Mu Geminorum

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μ Geminorum
Dados observacionais (J2000)
Constelação Gemini
Asc. reta 06h 22m 57,6s[1]
Declinação +22° 30′ 48,9″[1]
Magnitude aparente 2,857[2]
Características
Tipo espectral M3 III[3]
Cor (U-B) +1,924[2]
Cor (B-V) +1,643[2]
Variabilidade LB[4]
Astrometria
Velocidade radial 54,46 ± 0,43 km/s[1]
Mov. próprio (AR) 56,39 mas/a[1]
Mov. próprio (DEC) -110,03 mas/a[1]
Paralaxe 14,08 ± 0,71 mas[1]
Distância 230 ± 10 anos-luz
71 ± 4 pc
Magnitude absoluta −1,39
Detalhes
Massa 2,1[5] M
Raio 104[6] R
Gravidade superficial 1,50 (log g)[7]
Luminosidade 2 799[7] L
Temperatura 3 773[7] K
Rotação 8,4[8]
Outras denominações
Tejat, Tejat Posterior, Pish Pai, Calx,[6] [9] 13 Geminorum, BD+22°1304, FK5 241, HD 44478, HIP 30343, HR 2286, SAO 78297.[1]
Mu Geminorum
Gemini constellation map.png

Mu Geminorum (μ Gem, μ Geminorum) é a quarta estrela mais brilhante da constelação de Gemini, com uma magnitude aparente média de 2,86.[2] É conhecida pelo nome tradicional Tejat Posterior, que significa pé de trás, porque representa o pé de Castor. Os nomes Calx (Latim, significando calcanhar), Pish Pai (da língua persa Pīshpāy, پیش‌پای, significando perna dianteira), e Nuhatai (do árabe Al Nuḥātai, "corcunda de um camelo") também foram dados a Mu Geminorum.[6] [9]

A distância a Mu Geminorum, calculada a partir de medições de paralaxe durante a missão Hipparcos, é de aproximadamente 230 anos-luz (71 parsecs).[1] Sua magnitude visual é diminuída em 0,07 como resultado de extinção por gás e poeira.[10] Mu Geminorum é uma variável irregular lenta do tipo LB cuja magnitude varia entre +2,75 e +3,02[4] com um período principal de 27 dias, junto com um período muito maior de 2 000 dias.[6]

É uma gigante vermelha com uma classificação estelar de M3 III[3] e uma temperatura efetiva de 3 773 K,[7] o que significa que é muito mais brilhante, mas mais fria que o Sol. Tem 2,1 vezes a massa solar[5] e 104 vezes o raio solar.[6] Está atualmente no ramo gigante assintótico e está gerando energia através da fusão nuclear de hidrogênio e hélio em camadas concêntricas ao redor de um núcleo inativo de carbono e oxigênio.[11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h SIMBAD query result - mu. Gem SIMBAD. Centre de Données astronomiques de Strasbourg. Página visitada em 29 de setembro de 2012.
  2. a b c d Gutierrez-Moreno, Adelina et al. (1966), A System of photometric standards, 1, Publicaciones Universidad de Chile, Department de Astronomy, pp. 1–17, Bibcode1966PDAUC...1....1G. 
  3. a b Morgan, W. W.; Keenan, P. C. (1973), "Spectral Classification", Annual Review of Astronomy and Astrophysics 11: 29, doi:10.1146/annurev.aa.11.090173.000333, Bibcode1973ARA&A..11...29M. 
  4. a b Mu Geminorum Combined General Catalog of Variable Stars (GCVS4.2). Centre de Données astronomiques de Strasbourg. Página visitada em 29 de setembro de 2012.
  5. a b Tsuji, Takashi (maio de 2007), "Isotopic abundances of Carbon and Oxygen in Oxygen-rich giant stars", in Kupka, F.; Roxburgh, I.; Chan, K., Convection in Astrophysics, Proceedings of IAU Symposium #239 held 21-25 August, 2006 in Prague, Czech Republic, pp. 307–310, doi:10.1017/S1743921307000622, Bibcode2007IAUS..239..307T. 
  6. a b c d e Kaler, James B. TEJAT (Mu Geminorum) Stars.. Página visitada em 29 de setembro de 2012.
  7. a b c d Mallik, Sushma V. (dezembro de 1999), "Lithium abundance and mass", Astronomy and Astrophysics 352: 495–507, Bibcode1999A&A...352..495M. 
  8. Massarotti, Alessandro et al. (janeiro de 2008), "Rotational and Radial Velocities for a Sample of 761 HIPPARCOS Giants and the Role of Binarity", The Astronomical Journal 135 (1): 209–231, doi:10.1088/0004-6256/135/1/209, Bibcode2008AJ....135..209M. 
  9. a b Allen, Richard Hinckley (1899), Star-names and Their Meanings, G. E. Stechert, p. 236 
  10. Famaey, B. et al. (janeiro de 2005), "Local kinematics of K and M giants from CORAVEL/Hipparcos/Tycho-2 data. Revisiting the concept of superclusters", Astronomy and Astrophysics 430 (1): 165–186, doi:10.1051/0004-6361:20041272, Bibcode2005A&A...430..165F. 
  11. Lebzelter, T.; Hron, J. (janeiro de 2008), "BRITE stars on the AGB", Communications in Asteroseismology 152: 178–181, doi:10.1553/cia152s178, Bibcode2008CoAst.152..178L. 
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