto Tibetano.

Livros sobre o Everest[editar | editar código-fonte]

  • No Teto do Mundo, Rodrigo Raineri com Diogo Schelp, Leya, São Paulo, 2011.
  • A morada dos deuses, Carlos Tramontina, Sá Editora, São Paulo, 2004.
  • Everest: viagem a montanha abençoada, Thomaz Brandolin, L&PM EDITORES, 2005.
  • Everest, o diário de uma vitória, Waldemar Niclevicz, Editora Record, 2002.
  • Tudo pelo Everest, Waldemar Niclevicz, Editora Saraiva, 1995.
  • Na estrada do Everest, Airton Ortiz, Editora Record, 2000.
  • No ar rarefeito, Jon Krakauer, CIA das Letras, 1997.
  • A escalada, Anatoli Boukreev e G. Weston De Walt, Editora 34.
  • A mais alta solidão, João Garcia, Dom Quixote.
  • Facing Up, Bear Grylls.
  • "Cartas do Everest", Airton Ortiz.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Imagem: Parque Nacional de Sagarmatha O Monte Everest está incluído no sítio Parque Nacional de Sagarmatha, Património Mundial da UNESCO. Welterbe.svg


Os catorze picos com mais de oito mil metros de altitude
Everest
1. Flag of the People's Republic of China.svg Flag of Nepal.png Everest 8 844 m
2. Flag of the People's Republic of China.svgFlag of Pakistan.svg K2 8 611 m
3. Flag of India.svg Flag of Nepal.png Kanchenjunga 8 586 m
4. Flag of the People's Republic of China.svg Flag of Nepal.png Lhotse 8 516 m
5. Flag of the People's Republic of China.svg Flag of Nepal.png Makalu 8 462 m
6. Flag of the People's Republic of China.svg Flag of Nepal.png Cho Oyu 8 201 m
7. Flag of Nepal.svg Dhaulagiri 8 167 m
8. Flag of Nepal.svg Manaslu 8 156 m
9. Flag of Pakistan.svg Nanga Parbat 8 125 m
10. Flag of Nepal.svg Annapurna 8 091 m
11. Flag of the People's Republic of China.svgFlag of Pakistan.svg Gasherbrum I 8 068 m
12. Flag of the People's Republic of China.svgFlag of Pakistan.svg Broad Peak 8 047 m
13. Flag of the People's Republic of China.svgFlag of Pakistan.svg Gasherbrum II 8 035 m
14. Flag of the People's Republic of China.svg Shishapangma 8 013 m