Mucajaí

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Município de Mucajaí
Mucajaí, Roraima.JPG

Bandeira de Mucajaí
Brasão de Mucajaí
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1982
Gentílico mucajaiense
Localização
Localização de Mucajaí
Localização de Mucajaí em Roraima
Mucajaí está localizado em: Brasil
Mucajaí
Localização de Mucajaí no Brasil
02° 25' 48" N 60° 54' 00" O02° 25' 48" N 60° 54' 00" O
Unidade federativa  Roraima
Mesorregião Sul de Roraima IBGE/2008[1]
Microrregião Caracaraí IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Alto Alegre, Boa Vista, Cantá e Iracema
Distância até a capital 58 6 km
Características geográficas
Área 12 751,255 km² [2]
População 15 890 hab. (RR: 5º) –  IBGE/2013 [3]
Densidade 1,25 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH-M 0,665 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 127 366,646 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 9 784,64 IBGE/2008[5]
Página oficial

Mucajaí é um município brasileiro do estado de Roraima. Situa-se à margem direita do rio Mucajaí (um dos afluentes do rio Branco), por tal razão recebeu este nome.

História[editar | editar código-fonte]

A cidade é originária da antiga colônia agrícola do Mucajaí, fundada a 1951, nomeada de Colônia Agrícola Fernando Costa.

Foi criado pela Lei Federal Nº 7.009, de julho de 1982, com terras desmembradas da Capital do Estado.

Durante o primeiro governo de Getúlio Vargas o país estabelece as bases da nova política de Integração Nacional da Amazônia, buscando ampliar suas áreas de colonização, a fim de preservar a sua soberania.

Nesse período é criado, através de Decreto - Lei nº. 5.812, o Território Federal do Rio Branco (Hoje Estado de Roraima), desmembrando terras do Estado do Amazonas, no dia 13 de Setembro de 1943.

O primeiro Governado do Território Federal do Rio Branco, Ene Garcez Reis, visava promover um verdadeiro desenvolvimento agrícola. Durante uma das tentativas surge (na região do atual Município de Mucajaí) o nucleamento de famílias de emigrantes nordestinos, dando origem em 1951 à Colônia Agrícola Fernando Costa, atual Município de Mucajaí (Significa: Coco Pequeno; Mucaja – Coco e í – Pequeno).

O motivos mais visado era o de que o governo se via forçado a importar de Manaus e Belém (respectivamente capitais do Estado do Amazonas e Para) cerca de 80% do alimento a ser consumido pela população, sendo a carne uma das únicas a não ser importada, pois a pecuária e o extrativismo mineral (diamante e ouro) foram as principais atividades econômicas na época.

Pode-se dividir a história da colonização do município em três fase:

Primeira Fase (De 1943 a 1946) – Período em que não houve um apoio efetivo por parte do governo do território, é o período de experiências.

No fim de 1943, foram criadas duas colônias agrícolas destinadas ao abastecimento dos mercados da Capital do Território Boa Vista, a Braz de Aguiar e Fernando Costa.

Os colonos, cerca de oito famílias (Raimundo Germiniano de Almeida, Joaquim Estevão de Araújo, Chagas “Pintor”, Genésio Rufino, Lindolpho Braga Pires, Firmino – Primeiro enfermeiro e Caboclo “Rancho”), foram levados de barco através dos rios Branco e Mucajaí e deixados à margem direita do Rio Mucajaí, pouco acima de onde está construída a ponte sobre a BR-174.

Com a missão de produzir gêneros agrícolas suficientes para abastecer o mercado de Boa Vista, capital do território, os colonos recebiam uma área de vinte hectares, o que era praticamente impossível.

Com a finalidade de manter os colonos na localidade e fazê-los produzir os alimentos que a Capital necessitava, no dia 17 de Março de 1945, os agricultores foram indicados a assinarem um Termo de Acordo celebrado entre o Governo do Território Federal do Rio Branco, representado pela Divisão de Produção, tendo como diretor geral o senhor Valério Caldas Magalhães e o diretor da comissão daquela divisão, o senhor Joaquim Cardoso Corrêa de Miranda. Tendo em vista que uma vez por mês o Governo mandava entregar os alimentos, remédios e materiais necessários, providos pela Secretaria de Produção. Todo o material era trazido alternadamente pelos senhores Francisco Câncio da Rocha e Armando.

O processo de colonização começou na década de 50, com a criação de três colônias agrícolas oficiais, Fernando Costa (Mucajaí), Braz de Aguiar (Cantá) e Coronel Mota (Taiano), chegando a quarenta no início de 1980. Nessas colônias desenvolvia-se uma agricultura de subsistência, itinerante e rudimentar.

Segunda Fase (De 1946 a 1951) – É o período em que o Governo do Território dá certo apoio as famílias da colônia, traz mais famílias dando a essas, um auxilio financeiro, assentando-as no local onde hoje está localizada a sede do município.

Mesmo com a ajuda financeira do governo, as novas famílias continuavam em sua maioria a se retirar, entre 1947 e 1948 foram trazidos mais agricultores, no entanto, todos eles abandonavam a colônia. No ano de 1949, o governo voltou a trazer colonos, desta vez apenas seis famílias permaneceram na região. De março a novembro de 1950, a colônia tinha como residentes apenas às famílias do senhor Raimundo Germiniano e as dos recém-chegados: Leonília, José Firmino Azevedo (Congo), as dos irmãos Pedro e Aniceto Barros.

Durante esse período é nomeado o senhor Francisco Câncio da Rocha como administrador da Colônia, e é iniciada a abra de construção da BR-174, tendo em vista a ligação da Capital com o Porto de Caracaraí.

Terceira Fase (De 1951 a 1953) – Fase em que o governo investe ainda mais, na tentativa de concretizar de uma vez por todas, a colonização na região, onde em um curto período de tempo são trazidas 140 famílias para a colônia. É construído o grupo escolar Coelho Neto.

Uma das bem vistas façanhas, foi a construção de prédios destinados a administração, posto medico, e estação radiotelegráfica. A conclusão da BR-174 foi o fator que mais contribuiu para a colonização da região, pois a partir daí a colônia Fernando Costa passa a funcionar realmente.

A terceira colonização, aconteceu no governo pernambucano de Gerocílio Gueiros, sob a responsabilidade dos também migrantes, Domingos Reis, José Firmino de Azevedo e Pedro Crente. A aventura de colonização da nova terra foi de predominância masculina. A maioria dos homens, que vinham trazidos pelo governo, nos projetos de assentamento, vinham sozinhos, deixavam suas famílias em seus lugares de origem e só depois de se situarem na região é que voltavam para buscá-las.

A vila Fernando Costa desenvolve suas atividades agrícolas de primeira necessidade para a cidade de Boa Vista e o Território Federal do Rio Branco passa de importador de produtos agrícolas para exportador, vendendo produtos como: Arroz, Milho, Farinha e Banana para a Capital do Estado do Amazonas.

E possível notar que no inicio de 1953, cerca de 350 pessoas já residiam na colônia. Muitas famílias já estavam devidamente instaladas e assentadas, dentre as quais pode-se destacar as famílias de Raimundo Germiniano, pilar da Colônia; a de Joaquim Estevam de Araújo; a de José Firmino Azevedo (Congo); a de Genésio Rufino; a de Salomão Dantas; a de Nemésio Simeão Vieira; a dos irmãos Pedro e Aniceto Vieira Barros; a de Luiz (Toco); a do ”Pemba”; a do “Caboclo Firme”; a do Chico “Amazonense”; a de Martinzinho; a do Caboclo “Chagas”; a de José Batista Garcia, sobrinho de Raimundo e algumas outras não citadas, nem por isso, menos importantes.

Geografia e transporte[editar | editar código-fonte]

Localidades principais[editar | editar código-fonte]

Segue uma relação de das principais localidades não-índigenas do município e suas respectivas populações segundo o Censo de 2010.[6]

  • 8.934 habitantes - Mucajaí (sede)
  • 663 habitantes - Vila do Apiaú
  • Tamandaré - Subdividida em: Canta Galo(Serra Durada), Lago do Manoel e Pedidos;
  • Samaúma - Subdividida em: Região do 'T' e Vila Nova.
  • Cachoeirinha.

Liga-se à Boa Vista, a uma distância de 51 km pela BR-174. À Vila Iracema no sentido sul (Manaus), e ainda o Município do Alto Alegre passando pelo interior do município via RR-325.

Economia[editar | editar código-fonte]

Concentra-se na agropecuária e na mineração. Produz, em especial, arroz, madeira, abacaxi, mamão, gado, leite, milho e etc.

Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

Na saúde, existe 1 hospital público com 22 leitos, além de diversos postos no interior.

Conta com um sistema de distibuição de água, energia elétrica (distribuída pela Companhia de Eletricidade de Roraima, comprada da EletroNorte - em Boa Vista), agência dos correios e rede telefônica.

Existem no município 38 escolas de ensino fundamental e 1 de ensino médio.

Existem dois aeroportos no município: Um na reserva indígena Paapiu e na cidade (ambos ainda não homologados).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (29 de novembro de 2010). CENSO 2013 - RORAIMA. Página visitada em 11 de janeiro de 2013.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 08 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. bestatistica/populacao/censo2010/default.shtm Dados com base em levantamentos utilizando os resultados do Censo 2010 do IBGE. Acesso em 7 fev 2012.

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • FREITAS, Aimberê. Estudos Sociais - RORAIMA: Geografia e História. 1 ed. São Paulo: Corprint Gráfica e Editora Ltda., 1998. 83 pp. ISBN 34523432
  • DANTAS, Ernandes. A gênese de Mucajaí. [S.l.: s.n.].

Ligações externas[editar | editar código-fonte]