Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa

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Museu Hipólito José da Costa

O Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa é um museu brasileiro, localizado em Porto Alegre, na rua dos Andradas.

A instituição conta com coleções completas de jornais e revistas, reunindo cerca de oito mil títulos, datados desde o ano de 1827. Apresenta um acervo considerável relacionado à imagem e ao som (fotografia, cinema, rádio, televisão e vídeo) e resgata parte da memória da publicidade e da propaganda, principalmente através de peças gráficas. Objetos e equipamentos também retratam a evolução tecnológica na área da Comunicação Social.

Índice

[editar] Histórico do prédio

O prédio foi construído durante o governo de Borges de Medeiros para ser a nova sede do jornal A Federação, fundado no ano de 1884, durante o Império, servindo como propaganda das idéias republicanas, tendo entre seus criadores Assis Brasil e Júlio de Castilhos, assim como outras ilustres personalidades políticas da época. O responsável pelas obras foi o engenheiro civil gaúcho Teófilo Borges de Barros, que participou também da construção de outros prédios em Porto Alegre, além da reforma da Biblioteca Pública do Estado. O prédio foi inaugurado em 1922.

Depois de instituída a República, A Federação tornou-se o principal órgão do Partido Republicano Rio-grandense (PRR). O jornal foi extinto por imposição do Estado Novo em 1937, passando o prédio, no ano seguinte, a sediar o Jornal do Estado, posteriormente transformado no Diário Oficial. Em setembro de 1974, com a criação do Museu da Comunicação Social, o edifício imediatamente foi destinado para abrigar a nova instituição.

O prédio é em estilo eclético, característico da arquitetura positivista. Possui uma área total de 3 mil 160 metros quadrados, e foi destruído parcialmente por um incêndio em 1947 e, depois de reparados os danos, ampliou-se sua estrutura física pelos fundos na Rua Caldas Júnior. Foi tombado em 1977, tornando-se Patrimônio Histórico do Estado.

Destaca-se no alto da fachada uma estátua representando a Imprensa, que foi esculpida pelo artista italiano Luís Sanguin. No ano de 1995 esta estátua sofreu uma restauração, pois estava perdendo a mão e a tocha.

[editar] O museu

A criação do museu se deve à moção do jornalista Alberto André, redigida para a Associação Riograndense de Imprensa e apresentada em 17 de outubro de 1973.

No dia 10 de setembro de 1974, a portaria número 018044 foi assinada em solenidade realizada no salão de atos da Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul, que determinava a criação do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, em homenagem ao Patrono da Imprensa Brasileira. Embora nesta portaria não constasse o nome de Hipólito José da Costa, este mesmo nome seria designado através de decreto do Governador do Estado para o órgão.

Logo depois de criada a instituição, uma comissão organizadora do museu formada por jornalistas foi nomeada para iniciar os trabalhos. O arquivo inicial foi constituído de coleções e exemplares variados de jornais e outras publicações, procedentes do Arquivo Histórico, da Biblioteca Pública e do Museu Júlio de Castilhos.

Foi nomeado em homenagem a Hipólito José da Costa, jornalista e diplomata brasileiro, patrono da cadeira 17 da Academia Brasileira de Letras.

[editar] Atribuições

O museu tem como dever a preservação da memória da comunicação social gaúcha e, conforme a sua portaria de criação, é estabelecido como finalidade do museu:

  • selecionar e recolher material referente à Comunicação Social do Rio Grande do Sul, existente nas diversas instituições daquele departamento;
  • organizar seu acervo próprio, preservando-o e enriquecendo-o;
  • realizar, em todo Estado, para ampliação de seu acervo, pesquisas e coletas de material, referente à Comunicação Social;
  • propiciar aos interessados, consultas ao acervo do museu e informações na área de sua especialidade;
  • promover ações variadas que levem ao conhecimento da História da Comunicação Social do Rio Grande do Sul e seu processo dinâmico.

[editar] O acervo

O acervo do museu é dividido em duas áreas:

Área de Imprensa e Propaganda - conta com dois setores:

  • Imprensa Escrita, que guarda obras raras (três mil títulos) como os jornais pioneiros do Brasil e do Rio Grande do Sul;
  • Publicidade e Propaganda, tendo cartazes, folhetos, rótulos e brindes promocionais.

Área de Imagem e Som - abrange quatro setores:

  • Rádio e Fonografia, possuindo documentos sonoros referentes à história política e cultural brasileira, como depoimentos e entrevistas;
  • Cinema, possuindo doze mil títulos de películas cinematográficas produzidas no Estado, desde finais da década de 1940, além de outros materiais referentes ao assunto;
  • Vídeo e Televisão, constando de fitas de vídeo contendo filmes, documentários, e gravações do Oficial do Arquivo Oficial do Estado do Rio Grande do Sul;
  • Fotografia, acervo este criado por doações de particulares que é constituído por negativos, filmes, fotografias e coleções de fotógrafos gaúchos desde o final do século XIX.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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