Moysés Paciornik

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Moysés Paciornik
Nome completo Moysés Goldstein Paciornik
Nascimento 4 de outubro de 1914
Curitiba, PR
Morte 26 de dezembro de 2008 (94 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidade brasileiro Brasil
Ocupação médico

Moysés Goldstein Paciornik (Curitiba, 4 de outubro de 1914São Paulo, 26 de dezembro de 2008) foi um médico ginecologista brasileiro.

Formação[editar | editar código-fonte]

Formou-se em medicina no ano de 1938 pela Faculdade de Medicina da Universidade do Paraná e fez cursos de extensão universitária nas áreas de pediatria, hematologia, doenças vasculares e periféricas, patologia, psicologia, doenças do recém-nascido, gastroenterologia e cardiologia.

Vida profissional[editar | editar código-fonte]

  • Médico cirurgião do Hospital da Criança de Curitiba;
  • Fundou o Centro Paranaense de Pesquisas Médicas;
  • Delegado da Associação Médica do Paraná;
  • Vice-presidente da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná;
  • Professor de Obstetrícia na Universidade Federal do Paraná;
  • Tenente-médico da Polícia Militar do Estado do Paraná;

Em 1959 fundou o Centro Paranaense de Pesquisas Médicas, do qual foi diretor.[1] O centro dedica-se à prevenção do câncer ginecológico e em serviços às reservas indígenas no sul do Brasil. Foi nestas atividades que Moysés tornou-se partidário do parto de cócoras, ao observar que as índias da tribo caingangue, mesmo tendo muitos filhos, tinham uma musculatura mais firme que as demais mulheres.[2] Foi o médico precursor do exame papanicolau no Brasil e na UFPR, fundou a cadeira de Higiene Pré-Natal em 1952[3] .

Entidades a que pertenceu[editar | editar código-fonte]

Atuação literária[editar | editar código-fonte]

Escreveu vários livros e pertenceu à Academia Paranaense de Letras (ocupante da cadeira 35) e à Academia Brasileira de Médicos Escritores (fundador da cadeira 11).

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

  • Aprenda a nascer com os índios - Parto de cócoras;
  • Erros médicos;
  • Parto de cócoras;
  • Aprenda a viver com os índios;
  • Mafiosos de branco;
  • Aprenda a nascer e a viver com os índios;
  • Quem mata o índio?;
  • Graças a um soco;
  • Brincando de contar histórias;
  • Histórias das terras;
  • Consultando lembranças;
  • Conflitos psicossociais de um consultório médico;
  • Os Grine, nos trezentos anos de Curitiba;
  • Aprenda a envelhecer sem ficar velho;
  • Dois choros;
  • Mafiosos de que cor são vocês?.

Prêmios e condecorações[editar | editar código-fonte]

Moysés Paciornik morreu em 26 de dezembro de 2008 de parada cardíaca, sendo enterrado no dia 28 do mesmo mês em Curitiba.[4] [5]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

BEGLIOMINI, HELIO. Imortais da Abrames. São Paulo:Expressão e Arte Editora, 2010.

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