Morro da Coroa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde Dezembro de 2008).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.

O Morro da Coroa (favela), de pequeno porte, localizada no bairro de Santa Teresa, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, próxima à divisa com o bairro d Catumbi (bairro do Rio de Janeiro).

MORRO DA COROA HISTÓRIA DE CRIAÇÃO DA COMUNIDADE

Favela carioca pertencente ao Complexo de Santa Teresa, tomada pela UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) em 25 de fevereiro de 2011, é de influente participação na formação da população carioca onde possui diversas histórias sobre sua origem. Dentre estas, a que a comunidade ocupou um espaço que durante o Império, foi utilizado como um haras para os cavalariços da coroa e daí o nome Morro da Coroa; uma alusão ao regime de governo da época. Em fatos provados contemporaneamente, descobriram-se cavernas que serviam de esconderijo para os escravos em fuga na área do morro, o que ratifica essa primeira teoria como a inspiradora do nome. Uma dessas cavernas que ficou famosa na época de sua descoberta, foi a localizada no terreno da antiga casa da boleira Dona Carminha, onde atualmente foi encoberta a entrada e tornou-se a parede do bebedouro do salão da Luciana, na Praça Amor de Mãe.

Moradores mais antigos relatam que o nome coroa refere-se ao antigo campo de futebol que existia na parte mais alta do morro, o cume, o topo, ou seja a “coroa” em meados dos anos 30. Uma terceira versão diz que o nome faria referência ao formato arredondado do topo do morro e nessa região, onde foram construídos os barracos mais antigos enfileirados lado a lado, seriam as pontas da coroa. De todas as três histórias de criação da comunidade a mais próxima da verdadeira é a primeira, pois há ainda as tais cavernas para comprovar que pelo menos escravos foragidos haviam na região. Diversos processos de popularização também são característicos do Morro da Coroa.

O morro, cuja ocupação começou em 1946, iniciou o processo de expansão após a derrubada da favela de Santo Antônio que ocasionou a emigração de alguns moradores da antiga localidade e consequente assentamento na nova área. Na época, haviam ainda poucos barracos na região mas com o passar dos anos, no entanto, logo houve a necessidade de criar uma associação de moradores para conter o crescimento acelerado e desordenado da comunidade. Deu-se início a formalização para criar a Sociedade dos Amigos do Morro da Coroa (SAMC) cujo Estatuto Social preconiza, desde esse avanço formal, a "PROMOÇÃO DO BEM ESTAR DA COMUNIDADE ADMINISTRANDO OS BENS DE USO COMUM E A REPRESENTAÇÃO DOS MORADORES PERANTE OS PODERES PÚBLICOS".

A fim de registro, com as chuvas de 1982, que provocaram deslizamentos e mortes na comunidade, a SAMC viu a necessidade de ampliar suas lutas não só por melhorias físicas na localidade mas também a valorização da auto-estima e a criação da autonomia dos indivíduos, auxiliando no enfrentamento da pobreza e exclusão social. Atualmente, os moradores ocupam cerca de 5.400 residências no Morro da Coroa, cada um deles tem em média 3.16 moradores, uma das taxas mais baixas para comunidades carentes na cidade do Rio de Janeiro, totalizando mais de 15.000 moradores.

Com uma área total que corresponde a 82.934 m², está entre as primeiras regiões ocupadas do Rio de Janeiro. Outro dado que também chama atenção é o número de trabalhadores com mão de obra qualificada para atender a demanda do centro da cidade. O novo censo mostrou que a faixa etária mais expressiva é a dos 06 aos 14 anos na comunidade e os últimos números do IBGE, revelados no dia 1º de julho de 2010, mostrou que há 88 homens para cada 100 mulheres moradoras do Morro da Coroa, resultando em mais chefes de família do sexo feminino. A comunidade, em constantes melhoramentos, cresce à passos largos e vem se tornando um ponto de visitação turística, com uma vista espetacular da Apoteose do Samba e do centro da cidade do Rio de Janeiro. Ao longo dos anos seguintes, várias conquistas foram agregadas à comunidade, tais como: criação da primeira região administrativa, serviço postal, gari comunitário, bombeiro hidráulico, assistência jurídica, reforço escolar, cursos de línguas e informática, horta comunitária, alfabetização de adultos, acupuntura além do famoso Projeto Vida Nova, em parceria com o Governo do Estado no intuito de resgatar e prevenir os jovens em situação de vulnerabilidade social.