Movimento Emaús

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O Movimento Emaús é uma Ong com fins filantrópicos fundada em 1949 na França, tendo atuação em vários países.

Emaús[editar | editar código-fonte]

O nome Emaús corresponde a uma localidade na Palestina onde alguns desesperados voltaram a encontrar esperança. Esse nome evoca em todos crentes ou não, nossa comum convicção que só o amor pode nos unir e permitir avançar juntos.

Origem do Movimento Emaús[editar | editar código-fonte]

O Movimento Emaús nasceu na França há 50 anos e vive uma proposta de solidariedade entre os pobres. Grupos comunitários recolhem, consertam e reciclam objetos para venderem a pessoas carentes por preços simbólicos. O Movimento acredita no lema "A força da partilha". Trata-se de uma proposta de partilha com quem está pior. "Injustiça não é desigualdade, injustiça é não partilhar".

Um dia, o Abbé Pierre, um sacerdote francês, acolheu em sua casa George, assassino, ex-preso, que já havia tentado se suicidar, e lhe disse: "Não tenho nada para lhe oferecer. Mas você quer me ajudar na construção de casas para pessoas sem-teto?". Assim começou Emaús, um movimento agora espalhado no mundo inteiro. As Comunidades de Emaús são compostas por pobres que, através do trabalho de recuperação e reutilização daquilo que é jogado fora, ganham honestamente seu sustento e se permitem o "luxo" de ajudar quem se encontra em condições piores.

Abbé Pierre[editar | editar código-fonte]

A primeira vocação de Henri Antoine Groués (este é o nome de batismo do Abbé Pierre, n. 1912, †2007) foi franciscana: ingressou na ordem dos capuchinhos, mas saiu poucos anos depois, por motivos de saúde, sendo admitido no clero de uma diocese da França. Mas sua alma ficou sempre fortemente marcada pelo amor à pobreza e aos pobres. Viveu os primeiros anos de seu sacerdócio no período da Segunda Guerra Mundial, dedicando-se à atividade perigosa de salvar as pessoas da polícia secreta nazista: falsificava passaportes, levava judeus e cidadãos da Polónia além da fronteira. Organizou um grupo de resistência armada até ser preso, mas conseguiu fugir escondido num saco do correio, num avião para a Argélia.

Depois da guerra, voltou a Paris e foi eleito deputado da Assembléia Nacional, que deixou por protesto contra uma lei eleitoral que ele julgava injusta. Era o ano de 1951. A partir daquele tempo, dedicou-se inteiramente ao Movimento Emaús, que havia iniciado dois anos antes. Sua atividade se dividiu entre a multiplicação das Comunidades Emaús e contínuas viagens para palestras e encontros, lançando campanhas em favor dos pobres, encontrando chefes de estado e expoentes das diversas Igrejas e religiões.

Algumas das suas frases se tornaram famosas:

Pobres que se tornam doadores e provocadores daqueles que têm e não fazem nada.

Servir e fazer servir primeiramente os mais sofredores é a fonte da verdadeira paz.

A miséria julga o mundo e prejudica toda possibilidade de paz.

Viver é tornar acreditável o amor; é vingar o homem, amando.

O Abbé Pierre vivia numa comunidade junto com pessoas idosas e doentes do Movimento, esperando "as grandes férias", como ele definia a viagem definitiva. Porém, não ficava trancado. Quando alguma necessidade o chamava, saía para defender os direitos dos migrantes, dos que não têm casa, ocupando praças e casas não alugadas, obrigando as autoridades a encontrarem uma solução definitiva.

Fez várias publicações pessoais, e em conjunto com o político, e ex-ministro da saúde francês, Bernard Kouchner escreveu o livro "Deus e os homens" (Dieu et les hommes).

Missão[editar | editar código-fonte]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

O Movimento Emaús não se limita a enfrentar os problemas concretos dos pobres, mas procura construir a solidariedade entre o Norte e o Sul do mundo e luta politicamente contra as causas da miséria. O Abbé Pierre testemunha uma dimensão fundamental da missão: o amor à pobreza e aos pobres. Não simplesmente, porém, no sentido comum, de dar uma ajuda, mas vendo neles os protagonistas da própria libertação e da redenção do mundo.

O Movimento Emaús se faz presente no Brasil em 10 estados: Pará, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Piauí.

O Movimento Emaús Internacional está presente em vários países, no entanto, poucos grupos fazem parte, ou seja, são filiados ao movimento internacional criado por Abbé Pierre. Muitos grupos utilizam o nome do movimento sem ter nenhuma afiliação oficial. A lista completa dos mais de 300 grupos espalhados pelo mundo você pode encontrar no site de Emaús Internacional.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]