Museu de Belas Artes de Dijon
O Museu de Belas Artes é um museu da cidade de Dijon, na França. Está instalado no antigo Palácio dos Duques de Borgonha e em uma ala do Palácio Municipal.
Índice |
Histórico [editar]
O Palácio dos Duques de Borgonha é um prédio histórico que serviu como residência dos Duques desde 1364 até a época de Carlos, o Temerário. Em 1477 a Borgonha foi anexada aos domínios reais e o palácio passou a ser uma das residências do estado. O Palácio Municipal foi desenhado por Jules Hardouin-Mansart no século XVII, e reformado no século seguinte.
O museu foi criado em 1787 a fim de propiciar um local educativo para os aluno da Escola de Desenho, abrindo ao público em 1799, com dois espaços de exposição, um dedicado a esculturas e outro a pinturas. O acervo foi sendo formado em torno das obras laureadas com o Prêmio de Viagem a Roma, e mais tarde foi enriquecida com peças do Império, com doações do estado e de colecionadores privados.
Por força da limitação de espaço a coleção do museu é exposta apenas parcialmente, e um projeto de ampliação foi lançado em 2006, pretendendo reformar e incorporar diversos ambientes até então não utilizados.
Os espaços [editar]
- A tumba dos Duques de Borgonha
Preserva a memória e a glória da corte da Borgonha. Originalmente no Monastério de Champmol, a antiga necrópole ducal, foi transferida para o museu em 1827 por Févret de Saint-Mémin, com seus retábulos, tapeçarias e esculturas góticas.
- A Sala do Capítulo
Reunindo peças provenientes da Sainte-Chapelle e da Ordem do Tosão de Ouro, além de importante coleção de pintura, mobiliário e escultura.
A coleção [editar]
Pintura da Renascença ao século XVIII [editar]
A seção de pintura é particularmente rica, com obras que vão desde o gótico até o século XVIII com peças de mestres como Konrad Witz, Ambrogio Lorenzetti, Lorenzo Lotto, Veronese, Rubens, Guido Reni, Robert Campin, Georges de la Tour, Jean-Marc Nattier, Jean-Baptiste Greuze e Hubert Robert, e mutos outros.
Pintura e escultura dos séculos XIX e XX [editar]
Enfocando em obras de pintura o período do romantismo (Théodore Géricault, Pierre-Paul Prud'hon), os artistas oficiais (Bouguereau, James Tissot), os independentes (Monet, Manet, Sisley), os modernos (Braque, Gris), expressionistas (Rouault) e os pertencentes à Escola de Paris dos anos 50 a 70 (Vieira da Silva, Nicolas de Staël, Étienne Hajdu e Alfred Manessier).
Na escultura se encontram criações, entre outros, de François Rude e Jean Dubois.
Coleção egípcia [editar]
Criada a partir da doação o arqueólogo Albert Gayet com cerva de 340 peças escavadas no sítio arqueológico de Antinoé, com destaque para máscaras funerárias greco-romanas e retratos de Faium.
Galeria [editar]
-
Konrad Witz: O Imperador Augusto e a sibila de Timur