Mossoró

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Município de Mossoró
""Capital do Oeste Potiguar"[1]
"Capital Cultural do Rio Grande do Norte"[1]
"Terra de Santa Luzia"[2]
"Capital do semiárido"[3]
"Terra do Sol, do Sal e do Petróleo"[4]
"Terra da Liberdade[5] "
Praça Rodolfo Fernandes, no centro da cidade.

Praça Rodolfo Fernandes, no centro da cidade.
Bandeira de Mossoró
Brasão de Mossoró
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 15 de março de 1852 (162 anos)
Gentílico mossoroense
Prefeito(a) Silveira Jr. (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Mossoró
Localização de Mossoró no Rio Grande do Norte
Mossoró está localizado em: Brasil
Mossoró
Localização de Mossoró no Brasil
05° 11' 16" S 37° 20' 38" O05° 11' 16" S 37° 20' 38" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Oeste Potiguar IBGE/2008[6]
Microrregião Mossoró IBGE/2008[6]
Municípios limítrofes Tibau e Grossos (ao norte), Areia Branca (a nordeste), Serra do Mel (a leste), Assu (a sudeste), Upanema e Governador Dix-Sept Rosado (ao sul), Baraúna (a oeste) e Aracati (CE) (a noroeste).
Distância até a capital 281 km[7]
Características geográficas
Área 2 099,333 km² (RN: 1º)[8]
População 280 314 hab. (RN: 2º) –  IBGE/2013[9]
Densidade 133,53 hab./km²
Altitude 16 m [10]
Clima semiárido BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,720 (RN: 3°) – alto PNUD/2010[11]
PIB R$ 3 496 776 mil IBGE/2010[12]
PIB per capita R$ 13,455 04 IBGE/2010[12]
Página oficial
Prefeitura http://www.prefeiturademossoro.com.br/

Mossoró(ver ortografia) é um município brasileiro no interior do estado do Rio Grande do Norte. Pertence à mesorregião do Oeste Potiguar e à microrregião homônima, localizando-se a uma distância de 281 quilômetros a noroeste da capital do estado, Natal. Ocupa uma área de 2 099,333 km², o maior município do estado em área, sendo que 11,5834 km² estão em perímetro urbano.[10] Em 2013 sua população foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 280 314 habitantes, sendo o segundo mais populoso do Rio Grande do Norte (ficando atrás somente da capital) e o 92º de todo o país.

A sede tem uma temperatura média anual de 27,2 °C e na vegetação original do município pode-se observar a presença da caatinga hiperxerófila, carnaubal e a vegetação halófica. Com uma taxa de urbanização 91,31 %, o município contava em 2009 com 115 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,720, considerado alto pelo PNUD e o terceiro maior do estado.

Localizada entre duas capitais, Natal e Fortaleza, às quais é ligada pela BR-304, Mossoró é uma das principais cidades do interior nordestino,[13] e atualmente vive um intenso crescimento econômico e de infraestrutura,[14] considerada uma das cidades de médio porte brasileiras mais atraentes para investimentos no país.[15] O município é o maior produtor em terra, de petróleo no país,[16] como também de sal marinho.[17] A fruticultura irrigada, voltada em grande parte para a exportação, também possui relevância na economia do estado, tendo um dos maiores PIB per capita da região. As festividades realizadas na cidade anualmente, atraem uma enorme quantidade de turistas, como o Mossoró Cidade Junina, um dos maiores arraiás do Brasil,[18] e o Auto da Liberdade, o maior espetáculo brasileiro em palco ao ar livre.[19]

Reduto cultural,[1] o município marca pelo Motim das Mulheres, pelo primeiro voto feminino do país, por ter libertado seus escravos cinco anos antes da Lei Áurea, sem falar da resistência histórica ao bando de Lampião. O município foi desmembrado de Assu em 1852 e tinha o nome de Vila de Santa Luzia de Mossoró. Hoje, conhecida como a "Capital do Oeste" por ter se destacado das demais na região Oeste Potiguar, destaca-se também pelo turismo de negócios.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Não se sabe ao certo a origem do topônimo "Mossoró", mas existem várias versões contadas a respeito desse assunto. Conta-se que o nome provém de "Monxoró", nome atribuído aos primeiras indígenas que habitavam a região. Outros dizem que o nome vem de "Mororó", árvore resistente e flexível.[20]

De acordo com as atuais regras de ortografia da língua portuguesa, a grafia correta é Moçoró pois prescreve-se o uso da letra "ç" para palavras de origem tupi. O nome vem do tupi e quer dizer erosão, corte, ruptura (referindo-se ao Rio Moçoró). Ao longo dos anos, a grafia foi alterada para mo-so-'roka, mossoró e finalmente para moçoró. Do mesmo vocábulo vem moçoroense, que é o natural do município.[21] [22]

História[editar | editar código-fonte]

Origens e emancipação[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1600, por meio de cartas e documentos que faziam referência às salinas existentes na região, acredita-se que, pela primeira vez, o território que hoje corresponde ao município de Mossoró teria sido povoado. De acordo com Luís da Câmara Cascudo, historiador potiguar experiente e notório, os holandeses Gedeon Morris de Jonge e Elbert Smiente extraíam o sal existente na região até meados de 1644.[23]

D. Fernando Martins Mascarenhas, que era governador de Pernambuco, concedeu, em 1701, terras em Paneminha ao Convento do Carmo de Recife, com sesmarias de entrada em volta, que ainda hoje pertencem ao município de Mossoró. Do mesmo modo, foram sendo concedidas mais terras a brasileiros e portugueses.[23] Durante o século XVIII, às margens de um rio, várias fazendas instaladas por proprietários vindos de outras regiões. A população desses lugares era restrita somente aos vaqueiros, criadores e procuradores da fazenda, uma vez que seus donatários moravam geralmente fora de suas propriedades, como em Natal ou em outras províncias vizinhas, como a Paraíba e o Ceará. Acredita-se que as primeiras pessoas a se instalarem de forma definitiva em suas propriedades foram as famílias Gamboa, Guilherme e Ausentes, que habitavam locais situados às margens do Rio Mossoró, e foram se espalhando para outros luguares até chegarem a Apodi.[24]

Ainda no século XVIII, mudou-se para o mesmo lugar o sargento-mor português Antônio de Souza Machado e sua família, em meados de 1760, com anseio de povoar aquele lugar. Ele foi proprietário da fazenda Santa Luzia e mandou construir uma capela de Santa Luzia, um dos marcos fundamentais ao surgimento de Mossoró. A capela foi fundada oficialmente no dia 5 de agosto de 1772.[23] [24]

Em 1842, o pequeno povoado tornou-se uma freguesia, cuja população se restringia a um quadro em frente à capela de Santa Luzia.[24] Em 15 de março de 1852, a lei n° 246 concedeu autonomia ao povoado de Mossoró, que foi elevado à categoria de vila, desmembrando-se de Assu (na época "Princesa") e tornando-se um novo município do Rio Grande do Norte. Dez anos depois, a capela de Santa Luzia foi reconstruída e tornou-se uma matriz. Mais tarde, em 9 de novembro de 1870, a vila de Mossoró foi elevada à categoria de cidade.[23]

Conforme já citado anteriormente, a capela de Santa Luzia foi demolida e reconstruída para se tornar uma igreja matriz, em 1862. Ela foi reconstruída novamente entre os anos de 1878 e 1880. Tempos depois, o povoado de Mossoró foi experimentando um crescimento, quando a viúva do sargento-mor Antônio de Souza Machado doou terras para o povoamento do município.[24]

Abolição da escravatura[editar | editar código-fonte]

A abolição da escravatura ocorreu em 30 de setembro de 1883, cinco antes da lei áurea. A luta para a libertação dos escravos do intenso trabalho e dos castigos físicos começou muito tempo antes. Mossoró foi, em geral, o primeiro município potiguar a abolir a escravidão. O estado do Rio Grande do Norte não chegou a ser uma unidade da federação dependente da mão de obra escrava para que pudesse ocorrer o desenvolvimento.[25]

Em 1º de setembro de 1848, um deputado geral do Rio Grande do Norte fez um discurso geral durante uma assembleia. Em suas palavras, ele destacou e afirmou:[25]

Cquote1.svg Concorda em que o trabalho do escravo não é necessário. No Rio Grande do Norte há poucos escravos, e quase toda a agricultura é feita por braços livres. Conhece muitos senhores de engenho que não têm senão quatro ou cinco escravos, entretanto que têm 20, 25 e 40 trabalhadores livres, e se não os têm em maior número, é pelo pequeno salário que lhes pagão. Disto se convenceu o orador quando ali foi presidente, porque em consequência de elevar o salário a 400 reis por dia, nunca lhe faltarão operários livres para trabalharem na estrada que teve de fazer. Cquote2.svg
Casimiro José de Morais Sarmento[25]

Em 1862, a população total de Mossoró era de 2 493 pessoas, entre os quais 153 eram escravos.[25] Um dos pontos que teria justificado o movimento de abolição do movimento escravista teria sido a grande seca devastadora ocorrida no Brasil de 1877 e 1878, onde milhares de pessoas sofreram, inclusive os donos e proprietários dos escravos. A partir daí, esses donatários começaram a mandar seus escravos para serem vendidos, em municípios litorâneos. Além disso, o comércio escravista também estava sendo estabelecido em Mossoró. Ao todo, várias casas de comércio foram lugares destinados à comercialização dos escravos, como, por exemplo, a Mossoró & Cia, pertencente ao Barão de Ibiapaba. Esses escravos, ao serem vendidos, eram mandados para Fortaleza, capital do Ceará, e depois enviados para províncias do sul. A ideia de abolir a escravidão ocorreu por volta de 1881, na capital cearense.[25]

Finalmente, em 30 de setembro de 1883, o principal objetivo do movimento abolicionista foi alcançado e a escravidão foi oficialmente abolida. Essa data é considerada importante na história de Mossoró e, desde 1913, é considerado como feriado municipal.[25] Em homenagem a este acontecimento, Mossoró foi, entre 28 e 30 de setembro de 2011, capital do Rio Grande do Norte, sendo o governo estadual transferido temporariamente de Natal para Mossoró, instalado no Casarão Lili Duarte, que é atualmente sede da vice-prefeitura de Mossoró.[26] [27]

Motim das Mulheres[editar | editar código-fonte]

Denomina-se Motim das Mulheres o movimento que ocorreu a 30 de agosto de 1875, onde cerca de trezentas mulheres saíram pelas ruas da cidade em passeata, com o objetivo de protestar contra a obrigatoriedade do alistamento militar.[28] As mulheres fizeram de refém o escrivão de paz e em praça pública rasgaram o livro e os papéis que recrutavam os homens mossoroenses para lutar na Guerra do Paraguai.[25] Revoltadas, mulheres nordestinas invadiram repartições públicas e delegacias, armadas com pedras e pedaços de pau, para rasgar documentos que convocavam seus maridos para o Exército ou para a Marinha.[25] O principal palco do motim foi a sede do jornal O Mossoroense. A líder dessa rebelião foi Anna Floriano.[29]

Atualmente, o Motim das Mulheres é apresentado em um espetáculo encenado no Auto da Liberdade.[30]

Primeiro voto feminino[editar | editar código-fonte]

Celina Guimarães, primeira mulher mossoroense a tirar o título de eleitor, votando onde atualmente funciona a Biblioteca Municipal de Mossoró, em 1928.

Outro ato libertário considerado importante para toda a história de Mossoró foi o primeiro voto feminino do Brasil, ocorrido em 1928. Na época, governava o estado do Rio Grande do Norte o senhor Juvenal Lamartine, pioneiro na introdução do voto feminino em todo o estado. Na época, a constituição brasileira, datada de 1891, permitia apenas aos ricos o direito ao voto. As mulheres, escravos, analfabetos e pobres não tinham esse direito.[25]

Mas foi em 1928 que Celina Guimarães Viana, professora e árbitra de futebol, obteve o primeiro título eleitoral e o primeiro voto feminino do país. Isso levou mulheres potiguares e de outros nove estados brasileiros a fazerem um grande movimento nas ruas das cidades para reivindicarem o direito ao voto, que já havia sido conquistado no Rio Grande do Norte. No Brasil, as mulheres só ganharam o direito ao voto somente seis anos depois, em 1934, durante o governo do presidente Getúlio Vargas.[25]

Além de ser um episódio considerado importante na história do município, do estado e do país, o acontecimento também é considerado como de grande revelância no mundo, uma vez que a maioria dos países também proibia o voto feminino.[25]

Resistência ao bando de Lampião[editar | editar código-fonte]

Lampião e seu bando em Mossoró, no ano de 1927.

Mais um importante ato libertário ocorrido em Mossoró, ano de 1927, foi a resistência ao bando do cangaceiro mais famoso do nordeste brasileiro: Virgulino Ferreira da Silva, popularmente conhecido como "Lampião". Nesse mesmo ano, o município experimentava um crescimento tanto no comércio e na indústria. O bando entrou no Rio Grande do Norte pelo município de Luís Gomes, na transição entre os dias 9 de 10 de junho, percorrendo várias cidades do oeste do Rio Grande do Norte, até chegar a uma cidade conhecida até os dias atuais como "a capital do oeste potiguar": Mossoró. Nesse ataque, Lampião e seu bando sofreram sua única derrota desde o seu início da vida como cangaceiro. No dia 12 de junho, o cangaceiro e seus companheiros chegaram ao distrito de São Sebastião, anexado ao município de Mossoró, hoje o município de Governador Dix-Sept Rosado. Lá, ele enviou um telegrama à sede do município de Mossoró, avisando à população sobre o ataque do bando. Isso fez com que Mossoró entrasse em desespero e levou o prefeito a organizar um êxodo, montando trincheiras para conter os invasores.[25] [31]

Já em 13 de junho, Lampião e seu bando chegaram ao Sítio Saco. Lá, ele enviou um bilhete, que pedia uma quantidade total de 400 réis em dinheiro, para poupar a cidade de Mossoró. O prefeito de Mossoró negou e depois recebeu um segundo bilhete ameaçador. O ataque a Mossoró só começou de fato às quatro horas da tarde, quando o líder do bando dividiu seus cangaceiros em três grupos diferentes, cada um com a função de atacar um local diferente: o primeiro grupo atacou a casa do prefeito, que hoje abriga a sede da prefeitura municipal, o segundo grupo atacou a estação ferroviária de Mossoró, enquanto o terceiro teve a função de atacar o cemitério. Um hora depois, o bando recuou, deixando Colchete (morto no momento do confronto) e Jararaca para trás. Este último foi ferido, preso e morto 3 dias depois do ataque[32] e encontra-se enterrado no mesmo cemitério que havia sido invadido pelo bando de Lampião, sendo depois um elemento de culto pelos mossoroenses.[25] [31]

Formação administrativa[editar | editar código-fonte]

A primeira formação administrativa mossoroense ocorreu em 27 de outubro de 1842, quando foi criado o distrito de Mossoró, anexado e subordinado a Assu (na época chamada de "Princesa"), sendo, quase dez anos depois, elevado à categoria de vila e se emancipando de Assu, sendo elevada à categoria de cidade dezoito anos depois (1870).[23] No final do século XIX, foi desmembrada e elevada à categoria de vila o povoado de Areia Branca, hoje município.[33]

Em 10 de setembro de 1908, foram criados e anexados a Mossoró os distritos de Porto de Santo Antônio e São Sebastião, mas, vinte e cinco anos depois, esses distritos foram extintos e o município passou a ser formado apenas pelo distrito sede. Cinco anos depois, o distrito de São Sebastião é recriado e, em 1944, o nome desse mesmo distrito é alterado para "Sebastianópolis" e depois para "Governador Dix-Sept Rosado", em 1948. Em 1953, Mossoró ganha o distrito de Baraúna. Em 1963, foi desmembrado de Mossoró o distrito de Governador Dix-Sept Rosado e este tornou-se novo município potiguar. No final de 1981, também tornou-se município norte-riograndense desmembrado de Mossoró o distrito de Baraúna.[23]

O último desmembramento ocorreu em 1988, quando foi criado o município de Serra do Mel, que se emancipou de Areia Branca, Assu, Carnaubais e Mossoró, sendo instalado oficialmente em 1º de junho de 1989.[34] Até os dias atuais, Mossoró é formada apenas pelo distrito sede.[23]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mossoró (em vermelho) e municípios limítrofes.
  Rio Grande do Norte
  Ceará

Mossoró está localizado no estado do Rio Grande do Norte, na mesorregião do Oeste Potiguar e microrregião homônima,[6] distante 281 quilômetros de Natal, capital estadual,[7] 237 quilômetros de Fortaleza, Ceará (capital estadual mais próxima)[35] e 1 977 quilômetros de Brasília, capital federal.[36] Com uma área de 2 099,333 km², Mossoró é o maior município em extensão territorial do Rio Grande do Norte,[8] [37] e se limita com os municípios de Aracati (Ceará), Tibau e Grossos a norte; Governador Dix-Sept Rosado e Upanema a sul; Areia Branca, Serra do Mel e Assu a leste e Baraúna a oeste.[38]

O relevo do município, com altitudes médias de cem metros, é formado pela Chapada do Apodi (que abrange terrenos cortados pelos rios Apodi-Mossoró e Piranhas-Açu e com tendência ligeiramente elevada), Depressão Sertaneja-São Francisco (terrenos entre a Chapada do Apodi e o Planalto da Borborema), depressão sublitorânea (terrenos de transição entre os tabuleiros costeiros e o Planalto da Borborema) e planícies fluviais (localizadas às margens dos rios).[38] [37]

Os tipos de solo predominantes são o cambissolo eutrófico, que possui alto nível de fertilidade, textura de argila e drenagem de boa a moderada; a rendzina, semelhante ao cambissolo, mas com drenagem moderada a imperfeita; e o latossolo, do tipo vermelho amarelo eutrófico, com nível fertilidade entre médio a alto, textura média e drenagem de boa a extrema. Há ainda os solos podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico, o solonchak e o vertissolo.[38] [39]

Vista do Rio Mossoró com a vegetação da caatinga hiperxerófila nas margens.

O município possui todo o seu território situado na Bacia Hidrográfica do Rio Apodi/Mossoró. Os principais rios que cortam o município são o Apodi/Mossoró e do Carmo. Os principais riachos são o Bonsucesso, do Cabelo Negro, de São Raimundo e do Pai Antônio. Os maiores reservatórios, com capacidade igual ou superior a cem mil metros cúbicos de água (m³) são o Açude Favela (500 000 m³), as barragens Lagoa de Paus (264 000 m³), de Baixo (250 000 m³), Mossoró e Santana dos Pintos (ambos com capacidade para 100 000 m³).[37] [38]

A cobertura vegetal do município é formada pela caatinga hiperxerófila, formada por plantas de baixo porte adaptadas à seca, como o faveleiro, a jurema preta e o mufumbo, além da vegetação halófila, com espécies adaptadas ao alto grau de salinidade (como o bredo e o pirrixiu), e dos carnaubais, vegetação que possui a carnaubeira e a palmeira como espécies predominantes. Os principais tipos de solo são o cambissolo eutrófico, bastante fértil, com textura formada por argila e drenagem entre boa e moderada; o latossolo vermelho amarelo eutrófico, com grau de fertilidade entre médio e alto, média textura e drenagem entre boa e extrema; e a rendzina, com alta fertilidade, textura argilosa e drenagem entre imperfeita e moderada.[38] [37] Mossoró, juntamente com Baraúna, abriga o Parque Nacional da Furna Feia, área de preservação ambiental com uma área de 8 494 hectares e criado pelo decreto de 5 de junho de 2012 com o objetivo de preservar o bioma da caatinga local.[40]

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de chuva em 24 horas
registrados em Mossoró por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 118 mm 23/01/1965 Julho 66 mm 23/07/1984
Fevereiro 141 mm 10/02/1964 Agosto 40 mm 04/08/1973
Março 16/03/2003 Setembro 29 mm 06/09/1979
Abril 127,2 mm 20/04/2013 Outubro 18 mm 24/10/2010
Maio 127 mm 27/05/1966 Novembro 23 mm 29/11/1971
Junho 140,6 mm 16/06/2003 Dezembro 81 mm 21/12/1972
Fonte: Rede de dados do INMET. Período: 1963 a 2013.[41] [42]

O clima de Mossoró é caracterizado como semiárido quente (do tipo Bsh na classificação climática de Köppen-Geiger),[38] com temperatura média anual de 27,2 ºC, sendo dezembro o mês mais quente (28,7 ºC) e fevereiro o mais frio (25 ºC).[43] A precipitação média é de 788 milímetros (mm) anuais. Os meses com maior média pluviométrica são abril (180 mm) e março (169 mm), e os menores são outubro e novembro (3 mm).[44] O tempo médio de insolação fica em torno de 2 800 horas anuais,[45] e a umidade relativa do ar é de 68,5 %.[43]

Apesar de Mossoró possuir clima predominantemente seco, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período entre 1963 e 2013, a menor temperatura registrada em Mossoró foi 8,9 °C em 21 de julho de 1981, e a maior atingiu 39,4 °C em 16 de dezembro de 1974.[37] O maior acumulado de chuva registrado em 24 horas foi de 141 milímetros nos dias 10 de fevereiro de 1964 e 16 de março de 2003. Outros grandes acumulados foram 140,6 milímetros em 16 de junho de 2003, 127,2 milímetros em 20 de abril de 2013, 127 milímetros em 27 de maio de 1966, 126,6 milímetros em 13 de maio de 1974, 124 milímetros em 14 de maio de 1974, 118 milímetros em 23 de janeiro de 1965, 112 milímetros em 5 de março de 1975, 111 milímetros em 21 de março de 1984, 106,9 milímetros em 2 de maio de 2011 e 100 milímetros em 12 de abril de 1965.[41] [42]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Mossoró Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 34,1 33,3 32,6 32,3 32,3 32,3 32,5 33,8 34,4 34,6 34,6 34,4 33,4
Temperatura média (°C) 26,8 25 27,3 27,3 27 26,7 26,5 27,1 27,7 28,1 28,3 28,7 27,2
Temperatura mínima média (°C) 23,7 23,5 23,3 23,2 22,8 21,9 21,6 21,3 21,9 22,8 23,2 23,6 22,7
Chuva (mm) 69,3 130,1 169,2 179,6 109,5 49,4 39,9 11,1 5,9 3,4 3,2 17,3 787,9
Umidade relativa (%) 67 72 78 74 76 72 69 62 61 62 63 66 68,5
Horas de sol 231,7 194,4 186,4 190,3 217,1 211,3 228,3 269,1 271,7 290,3 281 256,5 2 828,1
Fonte: Climate Charts (médias de temperatura e umidade relativa);[43]
Fonte #2: Instituto Nacional de Meteorologia (chuva e horas de sol).[44] [45]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1872 8 000
1900 12 602
1920 20 300 61,1%
1940 31 515 55,2%
1950 40 681 29,1%
1960 41 476 2,0%
1970 97 245 134,5%
1980 145 981 50,1%
1991 192 267 31,7%
2000 213 841 11,2%
2010 259 815 21,5%
Est. 2013 280 314 [9] 31,1%
Fonte: IBGE (1872-2010).[46] [47]

A população de Mossoró de acordo o censo brasileiro de 2010 era de 259 815 habitantes, sendo o segundo município mais populoso do Rio Grande do Norte, atrás apenas de Natal, o 19º do Nordeste e o 92º do Brasil, apresentando uma densidade populacional de 123,76 km².[47] Desse total, 237 241 habitantes viviam na zona urbana (91,31%) e 22 574 na zona rural (8,69%).[48] Ao mesmo tempo, 125 747 eram do sexo masculino (48,4%) e 134 068 do sexo feminino (51,6%),[49] tendo uma razão de sexo de 93,79.[50] Quanto à faixa etária, 60 970 pessoas tinham menos de 15 anos (23,47%), 182 408 entre 15 e 64 anos (70,21%) e 16 437 possuíam 65 anos ou mais (6,33%).[51] Ainda segundo o mesmo censo, a população étnica era formada por 129 665 pardos (49,91%), 109 348 brancos (42,09%), 16 419 pretos (6,32%), 4 179 amarelos (1,61%) e 184 indígenas (0,07%), além de outros dezenove sem declaração (0,01%).[52]

Considerando-se a nacionalidade, 259 669 habitantes eram brasileiros natos (99,94%), 50 eram naturalizados brasileiros (0,02%) e 96 eram estrangeiros (0,04%).[53] Em relação à região de nascimento, 254 518 eram nascidos na Região Nordeste (97,96%), 2 746 no Sudeste (1,06%), 822 no Norte (0,32%), 660 no Centro-Oeste (0,25%) e 420 no Sul (0,16%). 233 718 habitantes eram naturais da Rio Grande do Norte (89,96%) e, desse total, 174 873 eram nascidos em Mossoró (67,31%). Entre os 26 097 naturais de outras unidades da federação (10,04%), o Ceará era o estado com maior presença, com 9 355 habitantes residentes (3,6%), seguido pela Paraíba, com 7 819 habitantes (3,01%) e por São Paulo, com 1 853 residentes (0,71%).[54] [55] No mesmo ano, 328 pessoas emigraram, sendo 231 para a Europa (70,43%), 56 para a América do Norte (17,07%), 22 para outros países da América do Sul, nove para a Ásia (2,74%), cinco para a África (1,52%), quatro para a Oceania (0,61%) e um para a América Central (0,3%). Entre os principais países de destino estavam a Itália, com 44 emigrantes (13,31%), a Espanha, com 38 (11,59%), e Portugal, com 36 (10,98%).[56] Para 2013, a estimativa populacional é de 280 314 habitantes.[9]

O Índice de Desenvolvimento Humano do município é considerado alto, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo dados do relatório de 2010, divulgados em 2013, seu valor era de 0,720, sendo o terceiro maior do Rio Grande do Norte, atrás somente de Parnamirim (1º) e Natal (2º), e o 1 301 º do Brasil. Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é de 0,811, o valor do índice de renda é de 0,694 e o de educação é de 0,663.[11] Em 2003, o índice de pobreza era de 55,28% (o índice subjetivo era de 55,52%).[57] De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até R$ 140 reduziu em 60,6%. Em 2010, 86,0% da população vivia acima da linha de pobreza, 9,1% encontrava-se entre as linhas de indigência e de pobreza e 4,9% estava abaixo da linha de pobreza. No mesmo ano, o índice de Gini era de 0,52 e a participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 57,6%, valor quinze vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 3,9%.[58]

Religião[editar | editar código-fonte]

De acordo com o censo demográfico de 2010, da população total do município, existiam 183 672 católicos apostólicos romanos (70,69%), 47 964 evangélicos (18,46%), 1 618 espíritas (0,62%), 1 226 testemunhas de Jeová (0,47%), 627 mórmons (0,24%), 216 católicos apostólicos brasileiros (0,08%), 94 esotéricos, 71 messiânicos (0,03%), 35 umbandistas (0,01%), 25 judaístas (0,01%), 24 católicos ortodoxos (0,01%), dezesseis candomblecistas (0,01%) e seis budistas (0,00%). Existiam ainda 22 356 pessoas sem religião (8,6%), 305 com religião indeterminada ou múltiplo pertencimento (0,12%), 62 não souberam (0,02%) e treze declararam seguir outras religiosidades (0,00%).[59]

De acordo com a atual divisão feita pela Igreja Católica, o município está situado na Diocese de Mossoró, do qual é sede. A diocese possui uma área de 18 332 km², é formada por 56 municípios, 32 paróquias e foi erigida canonicamente pelo Papa Pio XI em 28 de julho de 1934, desmembrada da diocese de Natal (hoje arquidiocese). Seu primeiro bispo foi dom Jaime de Barros Câmara, e o atual é Dom Mariano Manzana, ordenado em 5 de setembro de 2004.[60] [61] A sede é a Catedral de Santa Luzia, construída no século XVIII, entre 1772 e 1773 e reconstruída no século XIX, sendo inaugurada em 1830 e elevada à categoria de matriz no ano de 1842. Somente em 1934, quando da criação da Diocese de Mossoró, a igreja foi elevada à categoria de catedral diocesana.[62]

Mossoró também possui os mais diversos credos protestantes ou reformados. Do total de evangélicos, 28 186 pertenciam às evangélicas de pentecostal (10,85%), 7 985 às evangélicas de missão (3,07%) e 11 792 a igrejas evangélicas não determinadas (4,54%). Dentre o total de seguidores das igrejas evangélicas pentecostais, 20 326 pertenciam à Assembleia de Deus (7,82%), 520 à Congregação Cristã do Brasil (9,2%), 208 ao Evangelho Quadrangular (0,08%), 1 744 à Universal do Reino de Deus (0,67%), 274 à Igreja Deus é Amor (0,11%), 23 a comunidades evangélicas (0,01%), 94 à Casa da Bênção (0,04%), 76 à Maranata (0,03%) e 4 921 a outras evangélicas pentecostais (1,89%). Em relação às evangélicas de missão, 5 118 eram batistas (1,97%), 1 492 adventistas (0,57%), 1 019 presbiterianos (0,39%), 292 luteranos (0,11%), 39 congregacionais (0,02%) e 25 metodistas (0,01%). Havia ainda 1 484 pertencentes a outras religiosidades cristãs (0,57%). Dentre os sem religião, 504 eram ateus (0,19%), 59 eram agnósticos (0,02%) e 21 793 não eram ateus nem agnósticos (8,39%). Outros 305 possuíam religião indeterminada ou mal definida (0,12%).[59]

Política e subdivisões[editar | editar código-fonte]

Palácio da Resistência, sede da prefeitura municipal e do poder executivo.
Palácio da Resistência, sede da prefeitura municipal e do poder executivo.
Vista do Palácio Rodolfo Fernandes (Câmara Municipal de Mossoró), a sede do poder legislativo.
Vista do Palácio Rodolfo Fernandes (Câmara Municipal de Mossoró), a sede do poder legislativo.

O poder executivo do município de Mossoró é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. O primeiro prefeito constitucional de Mossoró foi o padre Antônio Freire de Carvalho, em 1853.[63] O atual representante e chefe do executivo municipal é Francisco José Lima Silveira Júnior (PSD), que assumiu interinamente após o afastamento da prefeita eleita nas eleições municipais de 2012, Cláudia Regina e seu vice Wellington de Carvalho Costa Filho,[64] [65] e foi eleito prefeito nas eleições suplementares realizadas em 4 de maio de 2014, sendo empossado no dia 29 de maio do mesmo ano, tendo como vice Luiz Carlos Martins (PT).[66]

Fórum Dr. Silveira Martins, sede da Comarca de Mossoró.

O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por 21 vereadores eleitos para cargos de quatro anos e está composta da seguinte forma: três cadeiras do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), três do Partido Verde (PV), duas do Partido Socialista Brasileiro (PSB), duas do Democratas (DEM), duas do Partido Trabalhista do Brasil (PTB), duas do Partido Social Democrático (PSD), duas do Partido Trabalhista Nacional (PTN), uma do Partido dos Trabalhadores, uma do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e uma do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).[67]

Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também alguns conselhos municipais em atividade; são eles: Conselho de Defesa do Meio Ambiente, dos Direitos da Mulher, de Desenvolvimento Econômico Sustentável, de Assistência Social, de Educação, de Saúde, do Trabalho Comunitário, do FUNDEF, de Turismo, de Antidrogas, do FUMAC, Conselho Tutelar e da Cultura.[38] Mossoró se rege pela sua lei orgânica, promulgada em 3 de abril de 1990,[67] [38] e é sede de uma comarca, localizada no Fórum Dr. Silveira Martins, tendo como termo o município de Serra do Mel.[68]

Mossoró é formado apenas pelo distrito-sede, e sua zona urbana é dividida em cinco zonas, subdivididas em 27 bairros reconhecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O Abolição, situado na zona oeste, é o bairro mais populoso do município, com mais de 24 mil habitantes. O bairro Alagados é o menos populoso, com apenas 164 residentes.[69]

Economia[editar | editar código-fonte]

O Produto Interno Bruto (PIB) de Mossoró é o segundo maior do estado do Rio Grande do Norte e o maior de todo o Oeste Potiguar.[70] De acordo com dados do IBGE, relativos a 2008, o PIB do município era de R$ 3 025 815,000 mil.[12] 348 641 mil são de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes.[70] O PIB per capita é de R$ 12 521,74.[12]

De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2009, 5 324 unidades locais, sendo que 5 064 dessas empresas e estabelecimentos comerciais eram atuantes e havia um total de 106 597 trabalhadores, sendo 56 442 eram do tipo "pessoal ocupado total" e 360 210 do tipo "ocupado assalariado". Salários juntamente com outras remunerações somavam 804 869 reais e o salário médio mensal de todo município era de 2,8 salários mínimos.[70] A principal fonte econômica está centrada no setor terciário, com seus diversos segmentos de comércio e prestação de serviços de várias áreas, como na educação e saúde. Em seguida, destaca-se o setor secundário, com complexos industriais de grande porte.[70] De acordo com o IBGE, Mossoró teve o maior crescimento do PIB entre os municípios do interior do Nordeste, que foi de 24,83%, seguida pelos municípios de Campina Grande, na Paraíba (cujo PIB cresceu 22,46%); Arapiraca, em Alagoas (18,27%); Caruaru, em Pernambuco (16,34%); Juazeiro, na Bahia (15,63%) e Juazeiro do Norte, no Ceará (11,62%).[71]

Setor primário
Mossoró, seguido pelos municípios de Quixeré, Baraúna e Icapuí, é o maior produtor de melão do Brasil.[72]

A agricultura é o setor menos relevante da economia de Mossoró. De todo o PIB municipal 57 761 mil reais são o valor adicionado bruto da agropecuária. Segundo o IBGE em 2009, o município contava com uma rebanho total de 25 683 bovinos, 14 820 caprinos, 8 976 ovinos, 6 517 suínos, 1 204 asininos, 1 182 equinos, 481 muares e 860 070 aves (entre 494 816 galos, frangas, frangos e pintos e 365 254 galinhas), além de 11 060 vacas ordenhadas, 22 968 codornas e 581 coelhos. No mesmo ano, Mossoró produziu um total de 11 288 litros de leite, 7 085 mil dúzias de ovos de galinha, 32 482 quilos de mel de abelha e 136 mil dúzias de ovos de codorna. Na lavoura permanente foram produzidos, também no ano de 2009, coco-da-baía (38 mil frutos), castanha de caju (2 472 toneladas), mamão (500 toneladas), banana (110 toneladas) e manga (88 toneladas). Já na lavoura temporária, produzem-se melão (168 mil toneladas), melancia (42 mil toneladas), milho (duas mil toneladas), sorgo (2 600 toneladas), girassol (360 toneladas), feijão (240 toneladas), algodão herbáceo (175 toneladas) e mandioca (120 toneladas).[70] Vale-se salientar que Mossoró, junto com os municípios vizinhos Assu e Baraúna, forma o Polo Mossoró/Baraúna/Assu (ou Polo Mossoró/Baraúna/Açu), o maior produtor de melão do Brasil, seguido pelo região do Médio Jaguaribe, já no vizinho estado do Ceará. O polo chegou, no ano de 2007, a produzir um total aproximado em 254 mil toneladas da fruta, sendo cinquenta mil vendidos para o mercado interno brasileiro e aproximadamente 204 mil toneladas foram exportadas para o mercado externo de outros países.[73] [74]

Outro destaque no setor primário do município é a fruticultura irrigada. A região polarizada por Mossoró é, desde 1990, conhecida pelo Ministério da Agricultura como a região da "Mosca da Fruta", ou "Área Livre da praga Anastrepha Grandis". Essa condição proporciona e facilita a entrada de produtos em outros mercados consumidores, como, por exemplo, os Estados Unidos, o Japão e o bloco da União Europeia.[75]

Setor secundário
Extração de petróleo em território mossoroense. O município é o maior produtor de petróleo em terra do país.

Este é o segundo setor que mais rende na economia mossoroense: cerca de um terço do Produto Interno Bruto do município (189 840 mil reais) está voltada para o setor secundário.[70] Mossoró, junto com Natal, concentra os principais setores industriais do Rio Grande do Norte. Há nesses municípios uma grande concentração de indústrias têxteis, de confecção e de artigos essencialmente voltados ao turismo.[76] Além disso, destacam-se ainda a produção de sal e petróleo, este último principalmente, devido ao fato de Mossoró ser o maior produtor de petróleo (em terra) do país, com uma produção diária de 47 mil barris e mais de 3 500 poços. Na produção de sal, o município é responsável por cerca de 90% da produção salineira de todo o Brasil.[75]

Além do sal e do petróleo, o município também destaca como sendo pela sua produção de cimento e de cerâmica. Em Mossoró podem ser encontradas várias filiais de empresas de grande porte, como, por exemplo, a empresa catarinense Itagres Revestimentos Cerâmicos, a Cerâmica Porto Rico e várias fábricas de cimento, como a Itapetinga.[75]

Setor terciário
Filial do Hiper Bompreço em Mossoró.

A prestação de serviços rende 1 429 934 mil reais ao PIB municipal.[12] O setor terciário atualmente é a maior fonte geradora do PIB mossoroense, destacando-se principalmente na área do comércio. A cidade possui diversos centros comerciais e centros de compras, como o Mossoró Partage Shopping (o primeiro shopping center do município),[77] o Atacadão[78] , o Maxxi Atacado[79] , a Casas Bahia[80] e o Hiper Bompreço.[81] Também destacam-se as micro e pequenas empresas. Também há no município o Mercado Público de Mossoró, que, segundo versões, começou a ser construído em 1875 e teve seu acabamento final dois anos depois, sendo reconstruído três décadas depois.[82] Nos últimos anos, a construção civil também ganhando força na economia de Mossoró.[75]

O comércio mossoroense é um dos mais dinâmicos do estado do Rio Grande do Norte.[83]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Mossoró possuía, em 2009, 115 estabelecimentos de saúde, sendo 68 deles privados, 43 municipais e quatro estaduais entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles a cidade possuía 664 leitos para internação.[70] Existiam dois hospitais gerais, sendo ambos filantrópicos, mas apenas um com atendimento pelo Sistema Único de Saúde. No ano de 2008, foram registrados 3 993 nascidos vivos, sendo que 7,1% nasceram prematuros, 62,6% foram de partos cesáreos e 19,9% foram de mães entre 10 e 19 anos (1,1% entre 10 e 14 anos). A taxa bruta de natalidade era de 16,5.[84]

O município é sede da II Regional de Saúde do estado do Rio Grande do Norte, formada por quinze municípios, reunindo, além de Mossoró, os municípios de Areia Branca, Apodi, Baraúna, Campo Grande, Caraúbas, Felipe Guerra, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Janduís, Messias Targino, Serra do Mel, Tibau, Triunfo Potiguar e Upanema.[85] Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, Mossoró, possuía em 2009, um total de 1 425 profissionais de saúde, todos eles residentes no próprio município, sendo 433 deles agentes de saúde, 89 assistentes sociais, 270 auxiliares de enfermagem, dezesseis bioquímicos, 126 dentistas, 126 enfermeiros, dezenove fisioterapeutas, 209 médicos, oito nutricionistas, três radiologistas e dezesseis psicólogos, além de 110 exercerem outras profissões de saúde.[38]

Educação[editar | editar código-fonte]

Prédio da reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)

Mossoró, em 2009, contava com aproximadamente 60 905 matrículas e 382 escolas nas redes públicas e particulares entre os ensinos pré-escolar, fundamental e médio.[70] No ano de 2009, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) das escolas estaduais era de 3,8 para estudantes de 1ª à 4ª série e 2,8 para estudantes de 5ª à 8ª série, enquanto que o índice das escolas municipais era de 4,4 para estudantes no ensino primário e 2,9 para estudantes do ginásio (de quinta à oitava série).[86] Esses números mostram que a educação em Mossoró anda bem entre estudantes de primeira à quarta série, intermediária entre estudantes do ensino médio e mal em estudantes de 5ª à 8ª série.[87] Atualmente, o governo do estado vem trabalhando e realizando estudos para melhorar o IDEB do estado e dos municípios.[88] O município possui em seu território algumas instituições de ensino superior instaladas, como o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN),[89] a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte,[90] a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA),[91] a Faculdade de Enfermagem Nova Esperança (FACENE),[92] a Faculdade Mather Christi,[93] o Campus Universitário Central[94] e a Universidade Potiguar (UNP).[95]

Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e do Ministério da Educação (MEC), o índice de analfabetismo no ano de 2000 entre pessoas era mais frequente na faixa etária acima dos vinte e cinco anos (31,8%), enquanto a menor frequência era entre quinze e dezessete anos (14,53%).[96] A taxa bruta de frequência à escola, que em 1991 era de 71,35%, passou para 86,43% em 2000.[97] 11 632 pessoas possuíam menos de um ano de estudo ou não contavam com instrução alguma.[98] Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2011 mostram cinco escolas públicas mossoroenses dentre as 10 que obtiveram as melhoras médias no Rio Grande do Norte.[99]

Segurança pública, serviços e comunicações[editar | editar código-fonte]

Praça da Convivência, que abriga restaurantes, bares e atrações culturais, é um popular ponto de reunião dos habitantes da cidade.
Praça da Convivência, que abriga restaurantes, bares e atrações culturais, é um popular ponto de reunião dos habitantes da cidade.
Agência bancária do Banco do Brasil, exemplo de serviço bancário instalado na cidade.
Agência bancária do Banco do Brasil, exemplo de serviço bancário instalado na cidade.

Como na maioria dos municípios pequenos, médios e grandes brasileiros, a criminalidade ainda é um problema em Mossoró. Em 2008, a taxa de homicídios no município foi de 52,1 para cada 100 mil habitantes, ficando na segunda posição a nível estadual e no 129° lugar a nível nacional.[100] O índice de suicídios naquele ano para cada 100 mil habitantes também foi de 10,8, sendo o nono a nível estadual e o 300° a nível nacional.[101] Já em relação à taxa de óbitos por acidentes de trânsito, o índice foi de 46,3 para cada 100 mil habitantes, ficando na primeira posição a nível estadual e no 153° lugar a nível nacional.[102] Para tentar reduzir essas taxas de criminalidade, o 2º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Mossoró, juntamente com a prefeitura, busca tomar medidas inerentes a segurança pública.[103] Em 2009, foi inaugurada a Penitenciária Federal de Mossoró[104] e em 2011 foi assinado pela governadora Rosalba Ciarlini o projeto que cria e sedia em Mossoró o 12º Batalhão de Polícia Militar.[105]

Além da segurança pública, o município conta com outros serviços básicos. O serviço de abastecimento de água de toda o município é feito pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN),[106] enquanto a responsável pelo abastecimento de energia elétrica em Mossoró é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), que fornece energia em todos os municípios do estado do Rio Grande do Norte.[107] No ano de 2007 existiam 81 840 consumidores e foram consumidos 605 179 KWh de energia.[38] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. Existe ainda acesso 3G, oferecido ao município por algumas operadoras.[108] O código de área (DDD) de Mossoró é 084[109] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade é de 59600-000.[110] No dia 10 de novembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outras cidades de DDDs 33 e 38, em Minas Gerais; 44, no Paraná; 49, em Santa Catarina; além de outros municípios com código 84, no Rio Grande do Norte.[111]

Há transmissão de canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF). Em 2008, Mossoró sediava nove emissoras de rádio, sendo quatro em modulação em amplitude (AM) e cinco em modulação em frequência (FM). Existiam ainda quatro jornais em circulação, doze agências bancárias (sete públicas e cinco privadas) e dois postos da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.[38]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Ferroviário
Primeira locomotiva da Estrada de Ferro Mossoró-Porto Franco, em 1915.

Mossoró possui uma estrada de ferro, atualmente desativada e que fazia a ligação entre este município e o município de Sousa, no estado da Paraíba. O projeto dessa ferrovia foi idealizado desde o século XIX, por volta de 1870, e que iria ligar Porto Franco (na época ainda subordinado e Mossoró) ao Rio São Francisco. Essa rodovia iria ser construída utilizando recursos privados do governo. Um dos idealizadores e precursores dessa rodovia, Francisco Solon, conseguiu os empreendimentos e recursos necessários a essa construção, contudo o projeto não foi concretizado porque não obteve aprovação do governo brasileiro. Em 1912, Vicente Saboia de Albuquerque e Francisco Tertuliano de Albuquerque receberam nova concessão à construção da ferrovia. Em 15 de março de 1915, a rodovia foi inaugurada, ligando o município a Porto Franco (atual Areia Branca). Doze anos mais tarde, o trecho dessa rodovia começava a se expandir e já se estendia até o distrito de São Sebastião, pertencente a Mossoró, hoje o município de Governador Dix-Sept Rosado. Em 1929, o trecho de Caraúbas foi entregue e, sete anos depois, também foi entregue o trecho de Mineiro. Finalmente, em 1950, com recursos do governo federal do Brasil, a estrada de ferro já ligava Mossoró ao município paraibano de Sousa. Assim, o município de Mossoró era cortado por duas ferrovias: a ferrovia de Mossoró-Porto Franco (ou Mossoró-Areia Branca) e a estrada ferroviária Mossoró-Sousa.[112]

Em 1968, houve pela primeira vez uma tentativa que projetava a extinção dessa rodovia e, já na década de 1970, as locomotivas pararam de vez e a estrada de ferro foi desativada. Trens que transportavam passageiros circulavam no ramal de Mossoró até 1989. As últimas viagens realizadas durante esse trajeto levavam até seis horas para se completarem. Atualmente, parte dos trilhos desta ferrovia encontra-se em ruínas e a estrada de ferro permanece desativada.[112]

Rodoviário
BR-304 e RN-013, que ligam Mossoró a Natal/Fortaleza e a Tibau (litoral).

Mossoró possui acesso a outros municípios do Rio Grande do Norte e de estados vizinhos por meio de rodovias federais e estaduais. Oficialmente, passam pelo município as seguintes rodovias federais: a BR-405, que começa em Mossoró e passa por vários municípios da região Oeste Potiguar, estendendo-se até o sertão da Paraíba; a BR-304, que inteliga Natal e Fortaleza e passa por Mossoró, que está localizada entre as duas capitais; a BR-110, que tem início no município limítrofe de Areia Branca, passando pela sede municipal e se estendendo até Catu, Bahia. Já as rodovias estaduais que atravessam e circulam em território mossoroense são: a RN-013, que se estende por mais de 40 quilômetros e liga Mossoró a Tibau, cidade litorânea mais próxima do município; a RN-014, que começa na zona rural do município e vai até divisa com o Ceará, no município de Baraúna, onde, depois da divisa (sentido leste-oeste), torna a rodovia CE-266; a RN-015, responsável por fazer ligação entre Mossoró e o município limítrofe de Baraúna; a RN-016, que começa ao se cruzar com a BR-304, zona rural de Mossoró, ligando este até o município de Carnaubais, a cerca de 80 quilômetros do município e a RN-117, que se estende entre Mossoró e Umarizal.[113] A RN-013, que, conforme já citado anteriormente, liga Mossoró a Tibau, está sendo duplicada desde agosto de 2012 e essa duplicação está prevista para ser concluída em agosto de 2013.[114] Além da RN-013, será construída ainda uma estrada que vai ligar Mossoró ao município vizinho de Upanema.[115]

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Departamento Nacional de Trânsito, a frota registrada em Mossoró no ano de 2010 possuía um total de 91 543 unidades, sendo 35 022 motocicletas, 34 201 automóveis, 9 687 motonetas, 5 254 caminhonetes, 3 127 caminhões, 1 293 camionetas, 570 veículos utilitários, 421 caminhões-trator, 253 micro-ônibus, 196 ônibus e oito tratores de rodas. Outros tipos de veículos incluíam 1 511 unidades.[70] O município ainda conta com um terminal rodoviário.[38] Em 2008, o serviço de transporte era operado por três empresas em sua zona urbana.[38]

Em 2010, tiveram início as obras do Complexo Viário da Abolição, que será implantado em um trecho de dezessete quilômetros da BR-304, entre o bairro de Santa Delmira e a rota de saída para Apodi e totalmente duplicada. A obra também inclui a construção de cinco viadutos, alargamento da ponte sobre o rio Mossoró, além dos serviços de terraplenagem, drenagem, sinalização, proteção ambiental e a reconstrução do trecho. No complexo também constam canteiros centrais e a adaptação dos acostamentos, além de vias marginais para o tráfego local.[116] As obras seguem atualmente em ritmo lento.[117] O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) determina que as obras deste complexo viário estejam em fase de conclusão até junho de 2012.[118]

Aeroviário e cicloviário
Imagem da Avenida Rio Branco, no centro.

O município de Mossoró possui o Aeroporto Dix-Sept Rosado, localizado no bairro Aeroporto e único da região oeste do Rio Grande do Norte que é administrado pela Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER-RN) e que opera voos com regularidade.[119] Em maio de 2008, a Infraero suspendeu voos noturnos de médio e grande porte no aeroporto devido à falta de segurança e a vários problemas estruturais.[120] Foi reaberto em 31 de agosto de 2011[121] [122] e será investido e reformado pelo governo estadual, com recursos da Infraero.[123]

Mossoró possui poucas ciclovias não interligadas, sem ciclorrotas ou ciclofaixas. No município, o uso da bicicleta é, até os dias atuais, um meio de transporte muito utilizado. Estima-se que Mossoró possua cerca de dois mil ciclistas. Para que o problema possa ser suprido, está sendo proposto à Gerência Executiva de Trânsito (GETRAN) o fechamento das principais avenidas mossoroenses em domingos e feriados, para que possa ocorrer o funcionamento de corredores exclusivos aos ciclistas e aos pedestres (caminhadas e corridas).[124]

Habitação e infraestrutura básica[editar | editar código-fonte]

Av. Augusto Severo, centro urbano da cidade.

De acordo com o censo demográfico de 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mossoró possuía, em geral, 73 365 domicílios. De todo esse total, existiam 68 199 casas (92,96%), 2 034 casas de vila ou em condomínio (2,77%), 3 100 apartamentos (4,22%) e apenas 32 habitações em casa de cômodos e cortiços (0,04%).[125] Já em relação à condição de ocupação do domicílio, 51 560 eram imóveis próprios (73,28%), 17 700 eram alugados (18,32%), 3 665 cedidos (7,76%) e 440 eram ocupados sob uma outra condição (0,63%). Em relação ao abastecimento de água realizando nas residências, 67 460 recebiam água tratada a partir de uma rede geral de distribuição (91,95%), 597 imóveis eram abastecidos por um poço ou nascente na propriedade (0,81%) e 5 308 unidades possuíam abastecimento de água vindo de outras fontes (7,24%). Quanto à energia elétrica, 73 030 imóveis eram abastecidos (99,54%), sendo 177 a partir de uma outra fonte (0,46%) e 72 853 a partir de uma companhia distribuidora de energia (99,30%); outros 335 domicílios não tinham ou não eram abastecidos pela rede elétrica (0,46%).[126]

Em relação do destino do lixo, 68 164 domicílios possuíam coleta (92,91%), dos quais 66 022 eram coletados por serviço de limpeza (89,99%) e 2 142 possuíam a coleta feita a partir de uma caçamba de serviço de limpeza (2,92%); outros 5 201 imóveis não possuíam coleta de lixo (7,09%).[126] Quanto ao esgotamento sanitário, 556 domicílios não possuíam banheiros nem sanitários (0,76%); já entre os 72 808 domicílios que a possuíam (99,24%), 29 147 tinham esgotamento sanitário feito a partir da rede geral de esgotos ou pluvial (39,73%), 18 465 a partir de uma fossa séptica (25,17%) e 25 196 com esgotamento sanitário feito de uma outra maneira (34,34%).[127]

Cultura[editar | editar código-fonte]

É notório que, apesar de ser um polo cultural, a cidade ainda não possua um centro histórico definido. A ONG Salv'Art - Instituto de Serviço e Apoio a Arte, Cultura, Cidadania e Meio Ambiente - tem buscado apoio junto aos poderes públicos para que ele se instale na antiga praça da Redenção, hoje praça Dorian Jorge Freire, visto que ali se encontram ainda intactos muito da arquitetura antiga na cidade.[128]

Espaços teatrais e museus[editar | editar código-fonte]

Mossoró conta com dois grandes teatros municipais; são eles o Teatro Municipal Dix-Huit Rosado e o Teatro Lauro Monte Filho. O Teatro Municipal Dix-Sept Rosado foi construído em 2003 pela prefeitura da cidade, em um investimento de mais de seis milhões de reais, em conjunto com a parceria da Petrobras, com capacidade para 740 lugares. Neste teatro, ocorrem diversos tipos de eventos, como danças, assembleias, encenações de peças teatrais, folclore, entre outros.[129] [130] Já o Teatro Lauro Monte Filho, com capacidade para seiscentas pessoas, é o principal lugar reservado à apresentação de artes cênicas ocorridas na Mesorregião do Oeste Potiguar.[131]

Além dos espaços teatrais, Mossoró conta ainda com alguns museus, como o Memorial da Resistência Mossoroense, o Museu do Petróleo, o Museu Municipal Jornalista Lauro Escócia, o Museu de Paleontologia Vingt-Un Rosado, entre outros. O Memorial da Resistância Mossoroense, conhecido também como Museu da Resistência, é um museu de exposições que destacam o tema do Cangaço e a resistência de Mossoró ao bando de Virgulino Ferreira da Silva, o "Lampião" que tentou invadir em 1927; o memorial é composto por três andares, que abrigam cinco módulos para destacar diferentes temas e aspectos do Cangaço, com a exposição de vários painéis.[132] [133] O Museu do Petróleo abrange uma exposição diversa de materiais sobre a história do petróleo em Mossoró e no Rio Grande do Norte, que é o maior produtor de petróleo em terra do país; o museu foi recuperado pela prefeitura e está localizado no que antes era uma estação de trens, hoje Estação das Artes Elizeu Ventania.[134] O Museu Municipal Jornalista Lauro Escócia já abrigou uma antiga cadeia pública em Mossoró, criado em 1948 e hoje um dos monumentos pertencentes ao centro cultural de Mossoró; abrange exposições referentes à história de Mossoró, além de documentos históricos, como o Movimento Abolicionalista ocorrido no Brasil durante o século XIX, a introdução do voto feminino no continente sul-americano, além da chegada de Lampião a Mossoró em 1927, que também é exposto no memorial de resistência, já citado anteriormente; o nome homenageia o jornalista de mesmo nome.[135] E, por último, o Museu de Paleontologia Vingt-Un Rosado, também chamado de Museu de Paleontologia da ESAM, reúne espécies de fósseis da Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM).[136]

A cidade dispõe ainda de cinco salas de cinemas, mantidas pela operadora Multicine.[137]

Turismo e eventos[editar | editar código-fonte]

Mossoró é um dos municípios mais visitados do estado do Rio Grande do Norte, sendo um destino especialmente procurado pelos turistas.[138] Conta com diversos pontos turísticos, como a Catedral de Santa Luzia, que é sede da Diocese de Mossoró, o Cemitério São Sebastião, a Central de Abastecimento, a Estação das Artes Elizeu Ventania, a Igreja São Vicente, o Mercado Municipal de Mossoró, o Mercado do Bode, o Museu Lauro da Escóssia, o Museu do Petróleo, o Palácio da Resistência, o Museu Zoobotânico e a Ponte Ferroviária de Mossoró.[139] Além destes monumentos, há também o Rio Mossoró, que é um dos principais cartões postais mossoroenses.[140]

Espetáculo "Chuva de Bala" no Mossoró Cidade Junina.

No ramo do eventos, destacam-se o Mossoró Cidade Junina, uma das maiores festas juninas do Nordeste, composto por vários eventos, dentre os quais se destacam "Chuva de bala no país de Mossoró", contracenado por artistas mossoroenses, o show de variadas bandas na Estação das Artes, no centro da cidade, a "Cavalgada da Resistência", o "Cidadela", passeios de charrete, forró-pé-de-serra, entre muitos outros atrativos; a Festa do Bode, que consta de exposição de caprinos e ovinos de várias raças, premiação para os melhores expositores, feira de animais inclusive com financiamento de bancos oficiais, torneio leiteiro com premiação dos vencedores, Seminário sobre a cadeia produtiva da caprinovinocultura, com técnicos e pesquisadores de várias instituições de pesquisa, exposição e feira de produtos e serviços ligados à área da agricultura e pecuária, comidas típicas, barracas, artesanato, forrobodó, festival de violeiros e repentistas e Shows artísticos culturais; o Auto da Liberdade, um dos maiores espetáculos teatrais ao ar livre do mundo, que ocorre todos os anos durante os dias da última semana de setembro, e que celebra os quatro atos libertários do município de Mossoró: a abolição dos Escravos em 1883 (5 anos antes da Lei Áurea, tornando-se um dos primeiros municípios a abolir a escravidão), o Motim das Mulheres em 1875, o primeiro voto feminino, de Celina Guimarâes, em 1928 e a resistência ao bando do mais famoso cangaceiro do Nordeste, Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião, em 1927; e o Mossoró, Terra de Santa Luzia, que é uma comemoração à padroeira mossoroense, Santa Luzia, e ocorre anualmente entre os dias 3 e 13 de dezembro, sendo considerada uma das maiors festas religiosas do Brasil.[141]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Estádio Leonardo Nogueira, conhecido como Nogueirão, em jogo da Série D.

O futebol foi introduzido pela primeira vez em Mossoró com a criação do Humaitá Futebol Clube, em 14 de outubro de 1919.[142] O município conta com o Estádio Leonardo Nogueira, conhecido popularmente como Nogueirão, criado em 25 de janeiro de 1922 em parceria de Hemetério Fernandes, Luiz Teotônio e o Humaitá Futebol Clube, que é um dos doze estádios que sediam jogos oficiais no Rio Grande do Norte.[143] Alguns dos clubes de futebol com sede em Mossoró são o Mossoró Esporte Clube, a Associação Cultural Esporte Clube Baraúnas, a Associação Cultural e Desportiva Potiguar (também conhecida como Potiguar de Mossoró, entre outros.[144] [145] A prefeitura, junto com a secretaria de esportes, organiza diversos projetos organizados ao esporte, como o Projeto Craque do Futuro e os Jogos Escolares Municipais (JEM's).[146]

Além do futebol, Mossoró também vem se destacando em outras modalidades esportivas, como o basquete e o voleibol, entre outros. Todos esses esportes são praticados nos Jogos Escolares Municipais, projeto organizado e criado pela prefeitura na gestão da prefeita Fafá Rosado, com o objetivo de contribuir cada vez na formação dos cidadãos mossoroenses e promover mais a integração escolar.[146]

Feriados municipais[editar | editar código-fonte]

Segundo a Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (AMPERN), em Mossoró há dois feriados municipais. São eles o dia 30 de setembro, que comemora a libertação dos escravos, e o dia 13 de dezembro, dia de festa da padroeira Santa Luzia.[147] O dia em que Mossoró foi elevado à categoria de cidade, 9 de novembro, é considerado como ponto facultativo.[148] Outra proposta pretende colocar o dia 15 de março, dia que o município se desmembrou de Assu, como feriado.[149]

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Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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