Moria

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Para o jogo de computador, consulte Moria.

Moria (Sindarin para "Abismos Negros") era, na obra de J.R.R.Tolkien, um nome dado pelos Eldar ao enorme complexo subterrâneo no noroeste da Terra-Média, de túneis, minas, câmaras, salões que percorriam sob as Montanhas da Névoa. Lá, por milhares de anos moraram o clã dos Anões chamado de Barbas Longas, estes chamavam Moria de Khazad-dûm (algo como Caverna dos Anões).

História[editar | editar código-fonte]

Primeira Era[editar | editar código-fonte]

Esse reino fora fundado por Durin, o Imortal muito antes da criação do Sol e da Lua. Durin havia despertado no Monte Gundabad não muito depois dos Elfos, e foi o mais velho dos Sete Pais dos Anões, tendo grande proeminência entre eles.

Do Monte Gundabad, o clã de Durin foi para o sul sob ataque de orcs de Morgoth, e Durin encontrou um vale sobre o qual se erguiam três montanhas cintilantes de neve, e no qual havia várias pequenas cachoeiras que desaguavam num lago ovalado, que parecia mágico: "Lá brilhavam estrelas como jóias nas profundezas, muito embora o sol brilhasse no céu". Durin então nomeou o lago de Kheled-zarâm, o Lago-espelho. Os três picos que sombreavam o lago eram Barazinbar, ou Caradhras, Zirakzigil, ou Celebdil e Bundushathûr, ou Fanuidhol.

Os descendentes de Durin ergueram um monolito cheio de runas no exato lugar em que ele havia primeiramente contemplado o Lago-espelho, e, mesmo que as runas tivessem sido apagadas pelo tempo, a influência de Durin, o Imortal jamais foi esquecida. Moria cresceu em tamanho e população nos tempos de Durin, até que tornou-se o maior reino dos Anões, e isso se deu mesmo antes da Volta dos Noldor.

Depois da morte de Durin, a reputação de seu reino continuou a crescer, não apenas por ser seu povo descendente do mais velho dos Sete Pais dos Anões, nem pelo tamanho do reino, mas porque somente lá se encontrava Mithril, um metal muito resistente, usado em fabricaçoes de armas e armaduras,como bilbo disse "mithirl...é leve como a pena e duro como escamas de dragão"...

Segunda Era[editar | editar código-fonte]

Depois da destruição de Beleriand, muitos Anões das cidades arruinadas de Nogrod e Belegost se refugiaram em Khazad-dûm, aumentando ainda mais seu poderio, e junto com uma aliança com Humanos, os Anões venceram facilmente os Orcs, aumentando sua área de domínio.

Com a fundação do reino de Eregion a oeste de Moria, os Elfos e os Anões mantiveram relações amistosas. Inclusive muitos elfos auxiliaram no desenvolvimento dos salões de Khazad-dûm, tornando-a muito mais bela neste período. Celebrimbor (neto do elfo Noldorin Fëanor) e Narvi fizeram juntos os Portões Oeste. Essas portas permitiram que a Senhora-élfica Galadriel passasse para o leste de modo a consolidar seu reino, Lothlórien.

Os Portões Oeste e os Grandes Portões continuaram como os únicos conhecidos, mas se provaram úteis durante a Guerra dos Elfos e de Sauron, o Segundo Senhor do Escuro, na metade da Segunda Era: depois de vencer os elfos de Eregion, as hostes de Sauron foram surpreendidas por um ataque maciço de Anões de Khazad-dûm, que se retiraram para trás dos portões de Narvi quando seu propósito foi atingido. Depois disso, Sauron passou a odiar Khazad-dûm e atacá-la sempre que possível. Embora encontrasse grandiosa resistência, o povo de Durin passou a diminuir.

Terceira Era[editar | editar código-fonte]

Com a primeira derrota de Sauron Khazad-dûm pode de certa forma se recuperar, e somente 1300 anos depois os ataques de goblins (uma raça inferior de orcs) recomeçaram. Mas o perigo de fora não era o maior: como as minas de Mithril mais superficiais haviam se esgotado, os Anões cavaram mais fundo, acabando por despertar um demônio de Morgoth, o Primeiro Senhor do Escuro: um Balrog. Esse balrog acabou matando o Rei Durin VI, e seu filho, Náin. Os Anões não conseguiram vencê-lo, e fugiram então para Erebor. Esse balrog ficou conhecido como A Ruína de Durin. Khazad-dûm ficou deserta, e os elfos aí a renomearam Moria. Os Orcs das Montanhas Nebulosas se alojaram lá, provavelmente por ordens de Sauron.

Muitos séculos depois, despachado de Erebor pelo Dragão Smaug, Thrór, herdeiro de Durin tentou recuperar Moria, mas foi assassinado pelo chefe Orc Azog. Houve uma Batalha, a Guerra dos Anões e Orcs, na qual Azog foi decapitado por Dáin II, Pé-de-ferro. No entanto, os Anões sofreram grandes perdas e não ousaram enfrentar a Ruína de Durin. Os Anões tiveram de queimar seus mortos já que não dispunham de criptas suficientes. Depois disso, Thrór, filho de Thráin II tentou recuperar as minas, mas Dáin o impediu e profetisou que um poder que não era dos anões deveria chegar antes que o povo de Durin pudesse retornar a Moria.

Perto do fim da Terceira Era, o Anão Balin trouxe alguns companheiros para tentar reabrir a cidade, mesmo contra o desejo do Rei. No início tudo deu certo, mas cinco anos depois os Orcs destruíram a cidade. O Rei Dáin foi por duas vezes visitado por mensageiros de Mordor, a mando de Sauron, que dizia devolver três dos Anéis dos Anões se ele ajudasse na procura do Um Anel.

A Sociedade do Anel passou pelos Portões de Narvi no ano 3019 da Terceira Era, e a essa epóca os Grandes Portões já estavam desmoronados. Uma grande parte do subterrâneo estava inundada e inacessível, e eles contavam que a maioria dos orcs já devesse ter sido morta durante a Batalha dos Cinco Exércitos, mas eles tiveram de enfrentar um grande número de orcs e um Troll, antes de encontrar com a própria Ruína de Durin, contra qual Gandalf lutou, e os dois, Balrog e Mago caíram no abismo. O resto da Sociedade conseguiu escapar, e Gandalf e a Ruína de Durin continuaram sua batalha épica longe de outros olhos, nas profundezas de Moria.

Quarta Era[editar | editar código-fonte]

Mesmo depois de seu exílio de Khazad-dûm, os Anões nunca deixaram de ansiar por seu reino, mesmo depois de mil anos terem passado. Com a morte do Balrog, a Ruína de Durin, o caminho estava livre para que eles a reconquistassem, e consta que em algum século da Quarta Era, Durin VII liderou seu povo de volta para seu reino, conseguindo recuperar algumas antigas riquezas da antes poderosíssima Khazad-dûm.

A geografia de Khazad-dûm[editar | editar código-fonte]

O Portão Oeste[editar | editar código-fonte]

Elas eram feitas de Ithildin, que somente refletiam a luz da lua e das estrelas. Ithildin foi criada pelos elfos a partir do Mithril, e nas portas em questão, quando a lua estava cheia, linhas finas e prateadas apareceriam, delineando a porta secreta. Os desenhos no arco foram feitos por Celebrimbor, e mostravam um martelo e uma bigorna (emblemas de Durin), uma coroa e sete estrelas, duas árvores encimadas por luas crescentes e uma única estrela, a Estrela da Casa de Fëanor, de quem Celebrimbor era neto. As inscrições eram, em Élfico-cinzento, "Ennin Durin aran Moria. Pedo mellon a minno", "As Portas de Durin, Rei de Moria. Fale, amigo, e entre." A senha para que os portões se abrissem era Amigo.

Pouco depois de a Comitiva do Anel ter atravessado os portões, o Vigia na Água, uma criatura com tentáculos, atacou a Comitiva e derrubou dois grandes Azevinhos que cresciam ao lado das portas, bloqueando a passagem, e também empilhou rochas na frente dos portões. No filme O Senhor dos Anéis, de Peter Jackson, o Vigia destrói os Portões inteiros.

Câmara de Mazarbul[editar | editar código-fonte]

Era a Câmara dos Registros, na qual se encontrava o túmulo de Balin. Lá havia uma nesga de luz do sol que entrava e batia diretamente sobre a tumba. Duas portas de pedra levavam à câmara. Numa das muitas reentrâncias feitas na parede encontrou-se o Livro de Mazarbul, que continha alguns detalhes sobre um ataque de orcs a Khazad-dûm. Nessa câmara houve uma luta entre um bando de orcs de Moria e um troll das cavernas. Foi lá também que Gandalf deu sua primeira investida contra o Balrog.

A Ponte de Durin[editar | editar código-fonte]

A Ponte de Khazad-dûm era uma ponte estreita de pedra que atravessava uma fenda e levava até próximo aos Portões Leste de Moria, e foi feita para guardá-los. Era uma antiga defesa contra qualquer inimigo que pode ter passado o portão Dimrill (o portão leste) e capturar o Primeiro Salão e as passagens exteriores. Era muito útil por seu grande poder de defesa, já que, sendo, sem corrimão e com pouco mais de 15 metros de comprimento, muito estreita, obrigava quem quisesse atravessá-la a passar em fila indiana, expondo os passantes às flechadas dos Anões.

No primeiro volume do Senhor dos Anéis, a Sociedade do Anel, a Comitiva, que passava por Moria, é obrigada a atravessar a ponte, mas lá eles encontraram a Ruína de Durin. Gandalf então desafiou um Balrog, um espírito Maiar (veja a relação entre Gandalf, um Istar, e os Balrogs no artigo Maiar). Durante a luta, Gandalf quebrou a parte da ponte em que estava o Balrog[1] .

A Escada Interminável[editar | editar código-fonte]

A Escada Interminável seguia da mais baixa masmorra de Moria até a Torre de Durin, no pico de Celebdil. Essa escada era legendária para os Anões, e muitos nem sequer acreditavam em sua existência, mas Gandalf confirmou isso a Gimli, ao recontar sua luta com o Balrog, que encontrou seu fim na Torre de Durin. Essa torre foi destruída. A altura é incalculável, mas Gandalf afirma a Gimli ter escalado muitos milhares de degraus em espiral.

No livro Eragon, de Christopher Paolini há uma estrutura semelhante chamada Vol Turin, traduzida como A Escadaria Interminável

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências