Mosquete

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém uma ou mais fontes no fim do texto, mas nenhuma é citada no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde agosto de 2011)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.
Mosquetes e Baionetas.

O mosquete é uma das primeiras armas de fogo usadas pela infantaria entre os séculos XVI e XVIII. Trata-se de uma evolução do "arcabuz", semelhante a uma espingarda porém muito mais pesado, com o cano de até 1,5 metros sobre a culatra de madeira. Introduzida no século XVI, é a predecessora da espingarda moderna.

Esta arma de fogo portátil foi usada pela infantaria das potências européia, por um período, concomitante com a besta ou "balestra" até substituí-la integralmente.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

De acordo com algumas fontes, a palavra teria origem no italiano, moschetto, que por sua vez viria de moschetta, uma pequena pedra disparada pela balista. Moschetta, por sua vez, significa uma pequena mosca, o insecto. Outras fontes afirmam que a origem do nome vem da palavra francesa mousquette, que é um gavião, sendo comum as armas de fogo receberem nomes de animais.

Mecanismo de disparo[editar | editar código-fonte]

Até cerca de 1650, o mosquete, em virtude do seu peso, precisava ser apoiado no solo por uma vara com uma forquilha em cima, para possibilitar a mira e o disparo. O mecanismo de disparo do mosquete exigia um procedimento complicado, um ritual que só se completava em cerca de três minutos: primeiro o mosqueteiro despejava pelo cano da arma a pólvora de um dos cartuchos e firmava-a na recâmara com uma bucha de estopa - socada com a vareta da forquilha. Somente depois desse procedimento a bala era introduzida, acompanhada de outra bucha. Pronto o cano, iniciava-se, então, o preparo da culatra, onde um recipiente circular, a caçoleta, recebia uma carga de pólvora fina para finalmente produzir o tiro. O sistema de disparo constava de mechas incendiárias como no arcabuz, exceto nos modelos mais modernos, que usaram chaves de faíscas como nos primeiros fuzis. Seu alcance máximo era de 90 a 100 metros.

"Os mosqueteiros do rei"[editar | editar código-fonte]

Mosqueteiros Prussianos ao ataque.

Dada a lentidão do tiro do mosquete, os mosqueteiros combatiam juntamente com unidades de lanceiros, que no intervalo entre os disparos lhes davam proteção. Em 1600, o rei francês Henrique IV criou uma guarda pessoal constituída por fidalgos. Foi Luís XIII, em 1622, que muniu a unidade com mosquetes e ela tornou-se conhecida como "os mosqueteiros do rei".

A segunda companhia surgiu para proteger o Cardeal Richelieu. Foi herdada pelo Cardeal Mazarino, para depois, em 1660, servir ao rei Luís XIV.

No século XVI os senhores da guerra perceberam as vantagens do mosquete como arma de infantaria. O Duque de Alba, por exemplo, equipou com a nova arma diversas unidades do exército espanhol durante as vitoriosas campanhas contra os hereges, sob o reinado de Carlos V. No século seguinte, a maioria dos exércitos europeus dispunha de força de mosqueteiros.


Guerra Civil Americana[editar | editar código-fonte]

Mosquete Enfield de 1858 em uma reencenação de uma batalha da guerra civil americana

O mosquete foi uma das principais armas de infantaria utilizadas na Guerra Civil Americana, principalmente nos primeiros anos da guerra. O exército confederado, devido ao escasso número de fábricas de armamentos, utilizou o mosquete mais frequentemente do que o exército da União. [1]


Ver também[editar | editar código-fonte]


Referências

  1. Hess, Earl J.. The Rifle Musket in Civil War Combat: Reality and Myth. Kansas: University Press of Kansas, 1986. 288 pp. ISBN 0-70061607-1.