Morte e Vida Severina

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Morte e vida severina)
Ir para: navegação, pesquisa
Morte e Vida Severina
Capa (1a edição)
Autor (es) João Cabral de Melo Neto
Série Duas Águas
Editora TUCA
Lançamento 1968

Morte e Vida severina é um livro do escritor brasileiro João Cabral de Melo Neto, escrito entre 1954 e 1955 e publicado em 1955.

O nome do livro é uma alusão ao sofrimento enfrentado pela personagem.

O livro apresenta um poema dramático, que relata a dura trajetória de um migrante nordestino (retirante) em busca de uma vida mais fácil e favorável no litoral.

Adaptações[editar | editar código-fonte]

Cartaz da montagem do poema realizada pelo Teatro da Universidade Católica de São Paulo, em 1968.

Teatro[editar | editar código-fonte]

Em 1965, Roberto Freire, diretor do teatro TUCA da PUC de São Paulo pediu ao então muito jovem Chico Buarque que musicasse a obra. Desde então sua presença no teatro brasileiro tem sido constante, tendo a peça se tornado um sucesso, inclusive recebendo premiação num festival universitário de Nancy na França.

Cinema e televisão[editar | editar código-fonte]

A obra foi parcialmente adaptada ao cinema em 1977, por Zelito Viana com participação de, entre outros José Dumont no papel de Severino, Sebastião Vasconcelos como Mestre Carpina e Tânia Alves. [1]

A TV Globo produziu, em 1981, uma versão especial em teleteatro com José Dumont e Elba Ramalho

Desenho Animado[editar | editar código-fonte]

Morte e Vida Severina em Desenho Animado é uma versão audiovisual da obra prima de João Cabral de Melo Neto, adaptada para os quadrinhos pelo cartuinista Miguel Falcão. Preservando o texto original, a animação 3D dá vida e movimento aos personagens deste auto de natal pernambucano, publicado originalmente em 1955.

Em preto e branco, fiel à aspereza do texto e aos traços dos quadrinhos, a animação narra a dura caminhada de Severino, um retirante nordestino, que migra do sertão para o litoral pernambucano em busca de uma vida melhor.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Morte e Vida Severina

O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI

— O meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.

—João Cabral de Melo Neto

Gênero[editar | editar código-fonte]

O poema é narrativo com seu gênero predominantemente lírico, mas com presença dramática. Consiste em duas partes: antes de chegar em Recife e depois. Antes de chegar chamamos de caminho ou fuga da morte; e depois em o presépio ou encontro da vida. O poema é feito em redondilha maior (sete sílabas métricas).

Primeira apresentação[editar | editar código-fonte]

A primeira representação de Morte e Vida Severina se deu com um grupo de teatro do Pará em 1957. A peça foi ensaiada e montada pela primeira vez em Belém pelo grupo Norte Teatro Escola e depois foi levada para o I Festival Nacional de Teatro de Estudantes, em Recife (1957), sendo promovido por Paschoal Carlos Magno. A montagem foi premiada, tendo o ator Carlos Miranda, intérprete de Severino, obtido o primeiro prêmio como revelação de ator. [2] .

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Morte e Vida Severina

o espaço[editar | editar código-fonte]

O espaço possui um movimento de deslocamento: o retirante faz a travessia do Agreste para a Caatinga, da Zona da Mata para o Recife, ou seja, sai da serra, mais especificamente da Serra da Costela, e vai para o litoral, para Recife. Durante esse deslocamento que ele faz, em busca da vida, depara-se com tantas mortes e miséria, que pensa em se atirar no rio e apressar a própria morte. A história é narrada em primeira pessoa, pelo personagem Severino e é composta de monólogos e diálogos com outros personagens.

Ícone de esboço Este artigo sobre um livro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Referências

  1. Morte e Vida Severina Cinemateca Brasileira. (s/data). Página visitada em 16/4/2014. "Baseada nos poemas "O Rio" e "Morte e vida severina" de Melo Neto, João Cabral de."
  2. http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-147191-MARIA+SYLVIA+NUNES++UM+ICONE+DA+ARTE.html