Mos

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Espanha Mos  
—  Município  —
Pazo de Mos
Pazo de Mos
Brasão de armas de Mos
Brasão de armas
Localização do concelho de Mos na Galiza
Localização do concelho de Mos na Galiza
Mos está localizado em: Província de Pontevedra
Mos
Localização de Mos na província de Pontevedra
Mos está localizado em: Espanha
Mos
Localização de Mos na Espanha
42° 13' N 8° 36' O
Comunidade autónoma Galiza
Província Pontevedra
Comarca Vigo
 - Alcaide Nidia Arévalo (2011, PPdeG)
Área
 - Total 53,2 km²
Altitude 400 m (1 312 pés)
População (2012)[1]
 - Total 15 267
    • Densidade 286,97/km2 
Gentílico: Mosense
Código postal 3641x
Sítio www.mos.es

Mos é um município (concello em galego) da província de Pontevedra, Galiza, noroeste de Espanha. Pertence à comarca de Vigo, tem 53,2 km² de área e em 2012 a população do município era de 15 267 habitantes (densidade: 287 hab./km²).[1] O seu gentílico em galego é mosense.

Situa-se no vale do rio Louro, um afluente do rio Minho que cruza o município de nordeste a sudoeste e ao qual aflui o ribeiro Perral. Faz parte da comarca histórica do Vale da Louriña (ou Terras de A Louriña). Encontra-se a pouco mais de 12 km a leste-sudeste de Vigo, 7 km a norte do Porrinho e 22 km a norte de Tui e da fronteira portuguesa (distâncias por estrada).

O município tem dez paróquias: Cela, Dornelas, Guizán, Louredo, Mos, Pereiras, Petelos, Sanguiñeda, Tameiga e Torroso.

História[editar | editar código-fonte]

Em Mos existem abundantes vestígios arqueológicos que testemunham uma ocupação intensa do território. No entanto, além da existência de povoamentos pré-históricos documentados pelo castro de Torroso Campo de Mamoas e da Pedra Cavaleira (dólmen com restos de corredor incipiente), não há dados até à romanização. Durante o período romano, o território de Mos era atravessado pela estrada romana que ligava Bracara Augusta (atual Braga) a Lugo e Astorga, a Via XIX no Itinerário de Antonino.

Em meados do século XIII a vila era conhecida com o nome de Molis. As dez paróquias da parte mais alta do Vale da Louriña, que constituem o atual concelho de Mos, estavam primitivamente divididas em três jurisdições distintas, pertencentes à antiga província de Tui. O Conde de Salvaterra administrava as paróquias de Cela, Dornelas, Petelos e Sanguiñeda, enquanto que Louredo, Guizán, Pereiras e Tameiga dependiam do Conde de Maceda, que era também proprietário do Pazo de Santo Antoíño. Contudo, a casa mais influente na região era a do Marquês de Mos, que detinha a jurisdição as paróquias de Mos e Torroso. O ayuntamiento de Mos começou a usar o título de villa (vila) no último terço do século XVII, uso que manteve até ao início do século XIX.

Entre 1685 e 1686, Gabriel de Quirós recebe o título de Marquês de Mos das mãos de Carlos II. Desde 1776 que tem grandeza de Espanha, uma mercê outorgada por a Benito Correa y Sarmiento, quarto marquês de Mos. Em 1810 foram unidos os marquesados de Mos e de Valadares, pela morte do titular do segundo sem descendência. Em 1908, com a morte do marquês de La Vega de Armijo e de Mos, a propriedade passa para uma sobrinha, María Vinials, marquesa de Ayerbe.

Com a criação dos primeiros municípios constitucionais em Espanha, em 1833, foi criado o concelho de Mos, desde o início formado pelas atuais dez paróquias. A única mudança importante deu-se em 1935, com a polémica transferência da capital de Mos para Petelos.

Património histórico e monumental[editar | editar código-fonte]

Da época romana conserva-se um marco miliário da estrada romana entre Braga e Lugo. Atualmente parte dessa via faz parte do Caminho Português de Santiago.

O pazo (palácio) de Mos, datado do século XVI e recentemente restaurado, deu nome ao município e o seu escudo deu origem ao atual brasão da vila.

O pazo de Santo Antoíño situa-se na paróquia de Louredo. Foi construído no século XIV e reconstruído no século XVIII. Tem uma capela do século XVI.

Há numerosas igrejas espalhadas pelas paróquias, entre elas a de Louredo, que conserva o seu tímpano românico, embora tenha sido restaurada no século XVIII. A igreja de Guizán também conserva a porta românica e a igreja de Sanguiñeda, datada de 1685, conta com esculturas que se supõe serem procedentes de um templo românico anterior.

As últimas administrações municipais têm vindo a restaurar muitos moinhos abandonados há décadas.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Distribuição de bairros e localidades por paróquias
Paróquia Bairros e localidades
Cela (San Pedro) Arufe, Atín, Cabanelas, Coto, Herville, Iglesia, Pardellas, Sequeiros
Dornelas (Santa María) Brea, Castros, Cotiño, Pedreira
Guizán (Santa María) Fraela, Rejomil, Sobrans
Louredo (San Salvador) Arrufana, Candosa, Casanova, Cortiñas, Eiragrande, Enxertado, Pantaño, Pombal, Quintal, San Antoíño, Torroira
Mos (Santa Eulalia) Cantín, Castro, Espain, Gándara, Pedrapinta, Regadas, Rúa, Santa Marta, Sobrado, Zapateira
Pereiras (San Miguel) Campo de Eiro, Casal, Casalmorto, A Florida, San Rafael, Roublín, As Vides
Petelos (San Mamede) Rubial, Balteiro, Barro, Estivada, Laxe, Porteliña, Regenjo, Veigadaña
Sanguiñeda (Santa María) Agueiro, Amieirolongo, Ansar, Áreas, Cerqueirás, Angustias, Monte, Piñeiro
Tameiga (San Martiño) Bosende, Camaña, Casal, Igrexa, Pedraucha, Puxeiros, Rans, Rebullón, San Eleuterio
Torroso (San Mamede) Barreiros, Cabezal, Carballeira, Cerdedelo, Cotofe, Fontiña, Iglesia, Louriño, Outeiro, Peinador, San Xoán, Seixabre y Texe

Demografia[editar | editar código-fonte]

População de Mos (1900 – 2012)
1900 1930 1950 1981 1991 1996 2001 2004 2009 2012
6 094 7 367 8 876 13 102 13 435 13 755 14 127 14 214 14 650 15 267
   +20,9%  +20,5%  +47,6%  +2,5%  +2,4%  +2,7%  +0,6%  +3,1%  +4,2%

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b Padrón municipal: Cifras oficiales de población desde 1996 (em espanhol). www.ine.es. Instituto Nacional de Estatística de Espanha. Página visitada em 15 de janeiro de 2013.
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