Monty Python

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Monty Python
O pé de Cupido, utilizado em Monty Python's Flying Circus.
Nacionalidade Britânicos (5 membros)
Americano (1 membro)
Influências
Influenciados
Gênero literário Comédia de Sketch, Humor surreal, Nonsense
Página oficial
PythOnline

Monty Python ou The Pythons [1] [2] é um grupo de comédia britânico, que foram os criadores e intérpretes da série cômica Monty Python's Flying Circus, um programa de televisão britânico que foi ao ar pela primeira vez em 5 de outubro de 1969. Como série televisiva, consistiu de 45 episódios divididos em 4 temporadas. Entretanto o fênomeno Python não se limitou a apenas isso, espalhando-se por shows, filmes, programas de rádio e diversos jogos de computador e livros, além de lançar seus seis integrantes ao estrelato.

Sua influência na comédia chegou a ser comparada ao impacto causado na música pelos Beatles.[3] [4] Enquanto no humor britânico sua presença sempre foi nítida, nos Estados Unidos ela é especialmente evidente em programas de conteúdo absurdo como South Park, Adult Swim, trechos de Late Night with Conan O'Brien, além do programa Saturday Night Live.[5] O termo pythonesque, em tradução livre 'pythonesco', está em dicionários da língua inglesa para indiciar algo surreal ou absurdo.[6]

No Brasil uma geração de humoristas e artistas cariocas, como Regina Casé, Luís Fernando Guimarães, Evandro Mesquita, integrantes do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone[7] e programas como Casseta e Planeta Urgente! e TV Pirata[8] são exemplos do estilo non-sense sob influência do Monty Python. O cartunista Allan Sieber[9] e o ator Bruno Mazzeo,[10] mais conhecido pelo seu trabalho na série Cilada, também já admitiram gostar do grupo inglês.

Em Portugal, grupos de humoristas como os Gato Fedorento afirmam ser fortemente influenciados pelos Monty Python, no modo como os seus sketches muitas vezes tendem para o absurdo.

O nome Monty Python foi escolhido porque eles o consideraram engraçado. No documentário Live at Aspen, de 1998, o grupo revelou como o nome foi escolhido. Monty veio em tributo a Lord Montgomery, um lendário general britânico da II Guerra Mundial. Python surgiu pois eles decidiram ter uma palavra que também soasse evasiva, e essa pareceu perfeita.

Em uma enquete de 2005 para escolher O Comediante dos Comediantes realizada pela emissora britânica Channel 4, três dos seis integrantes do Monty Python foram incluídos entre os 50 maiores humoristas. Michael Palin ficou em trigésimo, Eric Idle em vigésimo-primeiro e John Cleese em segundo lugar, sendo superado apenas por Peter Cook. Recentemente todos os integrantes do grupo (menos graham chapman pois faleceu em 1989) se juntaram,para fazer um especial com os episodios mais engraçados da série.

O grupo[editar | editar código-fonte]

Originalmente composto por Eric Idle, Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin, Terry Jones, jovens atores britânicos que implementaram um novo estilo de texto e representação, marcadamente anárquico e pautado pelo completo surrealismo das cenas. Também contavam com Terry Gilliam, cartunista que trabalhara na revista Mad.

O grupo também contava com Carol Cleveland, Neil Innes e alguns outros atores, todos tendo participações menores. Também esteve em alguns sketches Connie Booth, ex-mulher de John Cleese.

De igual modo, fizeram participações especiais celebridades como Steve Martin, Douglas Adams (autor da série O Guia do Mochileiro das Galáxias), Rowan Atkinson (ator que interpreta Mr. Bean) e os ex-beatles Ringo Starr e George Harrison.

A Série[editar | editar código-fonte]

Juntos, os membros do grupo apresentaram o Monty Python's Flying Circus, um programa de humor na rede BBC, que durou de 5 de outubro de 1969 a 1974 (a última temporada sem John Cleese, que se afastou em janeiro do ano anterior).

Abertura[editar | editar código-fonte]

No início de todos os episódios, Michael Palin surgia de algum lugar do cenário vestido de eremita e dizia "It's…". Este estranho personagem ficou conhecido como "The It's Man". Logo após sua fala, as animações de Terry Gilliam ocupavam toda a tela, sendo a abertura da série.

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

Cada episódio exibia, além da abertura descrita acima, pequenas cenas de humor (sketch) e rapidas animações. Entre os diversos quadros exibidos, houve aqueles que ganharam fama e até hoje são lembrados como pérolas do humor:

  • Dead Parrot (Papagaio Morto): Um homem (John Cleese) vai a uma loja de animais para reclamar de que o papagaio que ele comprara está morto, enquanto o dono da loja (Michael Palin) tenta provar que o papagaio está apenas descansando.
  • Lumberjack Song (A Canção do Lenhador): Um barbeiro homicida (Michael Palin) que sonha em ser um lenhador. É seguido por uma canção onde o lenhador e os guardas florestais (os outros Pythons) cantam uma música um tanto excêntrica.
  • Cheese Shop (A Loja de Queijos): Uma loja de queijo que vende tudo… menos queijo.
  • Mr. Hilter (Sr. Hilter): Hitler vai à Inglaterra.
  • Silly Job Interview (A Entrevista Idiota): Originalmente pertenceu à antiga série de John Cleese, "How to Irritate People", mas foi refilmado e reusado no Flying Circus. Mostra um homem (Graham Chapman) indo a uma entrevista de emprego na qual o entrevistador tem idéias absurdas.
  • How Not To Be Seen (Como não ser visto): Mostra como não ser visto. E o que pode acontecer se você for visto. Assim como muitos outros sketches, esse foi refilmado em "And Now For Something Completely Different".
  • Argument Clinic (Clínica das discussões): Mostra um homem (Michael Palin) que vai a uma clínica na qual se vai para ter uma discussão.
  • Buying a Bed (Comprando uma Cama): Um casal (Terry Jones e Connie Booth) vão a uma loja de móveis para comprar uma cama, mas os vendedores tem certos cacoetes que complicam a venda.
  • Dirty Hungarian Phrase Book (O Livro Inglês/Húngaro de Frases Sujas): Um húngaro (John Cleese) vai a uma tabacaria com um livro de frases húngaro/inglês escrito maliciosamente com palavras trocadas.
  • What to Do With the Lower Classes (O que fazer com as Classes Baixas): Quadro curtíssimo que mostra um homem (John Clesse), presumidamente rico, dando sua opinião sobre o que fazer com os menos favorecidos.
  • Spam: Um casal vai a um restaurante cheio de vikings, onde o único tipo de comida é "SPAM", uma marca de carne enlatada.

"Inventores" do spam[editar | editar código-fonte]

Tamanha influência exerceu o grupo que, após um grupo de advogados enviar uma mesma mensagem a um grupo de discussão na internet, em 1994, o fato de o Monty Python haver, numa de suas apresentações como vikings repetirem sucessivamente o nome de um enlatado chamado spam (Spiced Ham, ou presunto temperado), por analogia (com a repetição das mensagens) este nome foi então adotado para designar aquilo que hoje, em internet, chama-se spam [3].

Pós-Python[editar | editar código-fonte]

Após o final do grupo, alguns dos membros continuaram a atuar ou dirigir em filmes e séries. Ganharam destaque:

Importância[editar | editar código-fonte]

Segundo parte da crítica de cinema, o filme Em Busca do Cálice Sagrado é um dos melhores do cinema britânico.

Mídia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

O programa que deu início ao fenômeno Python.
Dois especiais de 45 minutos feitos pelo canal Westdeuscher Rundfunk para a TV alemã. O primeiro foi gravado na Alemanha, enquanto que o segundo em inglês, com dublagem em alemão.
Seis especiais de uma hora, cada episódio apresentando o melhor de cada um dos membros.

Filmes[editar | editar código-fonte]

Foram produzidos pelo grupo diversos filmes, entre eles:

Uma coletânea de esquetes refilmadas da primeira e segunda temporada do Monty Python's Flying Circus.
O Rei Arthur e seus cavaleiros embarcam em uma jornada com sérias restrições orçamentárias em busca do Cálice Sagrado, encontrando vários obstáculos cômicos pelo caminho.
Documentário que mostra a apresentação do grupo junto com o comediante Peter Cook e cenas dos bastidores.
Brian veio ao mundo no primeiro Natal, perto do estábulo em que também nasceu Jesus. Ele passa o resto de sua vida sendo confundido com um messias.
Apresentação ao vivo dirigida por Ian MacNaughton.
Uma reflexão sobre o sentido da vida em uma série de esquetes que vão desde a concepção até a morte e além mais.

Não são do grupo, embora sejam atribuídos [4] erroneamente a eles:

Um filme sério comparado a todos os outros, que satiriza de uma maneira não exatamente engraçada a vida na Idade Média. Conta sobre Dennis, que enfrenta Jabberwocky, um dragão.
É um filme um pouco mais sério, e que abrange conceitos interessantes de perspectiva e fé, ainda com um pouco do estilo de comédia Monty Python, que foca a jornada de um viking em busca de uma terra fantástica.

Álbuns[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Escrito por Eric Idle, dirigido por Mike Nichols, com música e letras por John Du Prez e Eric Idle, e estrelando Hank Azaria, Tim Curry e David Hyde Pierce, Spamalot é uma adaptação musical do filme de 1975. Foi apresentado em Chicago de 21 de dezembro de 2004 até 23 de janeiro de 2005, passando a ser exibido na Broadway em 17 de março de 2005.
  • Monty Python's Flying Circus - A primeira e única versão autorizada do programa de TV está atualmente em turnê pela Grã Bretanha, apesar de ser apresentada em francês.

Referências

  1. Wilmut (1980), p.250.
  2. The Pythons by 'The Pythons' ISBN
  3. Todd Leopold. How Monty Python changed the world. CNN. Página visitada em 2007-03-30.
  4. Mark Lewisohn. Monty Python's Flying Circus. The bbc.uk.co Guide to Comedy. BBC. Página visitada em 2007-03-31. "In essence, the Monty Python team are the comedy equivalent of the Beatles."
  5. … não diferente de Monty Python's Flying Circus, uma das das influências admitidas… em: [1]
  6. [2]
  7. Click Cultural. Biografia de Grupos: Asdrúbal Trouxe o Trombone. Página visitada em 21 de abril de 2010.
  8. Nada ou ninguém sobrevivia a uma piada da turma que, no Brasil, inspirou o clássico programa "TV Pirata" e influenciou a galera do "Casseta & Planeta". em: Notícia Globo.com
  9. Assisti muito e vi quase todos os filmes - diz o cartunista Allan Sieber. Em: Notícia, O Globo
  10. Adoro o Monty Python. Com certeza, eles estão entre as minhas referências, aquelas coisas que eu me acostumei a ver e ficaram armazenadas no HD interno do meu cérebro. - diz Mazzeo, que, além do "Cilada", também fez roteiros para os programas "Sob nova direção" e "A diarista". em: Revista da TV - Globo.com

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Monty Python

(em inglês):

(em português):