Rato (informática)

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Mouse contemporâneo, com as características mais comuns - dois botões e um botão de rolagem.

O rato (português europeu) ou mouse (português brasileiro) [máuss][1] é um periférico de entrada que, historicamente, se juntou ao teclado como auxiliar no processo de entrada de dados, especialmente em programas com interface gráfica. O rato ou mouse (estrangeirismo, empréstimo do inglês "mouse", que significa "camundongo") tem, como função, movimentar o cursor (apontador) pelo ecrã ou tela do computador. Foi criado pela Xerox mas somente se tornou um produto comercializado com a Apple.[2]

O mouse funciona como um apontador sobre a tela (português brasileiro) ou ecrã (português europeu) do computador e disponibiliza, normalmente, quatro tipos de operações: movimento, clique, duplo clique e "arrastar e largar" (drag and drop).

Existem modelos com um, dois, três ou mais botões cuja funcionalidade depende do ambiente de trabalho e do programa que está a ser utilizado. Claramente, o botão esquerdo é o mais utilizado.

O mouse é, normalmente, ligado ao computador através de uma porta serial PS2 ou, mais recentemente, USB (Universal Serial Bus). Também existem conexões sem fio: as mais antigas em infravermelho, as atuais em Bluetooth.

Outros dispositivos de entrada competem com o rato: touchpads (usados basicamente em notebooks) e trackballs. Também é possível ver o joystick como um concorrente, mas os joysticks não são comuns em computadores. É interessante notar que uma trackball pode ser vista como um rato de cabeça para baixo.

Funcionamento[editar | editar código-fonte]

Interior de um rato:
  1. A bola, que faz girar a roldana;
  2. Roldana que irá alterar a passagem de luz entre o LED e o sensor;
  3. Sensor fotoeléctrico;
  4. Botão de clique (esquerdo);
  5. LED.

O rato ou mouse original possuía dois discos que rolavam nos eixos X e Y e tocavam directamente na superfície. O modelo mais conhecido de rato é, provavelmente, o rato baseado em uma esfera, que roda livremente, mas que, na prática, gira dois discos que ficam em seu interior. O movimento dos discos pode ser detectado tanto mecanicamente quanto por meio óptico.

Os modelos mais modernos de mouse são totalmente ópticos, não tendo peças móveis. De modo muito simplificado, eles tiram fotografias que são comparadas e que permitem deduzir o movimento que foi feito. O rato óptico não é uma invenção tão moderna quanto parece: já no início da década de 1990 a Sun fornecia máquinas com um rato óptico que exigia um mousepad especial, com uma padronagem matricial. O rato óptico actual, porém, usa uma tecnologia muito mais avançada, que pode funcionar em qualquer superfície não reflexiva. O mouse, por padrão, possui, pelo menos, dois botões: o esquerdo é usado para selecionar e clicar (acionar) ícones e o direito realiza funções secundárias como, por exemplo, exibir as propriedades do objeto apontado. Há, ainda, na maioria dos mouses, um botão Scroll em sua parte central, que tem, como função principal, movimentar a barra de rolagem das janelas.

História[editar | editar código-fonte]

Mouse de 1 botão

Embora tenha sido inventado por Bill English, a sua patente pertence a Douglas Engelbart, com a patente n. 3.541.541 nos Estados Unidos datando de 1970.

Engelbart apresentou este periférico pela primeira vez em 9 de dezembro de 1968 denominando-o de "XY Position Indicator For A Display System". Constituía-se então em uma pequena caixa de madeira com apenas um botão. O invento de Engelbart ficou sem muita utilização devido à falta de necessidade de tal dispositivo: afinal, a maioria dos computadores utilizava apenas textos sem cursores na tela.

A partir da primeira metade da década de 1980, mais precisamente em 1983, a Apple Inc. passou a utilizar o mouse como dispositivo apontador em seus micros Apple Lisa. Desde lá para cá, o periférico tornou-se parte integrante dos atuais PCs.

O Windows da Microsoft foi criado à volta dele e navegar na Internet seria impossível sem um rato (mouse). Pode-se dizer que, a partir do lançamento do Windows 3.1, em abril de 1992, o lugar do mouse estava assegurado.

Rato óptico atual usando um LED vermelho para projetar luz na superfície de tração.

Na época, Douglas Engelbart vendeu a patente do "X-Y Position Indicator" (rato/mouse) por 10 000 dólares estadunidenses.

Nestes trinta e quatro anos, centenas de milhões de computadores e, certamente, um número igual ou maior de mouses foram vendidos.

Em 10 de abril de 1997, Engelbart recebeu, em Washington, o prêmio Lemelson-MIT de 500 mil dólares estadunidenses, um dos principais prêmios do mundo para inventores.

Mudanças em ordem cronológica[editar | editar código-fonte]

Mouse sem fios de 5 botões.
  1. Esfera: ganhou uma esfera, para que pudesse transmitir, com mais precisão, os movimentos.
  2. Trackball: inventa-se o trackball, um mouse de "cabeça para baixo". Os movimentos são conseguidos usando-se o polegar diretamente na esfera. Algumas pessoas se sentem mais à vontade com o trackball do que com o mouse.
  3. Sem fio: a opção de não se ter mais um fio entre o mouse e o microcomputador. O mouse sem fio envia as informações para a base e esta se encarrega de passar, para o computador, as informações.
  4. Ergonomia: tanto os mouses como os trackballs passam a ter desenhos mais ergonômicos, se adaptando mais aos usuários
  5. Scroll: roda usada para rolar a tela.
  6. Óptico: a esfera desaparece e todo o conjunto mecânico que era responsável pela leitura do movimento passa a ser óptico. O sistema óptico emite um feixe que "lê" em até 2 000 vezes por segundo a superfície. Através desta leitura é que se detecta o movimento.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Rato (informática)
Rato de laptop (Touchpad).

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dicionário escolar da língua portuguesa/Academia Brasileira de Letras. 2ª edição. São Paulo. Companhia Editora Nacional. 2008. p. 883.
  2. Os 12 mitos da gestão da inovação Brasil Econômico (18 de novembro de 2011). Visitado em 18 de novembro de 2011. "A Xerox desenvolveu a interface gráfica e o mouse mas foi a Apple que transformou em resultado."

Ligações externas[editar | editar código-fonte]