Monte Kailash

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Kailash
Vista do Kailash.
Coordenadas 31° 4′ N 81° 18′ E
Altitude 6714 m (21778 pés)
Proeminência 1319 m
Localização Região do Tibete, China
Cordilheira Transhimalaia, Himalaia
Primeira ascensão Nunca por ninguém

O Monte Kailash (em tibetano: གངས་རིན་པོ་ཆེ, Kangrinboqê ou Gang Rinpoche; em chinês: 冈仁波齐峰, Gāng rén bō qí fēng; em sânscrito: कैलाश पर्वत, Kailāśā Parvata) é uma montanha do Tibete, considerada como um dos lugares mais sagrados para os hindus e budistas.

Situado na prefeitura de Ngari, junto aos lagos Manasarovar e do Rakshasta, é a nascente de quatro dos maiores rios da Ásia: o Ganges, o rio Bramaputra, o rio Indo e o rio Sutlej.

Os budistas consideram-na o centro do universo (cada budista aspira em dar-lhe a volta) e para os hindus é a morada de Xiva. Os jainistas e os bönpos também consideram a montanha sagrada. As proximidades da montanha divina são lugares santos onde "as pedras rezam".

Significado do nome[editar | editar código-fonte]

A palavra Kailâsa significa cristal em hindi. Os Tibetanos chamam-lhe Ghang Rimpoche ou Khang Ripoche, o que significa a preciosa jóia das neves e os jainistas Ashtapada. Também é chamada Tise ou Meru.

Significação religiosa[editar | editar código-fonte]

hindus — O cume do Kailâsa é considerado a residência de Shiva e de sua Shákti, Parvati — literalmente filha da montanha —, o que explica seu carácter sagrado para os hindus, que vêm também a montanha como um lingan acompanhado da yoni simbolizada pelo Lago Manasarovar.

budistas — A montanha é o centro do universo e cada budista aspira em dar-lhe a volta

Os jainistas e bönpos (religião tradicional do Tibete anterior ao budismo) também consideram a montanha sagrada. As proximidades da montanha divina são lugares santos onde "as pedras rezam".

Segundo uma lenda, durante uma disputa com um mongebön, o mestre Milarepa, para mostrar sua superioridade, ter-se-ia transportado no cimo da serra sobre um raio de sol.[1]

Peregrinação[editar | editar código-fonte]

Todos os anos, milhares fazem uma peregrinação a Kailash, seguindo uma tradição que remonta milhares de anos. Peregrinos de várias religiões acreditam que circungirar o monte Kailash a pé é um ritual sagrado que irá trazer boa sorte. A peregrinação é feita no sentido horário por budistas e hindus. Seguidores das religiões Jain e Bonpo circungiram a montanha em um sentido anti-horário. O caminho ao redor do Monte Kailash é 52 km (32 milhas) de comprimento.

Alguns peregrinos acreditam que a caminhada inteira em torno Kailash deve ser feita em um único dia, o que não é considerado uma tarefa fácil. Uma pessoa em boa forma andando rápido levaria talvez de 15 horas para completar a 52 km marcha.

Ascensões[editar | editar código-fonte]

O cimo desta montanha nunca foi atingido. Em 2001, o anúncio duma autorização concedida pela China a um alpinista espanhol suscitou grande emoção e reprovação unânime.[2]

Numerosas associações solidárias dos tibetanos e de alpinistas protestaram e finalmente a China interditou todas as escaladas do Monte Kailash, afirmando mesmo nunca ter dado autorização alguma.[3]

A Reinhold Messner fora dada a oportunidade pelo governo chinês para escalar a montanha em 1980, mas ele recusou.[4]

Messner, referindo-se aos planos espanhóis, disse: "Se nós conquistamos essa montanha, então nós conquistamos algo na alma das pessoas ... eu sugiro que vá subir algo um pouco mais difícil. O Kailash não é tão alto e não tão difícil ".[4]

Referências

  1. Snelling, John. (1990). The Sacred Mountain: The Complete Guide to Tibet's Mount Kailas; pp 31-33-35; 1 ed; 1983 (revisada); incluindo: Kailas-Manasarovar Travellers' Guide: Com. pelo H.H. the Dalai Lama of Tibet and Christmas Humphreys; East-West, Londres e Hague; ISBN 0-85692-173-4.
  2. China allows assault on Mt. Kailash [ligação inativa]
  3. China to ban expeditions on Mt Kailash[ligação inativa]
  4. a b Peter Ellingsen, "Scaling a Mountain to Destroy The Holy Soul of Tibetans", tew.org. Retrieved 21 January 2011.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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