Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão

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Convento de Nossa Senhora de Maceira Dão, Vila Garcia, Portugal (3671510728).jpg

O Real Mosteiro de Santa Maria localiza-se na povoação de Vila Garcia, freguesia de Fornos de Maceira Dão, município de Mangualde, no Distrito de Viseu, em Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

Foi fundado por Sueiro Teodoniz em 1161, primitivamente na possessão de Moimenta, obedientes à regra da Ordem de São Bento. Desde cedo, entretanto, abraçaram a regra da Ordem de Cister, tornando-se obedientes ao Mosteiro de Alcobaça. Poucos anos mais tarde, em 1173, foi transferido para Fornos de Maceira Dão. D. Afonso Henriques foi seu protector, pelas prerrogativas e grandes coutos com que o dotou. Nos séculos anos seguintes o seu património aumentou muito, mercê das doações que os fiéis lhe iam oferecendo.

Em 1560, o Cardeal D. Henrique determinou que os bens dos extintos conventos das freiras Bernardas e de S. João do Vale de Madeiros lhe fossem anexados.

Com a Extinção das ordens religiosas masculinas em 1834, os coutos de Maceira Dão passaram a integrar o concelho de Mangualde. Em 1837, a Câmara Municipal deliberou no sentido da sua administração.

Na década de 1960, o conjunto foi adquirido por uma família de Pombal, que passou a explorar a propriedade, embora não dispondo de recursos para a conservação do imóvel histórico. À época já se encontrava sem recheio, revestimento ou ornamentos. Retábulos, altares e imagens já haviam sido dispersos.

Em precárias condições de conservação, os seus vários espaços tem servido como depósito de alfaias e produtos agrícolas, e mesmo como abrigo para galinhas.

Encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo Decreto nº 5/2002, publicado no Diário da República nº 42 de 19 de Fevereiro de 2002, por iniciativa da Associação Cultural Azurara da Beira. Insere-se em zona de interesse paisagístico.

Características[editar | editar código-fonte]

Apresenta arquitectura com elementos em estilo maneirista e barroca dos séculos XVII e XVIII. Entre eles destacam-se:

  • a torre medieval, erguida entre os séculos XII e XV, dividida internamente em três pisos de adega e celeiro, ainda hoje relativamente bem conservada;
  • as edificações monásticas do século XVIII em que se destacavam, no piso térreo, o claustro com fonte, a sala do capítulo, o refeitório, a cozinha, a adega, e, no piso superior, os aposentos do Abade, a biblioteca, a enfermaria e as celas;
  • a Igreja de Nossa Senhora da Assunção, do século XVIII, que se destaca por apresentar uma singular frontaria em tronco de cilindro com as armas reais sobre a entrada.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • "Real Mosteiro de Santa Maria em risco de derrocada". in Diário de Coimbra, 17 Abr 2011, p. 17.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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