Museu de Antropologia do Vale do Paraíba

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Museu de Antropologia do Vale do Paraíba
Tipo Antropologia
Inauguração 1980
Website Fundação Cultural de Jacareí-MAV
Geografia
Localidade Jacareí, SP

O Museu de Antropologia do Vale do Paraíba (MAV) é uma instituição pública municipal, subordinada à Fundação Cultural de Jacarehy que por sua vez é subordinada a Secretaria de Educação, e voltada à conservação, estudo e divulgação dos valores culturais da região do Vale do Paraíba, tendo como epicentro o homem enquanto agente capaz de transformar e adaptar o meio ambiente às suas mais diversas necessidades, e recorrendo a objetos como documentos e outras formas de manifestações humanas, com elevado potencial informativo sobre os segmentos sociais que ocuparam esta região. Localiza-se na rua Quinze de Novembro 143, centro de Jacareí, em um edifício histórico tombado conhecido como Solar Gomes Leitão.

Acervo[editar | editar código-fonte]

O acervo é constituído de peças de arte sacra e barroca, além de quadros e mobiliário antigo. Recebe um destaque especial a coleção de Paulistinhas, isto é, imagens sacras feitas de barro por santeiros da Região do Vale do Paraíba nos séculos XVIII e XIX, para serem cultuadas por pessoas humildes que não tinham condições de possuir imagens importadas de Portugal. Esta coleção foi integrada ao acervo do museu através do colecionador Eduardo Etzel que dedicou 50 anos de sua vida a pesquisa das imagens-sacras brasileiras escrevendo vários livro sobre o tema.

Historia do 'Solar Gomes Leitao"[editar | editar código-fonte]

A história do “Solar Gomes Leitão” está intimamente ligada ao surto de prosperidade cafeeira ocorrido no Vale do Paraíba na Segunda metade do século XIX.

A cultura do café na região que logo se transformou no principal centro econômico do país, possibilitou grande luxo e requinte. O contato intenso com os portos de Parati e Rio de Janeiro, por onde o produto era exportado e por onde entraram as modas e os objetos de luxo vindo da Europa foi modificando a vidas dos habitantes locais.

O fazendeiro do café não vivia apenas em sua fazenda. Ele geralmente de dedicava a outros afazeres ligados à cafeicultura comercializava o produto, era o dono de bancos, além de algumas vezes ser comerciante e até mesmo industrial. Desse modo, sua morada urbana adquire grande importância. O “Solar Gomes Leitão” é exemplo típico desse estilo de vida. [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]