Mota-Engil

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Mota-Engil
Mota-Engil SGPS, S.A.
LogoME.jpg
Slogan Um Mundo de Inspiração
Tipo Empresa de capital aberto
Cotação Euronext: EGL
Indústria Construção civil
Fundação 1946
Fundador(es) Manuel António da Mota
Sede Campanhã, Porto,  Portugal
Áreas servidas Angola, Brasil, Cabo Verde, Colômbia, Espanha, República da Irlanda, Malawi, México, Moçambique, Peru, Polónia, Portugal, República Checa, São Tomé e Príncipe
Pessoas-chave António Mota e Gonçalo Moura Martins, Presidentes do CA, Jorge Coelho (CEO)
Empregados 28 000 (2014)
Produtos Engenharia e Construção, Ambiente, Logística, Turismo, Operação de Infraestruturas de Transportes
Certificação ISO 9001:2000,ISO 14001:2004, ISO 14000, OHSAS 18001, ISO 17025:2000 Acredit LAB, MARCA CE Agregados, NP 4457:2007 IDI
Lucro Aumento EUR 50,5 milhões (2013)
Faturamento Aumento EUR 2,314 mil milhões (2013)[1]
Antecessora(s) Mota & Companhia,S.A., Engil, S.A.
Página oficial http://www.mota-engil.pt

A Mota-Engil é um grupo português, líder nos setores da construção civil, obras públicas, operações portuárias, resíduos, águas e na logística.

O presidente do Conselho de Administração é António da Mota e Gonçalo Moura Martins é atualmente o CEO da empresa. Jorge Coelho liderou a Comissão Executiva do Grupo de 2008 a 2013, e atualmente exerce funções como Consultor do Conselho Consultivo Estratégico da Mota-Engil.[2]


Originário do concelho de Amarante, onde ainda possui sede social, este grupo empresarial possui atualmente os seus escritórios no Porto e em Lisboa.

O Grupo Mota-Engil integra 228 empresas repartidas entre três grandes Áreas de Negócio – Engenharia e Construção, Ambiente e Serviços e Concessões de Transportes - marcando presença em 21 países através das suas sucursais e empresas participadas, entre elas a Mota-Engil Engenharia e Construção, S.A., Tertir, SUMA, INDAQUA, Manvia, Vibeiras, Ascendi e Martifer.

Em 2008 a Mota-Engil fez parte do ranking das cem maiores empresas europeias do setor da construção [3] , mas atualmente faz parte do ranking das 30 maiores empresas europeias do setor e é a única empresa portuguesa a integrar o Top 100 Mundial.[4]

A Mota-Engil SGPS, sociedade holding do Grupo, está cotada no PSI-20, principal índice da Euronext Lisboa.


História[editar | editar código-fonte]

Em 29 de Junho de 1946, Manuel António da Mota fundou a Mota & Companhia na cidade portuguesa de Amarante. Nesse mesmo mês e ano foi criada uma sucursal da empresa em Angola.[5] Até 1974 as atividades da Mota & Companhia centraram-se no território angolano, de início na área de exploração e transformação de madeiras e depois, a partir de 1948, também na área de construção e obras públicas. Em 1952, foi adjudicada à Mota & Companhia a execução do Aeroporto Internacional de Luanda, primeira grande obra pública a ser executada pela empresa neste território, então sob administração colonial portuguesa.

Por iniciativa de Fernando José Saraiva e António Lopes de Almeida, é fundada no mesmo ano em Lisboa a Engil, Sociedade de Engenharia Civil, Lda. Com a entrada para a empresa de Simões Cúcio e António Valadas Fernandes, a Engil conhece a partir de 1954 um novo impulso e renovado dinamismo.

Em 1961, a atividade da Engil até aí centrada na região de Lisboa, inicia a sua dispersão por outras regiões do território português, através da adjudicação da Escola Industrial e Comercial de Castelo Branco e da construção, em Mirandela, da Ponte sobre o Rio Tua. O ano de 1969 fica marcado pela celebração de um contrato com a empresa Siemens-Baunnion, pelo qual a Engil adquiriu em exclusivo para Portugal a patente do sistema de cofragens deslizantes Siemcrete, o que lhe permitiu executar, a partir desta data, inúmeras grandes obras de silos e chaminés. No quadro do alargamento das suas operações, foi igualmente criada na cidade do Porto a delegação Norte da empresa.

Atividades em África[editar | editar código-fonte]

Por seu turno e no ano de 1975, a Mota & Companhia expande a sua atividade para outros territórios africanos, iniciando na Namíbia a construção da barragem de Dreihuk. No Botswana, assegura a construção das infraestruturas do grande empreendimento Sun City e da estrada Matooster – Bierkraal. Posteriormente, na Suazilândia, constrói a estrada Lonhlupheko – Lomahasha. Com este conjunto de empreendimentos, a Mota & Companhia inicia assim o processo de progressiva internacionalização das suas actividades e negócios.

O ano de 1976 é assinalado pelo relançamento da Mota & Companhia em Portugal, através da adjudicação de uma pequena barragem (Lucefecit, Alentejo). Logo após, a Mota & Companhia surge como adjudicatária da empreitada de Regularização do Baixo Mondego, que permitiu lançar a empresa como construtora de grandes projetos nacionais, tornando-se, a breve trecho, na terceira maior empresa portuguesa do sector. Em 1978, numa associação com a empresa Retosa, sediada em Caracas - Venezuela, a Engil participou, durante dois anos, na construção de fábricas e da Barragem do Guri, naquele país. A partir de 1980 a Mota & Companhia expandiu as suas operações na República Popular de Angola. Neste ano e em parceria com o estado angolano, criou a empresa de Construção de Terraplanagens Paviterra, UEM. A Mota & Companhia e a Paviterra foram, durante vários anos, as únicas estruturas empresariais de construção de obras públicas em Angola.

Em Agosto de 1987 a Mota & Companhia, sociedade por quotas, transformou-se em sociedade anónima, com posterior dispersão de 12% do seu capital pelo público e admissão à Bolsa de Valores de Lisboa. No mesmo ano é constituída a Engil SGPS, procurando dar resposta à evolução do mercado de obras públicas e privadas e à necessidade de diversificação das suas atividades. Nos anos subsequentes foram adquiridas as empresas Sociedade de Empreitadas Adriano (1988), Gerco - Sociedade de Engenharia Eletrotécnica, SA (1990) e Ferrovias e Construções (1991). O ano de 1987 é ainda marcado pela construção da Barragem do Lindoso. Pela sua dimensão e características técnicas, esta obra constitui um marco na história das grandes obras construídas pela Engil.

Com a entrada no mercado angolano em 1989, é relançado o processo de internacionalização da Engil. Nos anos de 1993, 1994 e 1996, foi dado novo impulso ao processo de internacionalização, com as entradas, respetivamente, nos mercados de Moçambique, Alemanha e Peru. A partir de 1990, a Mota & Companhia empreende o processo de diversificação da sua atividade. Entra nos negócios nas áreas da promoção imobiliária, sinalização de estradas, pré-fabricação de elementos estruturais, cerâmica, massas asfálticas, comercialização de veículos e equipamentos, transporte marítimo e indústria de tintas.

Em 1994 a Mota & Companhia integra o consórcio construtor da Ponte Vasco da Gama, em Lisboa ligando as margens norte e sul do rio Tejo. O ano é ainda marcado pela prossecução da diversificação de negócios da empresa através da aposta na área das Concessões de Transportes, em associação com outras empresas de referência. É assim constituída a Lusoponte, empresa concessionária das travessias rodoviárias do Tejo a jusante de Vila Franca de Xira.

A 23 de Julho de 1999, empresas do universo da família Mota, lançam uma Oferta Pública de Aquisição sobre a totalidade do capital da Engil SGPS, de que resultou, já no decorrer de 2000, a formação do Grupo Mota-Engil. Em 2002, a fusão das empresas Mota & Companhia, SA, Engil – Sociedade de Construção Civil, SA e Mota-Engil Internacional, dá origem à criação da maior construtora portuguesa. Simultaneamente, intensifica-se a estratégia de diversificação, com especial ênfase nos setores das concessões de transportes e ambiente e serviços. Em 2003 ficam definidas quatro áreas de negócio autónomas. A sociedade holding Mota-Engil SGPS agrega a Mota-Engil, Engenharia e Construção, SA, Mota-Engil, Ambiente e Serviços, SGPS, SA, MEITS – Mota-Engil, Imobiliário e Turismo, SA, Mota-Engil, Concessões de Transportes, SGPS, SA, detendo ainda diretamente o capital da Mota-Engil Serviços Partilhados Administrativos e de Gestão, SA. Em 2012 deu-se a mudança do Modelo Organizacional do Grupo, que passou a ser definido por Regiões (Portugal / África / Europa Central e América Latina).

Expansão para Europa de Leste[editar | editar código-fonte]

Em termos internacionais assiste-se a um reforço da carteira de encomendas na Europa de Leste. Depois da fusão de duas associadas do Grupo, constitui-se a Mota-Engil Polska, dando origem à quarta maior construtora a operar na Polónia. Em 2005 a Mota-Engil passou a ser cotada no PSI-20, principal índice da Euronext Lisbon no final de 2006, através da Mota-Engil Ambiente e Serviços, SGPS, o Grupo Mota-Engil adquiriu uma posição de controlo no Grupo Tertir, entrando assim no setor logístico e portuário.[6]

Em 2007, a participada do Grupo Mota-Engil, Martifer SGPS, solicitou a admissão à negociação das suas ações na Euronext Lisbon, tendo a operação consistido num aumento de capital de 75 milhões de acções para 100 milhões, através de uma oferta pública de subscrição (IPO) de 25.000.000 ações representativas do capital social.[7] .
Em 2008 é constituída a Ascendi, resultante de uma parceria entre a Espírito Santo Concessões e a Mota-Engil Concessões. Neste novo veículo societário irão concentrar-se os ativos dos dois Grupos na área das concessões de transportes. No dia 26 de Maio de 2008 o Conselho de Administração da Mota-Engil SGPS deliberou a constituição de uma Comissão Executiva, tendo sido nomeado seu Presidente Jorge Coelho, função que exerceu até 2013.[8]

Em 2009 é constituída a Fundação Manuel António da Mota, atualmente com sede no Mercado do Bom Sucesso, e que todos os anos atribui o "Prémio Manuel António da Mota", distinguindo organizações e personalidades que se destaquem nos vários domínios da sua atividade.

Em 5 de Janeiro de 2011, a Mota-Engil Engenharia e Construção, SA, foi agraciado com o Nielsen Norman Group Design Award 2011 Intranet.[9]

Em 2014, a Mota-Engil recebeu dois galardões nos Prémios IRGA 2014, um para melhor Investor Relations Officer, recebido por João Vermelho, responsável pelas Relações com os Mercados, e outro por ter sido reconhecida como a empresa com melhor Performance em Bolsa.[10]

Também em 2014, o Grupo Mota-Engil venceu a corrida à privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF), [11] iniciou atividade no Uganda[12] e obteve um contrato de 3,5 mil milhões de dólares nos Camarões, o maior contrato da sua história. [13]

Notícias sobre corrupção no Malawi[editar | editar código-fonte]

A Mota-Engil apareceu nos noticiários de 2012, por, supostamente ter oferecido quarenta mil euros ao presidente do país, Bingu wa Mutharika. Nota oficial da empresa informou tratar-se de contribuição filantrópica, patrocínios e compra de livros.[14]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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