Montemor-o-Velho

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Montemor-o-Velho
Brasão de Montemor-o-Velho Bandeira de Montemor-o-Velho
Brasão Bandeira
Montemor-o-Velho.jpg
Vista de Montemor-o-Velho
Localização de Montemor-o-Velho
Gentílico Montemorense,
Montemaiorense
Área 228,62 km²
População 26 171 hab. (2011[1] )
Densidade populacional 114,47 hab./km²
N.º de freguesias 14
Presidente da
Câmara Municipal
Emílio Torrão (PS)
Fundação do município
(ou foral)
1212
Região (NUTS II) Centro
Sub-região (NUTS III) Baixo Mondego
Distrito Coimbra
Antiga província Beira Litoral
Orago Nossa Senhora da Vitória
Feriado municipal 8 de Setembro (Natividade da Virgem Maria - Nª Srª da Vitória)
Código postal 3140 Montemor-o-Velho
Sítio oficial www.cm-montemorvelho.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg
Vista exterior da muralha do castelo.

Montemor-o-Velho é uma vila portuguesa no Distrito de Coimbra, região Centro e sub-região do Baixo Mondego, com cerca de 3 100 habitantes.

É sede de um município com 228,62 km² de área e 26 171 habitantes (2011),[1] subdividido em 14 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Cantanhede, a leste por Coimbra e por Condeixa-a-Nova, a sul por Soure e a oeste pela Figueira da Foz. Situa-se a uma altitude média de 5 m acima do nível médio do mar.

Trata-se de um dos poucos municípios de Portugal territorialmente descontínuos. O caso de Montemor-o-Velho é único no contexto português, pois a descontinuidade do concelho[2] deve-se à existência, na zona sudeste do seu território, de um pequeníssimo enclave pertencente ao vizinho concelho de Soure (freguesia de Figueiró do Campo), encaixado entre as freguesias montemaiorenses de Pereira e Santo Varão.

Demografia[editar | editar código-fonte]

População do concelho de Montemor-o-Velho (1801 – 2011)[carece de fontes?]
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
9 528 6 345 22 361 25 162 27 925 27 274 26 375 25 478 26 171

História[editar | editar código-fonte]

[carece de fontes?] Montemor-o-Velho é uma antiga vila cujos vestígios remontam à Pré-história, designadamente ao período Neolítico. Existem referências documentais ao seu castelo desde o século IX. Em 848, Ramiro I das Astúrias passou a dominar o castelo de Montemor, mas a reconquista definitiva do Mondego foi empreendida pelo Rei Fernando Magno de Leão, que entregou o castelo ao Conde Sesnando. Este castelo é bastante bonito de visitar, estando em bom estado de conservação. De lá se desfruta de uma bela vista sobre os arrozais do rio Mondego e restantes terrenos de cultivo.

A sua importância estratégica fez desta vila um pólo de atracção, tendo recebido o primeiro foral em 1212. Montemor foi ainda, durante séculos, terra de infantado, primeiro de D. Sancho e D. Teresa, depois de D. Afonso IV (1322), mas também de D. Pedro, Duque de Coimbra (1416). Em 1472, D. Afonso V faz Marquês de Montemor-o-Velho D. João de Portugal, mais tarde Duque de Bragança.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Realiza-se anualmente o festival internacional de teatro, Citemor. No castelo realiza-se também o festival Montemor Mediaval.

O antigo Mercado Municipal foi convertido numa galeria de arte. Existe ainda na vila o teatro Esther de Carvalho.

O Paúl de Arzila e o Paúl do Taipal são importantes parques naturais, locais de desova e crescimento de peixes e anfíbios e onde se pode avistar aves sedentárias e migratórias.

A Feira da Cebola realiza-se anualmente no dia 8 de setembro, feriado municipal.

Lendas[editar | editar código-fonte]

  • Lenda das Arcas- Há muito, muito tempo os primeiros habitantes de Montemor-o-Velho enterraram dentro das muralhas do Castelo, duas arcas. A primeira arca continha a felicidade e a riqueza. Tinha tanto ouro que se aberta fartaria todo Portugal. A outra arca é a arca maldita que contém a peste. Uma vez aberta trará a desgraça, a febre, a miséria e a fome, não tendo dó nem piedade por ninguém. Muitos, movidos pela audácia ou pelo desespero de tempos difíceis, aproximaram-se das arcas. Em épocas de crise muitos se juntaram para abrir a arca da fortuna… Mas… logo paravam atónitos e perplexos petrificados com o medo de abrir a arca da peste pois esta se aberta traria ainda mais desgraça e miséria… E as arcas lá continuam à espera de um dia alguém ter a ousadia de as procurar e a imprudência de as abrir....

Economia[editar | editar código-fonte]

Montemor-o-Velho, que em tempos foi terra de agricultores, está hoje virada para as actividades do sector terciário, em parte devido à instalação das repartições da administração, instituições financeiras e de serviços; o pequeno comércio é variado. A indústria está representada com vários estabelecimentos fabris de pequena e média dimensão.

A agricultura continua a ter grande importância. Cultiva-se o milho e o arroz com recurso a processos cada vez mais modernos e a existência de uma Escola Profissional Agrícola, a par da Cooperativa e dos serviços da Zona Agrária da DRABL, contribuem com o saber técnico que permite melhorar a produtividade dos campos.

Freguesias[editar | editar código-fonte]

As freguesias de Montemor-o-Velho são as seguintes:

Personalidades Notáveis[editar | editar código-fonte]

Cidades Irmãs[editar | editar código-fonte]

Desporto[editar | editar código-fonte]

A vila de Montemor-o-Velho possui uma das melhores pistas para canoagem da europa,sendo um local que já recebeu provas internacionais dessa modalidade.A Selecção Nacional de Canoagem treina com regularidade nesta pista.

Referências

  1. a b Instituto Nacional de Estatística dados de 2011.
  2. Instituto Geográfico do Exército (cartografia): Limites do concelho de Montemor-o-Velho
  3. hhttp://www.sjp.pr.gov.br/noticias/exposicao-de-litogravura-simboliza-aproximacao-de-sjp-com-cidades-irmas
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