Mulher-Gato

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Mulher-Gato
Mulher-gato.jpg

Capa de "Catwoman: Nine Lives of a Feline Fatale (junho de 2004)", mostrando as várias faces da personagem ao longo da história.
Dados da publicação
Publicado por DC Comics
Primeira aparição Batman #1 (1940)
Criado por Bill Finger
Bob Kane
Características do personagem
Alter ego Selina Kyle
Afiliações Renegados
Aves de Rapina
Sociedade Secreta dos Supervilões
Liga da Injustiça
Ocupação Criminosa profissional/Vigilante
Base de operações Gotham City
Codinomes conhecidos A Gata
Irena Dubrovna
Habilidades Super atleta, combatente corpo-a-corpo,super-força,agilidade sobre-humana,mestre em acrobacias, usa um chicote e equipamentos de ginástica
Projecto Banda desenhada  · Portal da Banda desenhada

Mulher-Gato (em inglês Catwoman) é o alter ego de Selina Kyle, uma personagem de HQs, inimiga de Batman, que foi criada em 1940 por Bill Finger e Bob Kane, e teve sua primeira aparição na edição número 1 de Batman.

História[editar | editar código-fonte]

Órfã desde menina, Selina Kyle passou algum tempo em um orfanato feminino, do qual eventualmente fugiu. Sua inspiração para se tornar a Mulher-Gato teria se originado ao observar o próprio Batman, personagem com o qual acabou tendo um romance, que não durou. A personagem da Mulher-Gato teve diversas origens diferentes ao longo do tempo: Em Batman#1 de 1940, a Mulher-Gato era conhecida simplesmente como "A Gata" e não vestia uniforme algum. Nessa época ela já era uma ladra de jóias que rivalizava com Batman. No mesmo ano, mais precisamente no outono, em uma outra versão de sua origem, ela sofre um acidente de avião e acaba tendo amnésia e a única coisa que acaba se lembrando é dos gatos que possuía na casa de seu pai. O tempo passou e no ano de 1986 uma outra versão para a origem da Mulher-Gato acaba surgindo pelas mãos de Frank Miller: Nessa versão, Selina é uma prostituta que no passado foi abusada pelo próprio pai e que gosta de gatos e acaba se tornando uma ladra uniformizada ao ver Batman em ação no subúrbio de Gotham onde vivia e trabalhava. Em outra versão, acaba se casando com Bruce Wayne após se arrepender de seus crimes.[1]

Origem[editar | editar código-fonte]

A Mulher-Gato surgiu em 1940, na revista Batman, número 1. (O Coringa também fez sua primeira aparição nessa edição). Ela era chamada de The Cat e não possuía um uniforme especial para se caracterizar como o faz atualmente.

Desde as primeiras aventuras da personagem, a Mulher-Gato já era uma ladra inescrupulosa. Batman sempre se mostrou menos rígido com ela, visto que após recuperar os pertences roubados pela felina, Batman a deixava escapar.

Bob Kane e Bill Finger trabalharam duro para encontrar o visual e o nome perfeito para a personagem. Com o tempo ela ganhou o nome de Selina Kyle, cuja mesma era dona de diversas lojas de animais que decidiu um dia se tornar uma ladra e, como gostava principalmente e de um modo todo particular de felinos, adquiriu o nome de Mulher-Gato para atuar em Gotham City como criminosa profissional.

Numa história publicada em Batman # 52, de dez-1950/jan-1951, conhecida no Brasil por "A vida secreta da Mulher-Gato" (republicada pela Panini Comics em "Coleção DC 70 Anos" # 6, Outubro de 2008), Selina sofre uma pancada na cabeça e passa a se recordar da sua vida antes de se tornar ladra. Ela conta que era aeromoça e sofreu um acidente de avião, quando então se esqueceu do passado (sofria de amnésia) e se tornou uma ladra. Ela fala também que seu pai era dono de uma loja de animais, onde havia muitos gatos.

No começo, ela se vestia com um vestido de seda e usava um chicote como arma. Assim sendo, a Mulher-Gato tornou-se uma das personagens mais sensuais e populares da história dos quadrinhos, sendo considerada uma das personagens mais importantes e valorizadas no mundo do Homem-Morcego. Sua exuberância e charme, e o "amor-bandido" vivido pela mesma para com o Batman, chamaram uma atenção toda particular para si, adquirindo uma imensidão de fãs por todo o mundo.

Não era considerada precisamente como sendo uma personagem maldosa, mas passava longe também de ser uma personagem do bem. Simplesmente ela era uma mulher aventureira e animada que sentia um prazer imenso em não cumprir a lei e infernizar a vida do Batman.

Havia sempre em suas aparições, uma certa "tensão sexual" entre a Mulher-Gato e o Batman. Onde que por diversas vezes é ressaltada a ideia de que um morcego não passa de um rato voador, e uma gata pode com facilidade caçar tal animal.

Era de Ouro[editar | editar código-fonte]

A Mulher-Gato foi criada no ano de 1940 para ser o interesse amoroso do Batman. Mas diferente de outras personagens que faziam par romântico com algum herói, os criadores queriam uma personagem ambígua, traiçoeira e que pudesse conquistar leitores de ambos os sexos. Ela foi criada originalmente para ser amante e ao mesmo tempo inimiga do Batman, mas seus atos criminosos nunca constaram assassinato como o Coringa. Seu uniforme mais conhecido nessa época é o clássico roxo com saias. Foi nesse período inclusive que surgiu a versão da amnésia da personagem, em que a mesma sofre um acidente de avião e se esquece do seu passado e por se lembrar somente de gatos acaba se tornando a ladra de jóias Mulher-Gato.[2]

Era de Prata[editar | editar código-fonte]

Na Era de Prata iniciado nos anos de 1955 e 1956, a Mulher-Gato acabou esquecida em meio a toda bizarrice sofrida nas HQs com o personagem de Batman. Somente no fim desse período, no ano de 1966 e 1967, que ela volta a ativa rivalizando com a personagem Lois Lane, e mais tarde enfrentando Batman, Robin e Batgirl. Seu uniforme mais lembrado é o verde inspirado na série de Batman protagonizada por Adam West e Burt Ward na época.[3]

Era de Bronze e Terra 2[editar | editar código-fonte]

Essa época abrange parte da era de Prata e Bronze. A Mulher-Gato da Terra 2, diferente da Terra 1 (que continuou com sua vida criminosa), após o episódio da amnésia, passa a trabalhar com Batman e Robin e juntos esse trio passam a combater o crime na cidade de Gotham City. Tempos depois a personagem decide abandonar sua vida de heroína e se casa com Bruce Wayne e tem uma filha chamada Helena Wayne, que já adulta, vira uma vigilante chamada Caçadora. Nessa mesma época, a Mulher-Gato é assassinada pelos capangas de Cernak.[4]

Crise nas Infinitas Terras[editar | editar código-fonte]

Em Batman Ano Um, Selina é retratada como uma garota-de-programa que decide abandonar o ofício para se tornar a ladra mais sensual, se tornando assim a Mulher-Gato.

Consecutivamente, foi lançado um especial intitulado Mulher-Gato, que reconta a origem da personagem.

Newell utiliza a caracterização de Miller em Batman Ano Um e elabora uma história paralela estrelada por Selina, cuja mesma era prostituta e após ser abusada por um cafetão e ir parar em um hospital, é treinada pelo Pantera que a ensina a lutar e a se defender. Depois disso, ela parte para o mundo do crime como a temível ladra conhecida como Mulher-Gato.

Após Zero Hora, o passado duvidoso da Mulher-Gato como garota-de-programa foi ignorado completamente.

Na história As Regras, de Catwoman 75, de 1999 (publicado no Brasil em Batman Premium 6 (Editora Abril)), a ladra felina é baleada e relembra mais uma parte do seu passado. Selina rememora o tempo em que passou no circo de Del Halperm. A ainda adolescente Selina é pega em flagrante por Del ao bater carteiras no circo. Ele propõe que ela entre para a trupe, pois ao fazê-lo poderá bater carteiras livrevemente por fazer parte deles. Selina aceita. Lá ela recebe treinamento físico, como contorcionismo e equilibrismo, e Del torna-se uma influência poderosa que ajuda a forjar seu caráter corajoso, aventureiro e trapaceiro.

Revista própria[editar | editar código-fonte]

A Mulher-Gato com o sucesso de sua personagem nas revistas do Batman, ganhou também uma série própria nos quadrinhos, e essa sua nova versão nessa série era muito mais aventureira e bem humorada. No final dos anos 90 o título rendeu seu 2º Volume, que durou até o número 82 nos EUA.

Outras mídias[editar | editar código-fonte]

Fã caracterizada como a versão da Mulher-Gato (Patience Phillips) em um evento Cosplay.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Houve uma enorme moralização nos anos 50 e assim sendo, a personagem acabou ficando "apagada" dos quadrinhos, até que à série de televisão estrelada por Adam West como Batman e Burt Ward como Robin, trouxeram a Mulher-Gato de volta a ativa.

No começo do seriado, a atriz Julie Newmar é quem vestiu o manto da felina. A personagem se mantinha altamente sexy e cômica. Continuava como sendo uma vilã, mas ainda mantinha seu ar sedutora e cativante. Vestia látex como uniforme com orelhas de gato. Com o tremendo sucesso da personagem, a Mulher-Gato passou a ser retratada nos quadrinhos de forma semelhante à personagem do seriado.

Em 1966 a atriz Julie Newmar deu adeus a série na terceira temporada e em seu lugar entrou a cantora negra Eartha Kitt, que fez uma Mulher-Gato extremamente exagerada em comparação com Julie Newmar. Mas o seu "ronronar" sensual causou um certo furor entre os fãs americanos.

Em 2002, no episódio piloto da série de TV Birds of Prey, a Mulher-Gato faz uma participação especial, sendo interpretada por Maggie Baird.

Cinema[editar | editar código-fonte]

A atriz Michelle Pfeiffer interpretou a personagem no filme Batman: O Retorno, de 1992.

Batman, o Homem-Morcego[editar | editar código-fonte]

O sucesso da série de televisão do Batman durante a década de 1960 foi tão grande, que fizeram um longa metragem baseado na mesma. Nessa nova adaptação, a Mulher Gato foi interpretada por Lee Meriwether, ex-Miss América, que ficou no lugar de Julie Newmar, já que a mesma na época estava com a agenda cheia e não podia comparecer para filmar o longa.

Batman: O Retorno[editar | editar código-fonte]

Em 1992, Tim Burton deu sequência a seu segundo filme do Cavaleiro das Trevas, chamado de Batman: O Retorno. A personagem de Selina Kyle foi interpretada por Michelle Pfeiffer. Ela era secretária de Max Schreck (representado por Christopher Walken) que após descobrir uma de série de ilegalidades suas, foi assassinada bruscamente pelo mesmo. Mas misteriosamente, ela é ressuscitada por gatos, tornando-se uma vilã perversa e sensual que alia-se ao Pinguim (interpretado pelo ator Danny de Vito) para destruirem Batman (vivido por Michael Keaton).

Batman: Eternamente[editar | editar código-fonte]

A Mulher-Gato foi brevemente mencionada no filme Batman Eternamente (1995), o roteiro pelo qual foi originalmente escrito como uma continuação direta do filme anterior.

Mulher-Gato[editar | editar código-fonte]

A atriz Halle Berry interpretou a personagem no filme Catwoman, de 2004, dando toda uma nova roupagem para a personagem, e fazendo-a assumir outra identidade, Patience Phillips.

Em 2004, o filme Catwoman foi lançado, tendo Mulher-Gato sido interpretada pela atriz americana Halle Berry[5] . Nessa adaptação, que não tem relação alguma com o universo de Batman, a personagem ganhou uma nova identidade, Patience Phillips, bem como foi concebida sobre uma inédita mitologia envolvendo o misticismo entorno dos gatos ao longo da história, principalmente no Antigo Egito (uma vez que os egípcios acreditavam que os gatos eram seres mágicos, quase divinos). Além de Halle Berry, Catwoman (ou Mulher-Gato, como foi lançado no Brasil) também teve no elenco Sharon Stone e Frances Conroy. Infelizmente, o longa não foi bem recebido, tanto pela crítica especializada como pelo público, tendo arrecadado apenas cerca de US$80 milhões em todo o mundo[6] (apesar de ter tido o orçamento de mais de US$100 milhões)[7] .

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge[editar | editar código-fonte]

Em 2012 a atriz Anne Hathaway deu vida a Mulher-Gato no terceiro filme da mais recente franquia de Batman, intitulado The Dark Knight Rises, dirigido por Christopher Nolan. Nesse filme não há citação do nome "Mulher-Gato", sendo a personagem apenas Selina Kyle, mas ela se veste com roupas e máscara de couro pretas, e as orelhas de gato fazem parte do seu uniforme (que na verdade são seus óculos de visão noturna repousados sobre sua cabeça). Ela é apenas uma ladra de Gotham e em algumas cenas do filme fazem referência a ela como gata, gatuna e etc. Seu visual é inspirado na Mulher-Gato dos anos 60.[8]

Desenhos animados[editar | editar código-fonte]

Foi lançado um desenho animado estrelado pela dupla dinâmica Batman e Robin e tinha grandes participações também da Mulher-Gato, que na época se vestia com um uniforme verde e era uma vilã perversa cheia de capangas.[quando?] Possuía também um Gatomóvel e um Gatocóptero, ambos com gigantescas orelhas de gato.

Em 1992, no desenho Batman: The Animated Series de Paul Dini e Bruce Timm, a personagem da Mulher-Gato era loira, inspirada no filme Batman - O Retorno. Somente depois de mais algumas temporadas é que a Mulher-Gato passou a ter seu cabelo escuro e clássico de volta. Essa mudança foi explicada apenas na revista em quadrinhos derivada da série de tv Batman: Gotham Adventures nº 04 (setembro de 1998). Nela é mostrado que Selina usava tintura para cabelos para ficar loira, mas deixou de usá-la por causa dos testes com animais.[9]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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