Murça
| Brasão | Bandeira |
Monumento da Porca de Murça, símbolo do concelho |
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| Gentílico | Murcense |
| Área | 189,36 km² |
| População | 5 952 hab. (2011) |
| Densidade populacional | 31,43 hab./km² |
| N.º de freguesias | 9 |
| Presidente da Câmara Municipal |
João Teixeira |
| Fundação do município (ou foral) |
1224 |
| Região (NUTS II) | Norte |
| Sub-região (NUTS III) | Douro |
| Distrito | Vila Real |
| Antiga província | Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Feriado municipal | 8 de Maio |
| Código postal | 5090 Murça |
| Sítio oficial | www.cm-murca.pt |
| Municípios de Portugal |
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Murça é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e sub-região do Douro, com cerca de 2 100 habitantes.
É sede de um município com 189,36 km² de área e 5 952 habitantes (2011), subdividido em nove freguesias. O município é limitado a norte por Valpaços, a leste por Mirandela, a sueste por Carrazeda de Ansiães, a sudoeste por Alijó e a noroeste por Vila Pouca de Aguiar. Pela sua interessante diversidade climática, costuma-se dividir-se em três zonas: Terra Fria, Terra Quente e Terra de Jou. As freguesias de Murça, Noura e Candedo pertencem à Região Demarcada do Douro. O seu topónimo deriva provávelmente do guerreiro e governador muçulmano do Al-Andalus, Musa ibn Nusair, que viveu no século VIII, invasor desta zona, bem como de outras do ocidente.
A Porca de Murça, monumento celebre da Vila é o seu ex-libris; escultura celta que representa uma das divindades deste povo, o javali. Estas esculturas existem aos milhares não só por toda a região como por todo o Noroeste da Península Ibérica.
| População do concelho de Murça (1801 – 2011) | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1801 | 1849 | 1900 | 1930 | 1960 | 1981 | 1991 | 2001 | 2011 | |
| 4 531 | 4 975 | 6 857 | 7 886 | 10 364 | 8 518 | 7 371 | 6 752 | 5 952 | |
As freguesias de Murça são as seguintes:
A Lenda da "Porca de Murça"[editar]
A lenda da "Porca de Murça", tal como todas as outras, é fruto do imaginário popular. Esse conhecimento é geralmente perpetuado pela memória colectiva de gerações. O sentido da existência desta lenda prende-se com a explicação do significado, na Praça 31 de Janeiro ou 25 de Abril, em Murça, de uma porca.
"Segundo a lenda, era no século VIII esta povoação e seu termo assolados por grande quantidade de ursos e javalis. Os senhores da Vila, secundados pelo povo, fizeram tantas montarias, que extinguiram tão danina fera ou a escorraçaram para muito longe. Entre esta multidão de quadrúpedes, havia uma porca (ursa) que se tinha tornado o terror dos povos, pela sua monstruosa corpulência, pela sua ferocidade, e por ser tão matreira, que nunca poderia ter sido morta por caçadores. Em 775, o Senhor de Murça, cavaleiro de grandes forças e de não menor coragem, decidiu matar a porca, e tais manhas empregou que conseguiu, libertando a terra de tão incómodo hóspede. Em memória desta façanha, se construiu tal monumento alcunhado a "Porca de Murça", e os habitantes da terra se comprometeram, por si e seus sucessores, a darem ao senhor, em reconhecimento de tal benefício, para ele e seus herdeiros, até ao fim do mundo, três arráteis de cera anualmente, por cada fogo, sendo pago este foro mesmo junto à porca."1
Referências
- ↑ "Portugal Antigo e Moderno", Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, 1875