Moody's

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A Moody's Investors Service é uma agência de classificação de risco de crédito.

Críticas[editar | editar código-fonte]

A Moody's e suas congêneres têm sido objeto de críticas desde a Crise do subprime, quando todas atribuíram bons ratings ("grau de investimento") ao banco Lehman Brothers, poucas semanas antes que este pedisse concordata, em 2008. As agências de classificação de risco também não previram a falência dos bancos islandeses , que ocorreu pouco tempo depois, e nem a quase moratória da Islândia, país que até então era tido como um modelo. Alguns bancos islandeses chegaram a receber o Triple A, a melhor das avaliações - que nem mesmo bancos bem mais sólidos, como o J. P. Morgan e o Bank of America, haviam alcançado.[1]

Classificação das obrigações a longo prazo[editar | editar código-fonte]

A taxonomia, os critérios de classificação e os ratings atribuídos pela Moody's apresentam algumas diferenças relativamente a outras agências assemelhadas.

Grau de investimento

  • Aaa: Moody denota como "Aaa" as da mais alta qualidade,[2] com o "menor grau de risco".[3] [4]
  • Aa (Aa1, Aa2, Aa3): a Moody's classifica obrigações como "Aa" como sendo de alta qualidade, com "risco de crédito muito baixo",[2] mas "cuja susceptibilidade a riscos de longo prazo aparente ser de algum modo maior".[3] (AA+, AA e AA- nos ratings da S&P)
  • A (A1, A2, A3): a Moody's classifica obrigações como "A" as "grau médio-alto", sujeitas a "baixo risco de crédito",[2] mas que têm elementos que "sugerem uma susceptibilidade a "impairmente" a longo prazo".[3] (A+, A e A- nos ratings da S&P)
  • Baa1, Baa2, Baa3: a Moody's classifica obrigações como "Baa" como sendo de "risco de crédito moderado".[2] Para elas há "elementos de proteção que poderão estar em falta ou poderão ser caracteristicamente inconfiáveis".[3]

Grau especulativo (também "High Yield" ou "Junk")

  • Ba1, Ba2, Ba3: a Moody's classifica obrigações como "Ba" as quer tenham "questionável qualidade de crédito."[3]
  • B1, B2, B3: a Moody's classifica obrigações como "B" as especulativas e "sujeitas a alto risco de crédito",[2] e tenham "geralmente pobre qualidade de crédito."[3]
  • Caa1, Caa2, Caa3: a Moody's classifica obrigações como "Caa" as que tenham "pobre posicionamento e sejam sujeitas a risco de crédito muito alto",[2] e tenham "extremamente pobre qualidade de crédito."[3]
  • Ca: a Moody's classifica obrigações como "Ca" quando "altamente especulativas"[2] e "normalmente em falta com as obrigações de depósito".[3]
  • C: a Moody's classifica obrigações como "C" as que sejam da "mais baixa classe de títulos e habitualmente em falta"[2] e "potencialmente de valores de recuperação baixos".[3]

Especiais

  • WR: Withdrawn Rating[5]
  • NR: Not Rated[5]
  • P: Provisional

Referências

  1. A grande ilusão: depois da farra, o colapso - o choque, a confusão e a revolta no país mais afetado pela crise econômica mundial, por João Moreira Salles. Piauí, ed. n° 28, janeiro de 2009.
  2. a b c d e f g h Moody's Rating Symbols & Definitions (PDF).
  3. a b c d e f g h i Ratings Definitions moodys.com. Moody's Investors Service (2011).
  4. Report on the Activities of Credit Rating Agencies The Technical Committee of the International Organization of Securities Commissions (September 2003).
  5. a b Moody's Rating Symbols & Definitions (PDF). "Withdrawn - WR ... Not Rated - NR"

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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