Museu de Paleontologia de Marília

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Museu de Paleontologia de Marília

O Museu de Paleontologia de Marília surgiu da necessidade de expor para a comunidade de Marília e região, fósseis de dinossauros e crocodilos que vem sendo coletados desde 1993 pelo paleontólogo William Nava, em campanhas de campo pela região. Desde o início essas descobertas chamaram a atenção tanto do público quanto de universidades, e assim, em 25 de novembro de 2004 a Prefeitura , por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo inaugurou o Museu de Paleontologia de Marília, tendo como coordenador o paleontólogo William Nava.

Origem[editar | editar código-fonte]

Entre os objetivos do museu estão a pesquisa, coleta e preparação de fósseis extraídos de rochas sedimentares em sítios paleontológicos da região e de outras áreas do interior paulista, exposição do acervo desses fósseis, sua proteção e guarda, divulgação junto à comunidade, escolas, universidades e público em geral, além do incentivo e incremento à novas descobertas. Muitos dos fósseis coletados tem sido apresentados à comunidade científica durante Simpósios e Congressos pelo Brasil, entre os quais: 2°SBPV - Rio de Janeiro 2000, XVIII CBP - Brasília 2003, IV SBPV - UNESP/ Rio Claro-SP 2004, II CLPV - Rio de Janeiro 2005, 7°SCB e 1°STB - Serra Negra-SP 2006, Buzios - RJ 2007, VI SBPV - USP Ribeirão Preto-SP e III CLPV -Neuquén (Argentina) 2008, 7°SBPV- Rio de Janeiro 2010, Boletim dos Anais da Academia Brasileira de Ciências- Rio de Janeiro 2011, nas Paleos 2012 realizadas na UFRJ - Rio de Janeiro e USP - Ribeirão Preto. Em 2013, no First Brazilian Dinosaur Symposium, em Ituiutaba-MG, e XXIII CBP de Gramado-RS divulgando o nome da cidade tanto no contexto científico quanto no turístico.

Mantém parceria técnico-científica com diversas instituições, entre as quais Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional da UFRJ, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Unirio, Museu de História Natural de Taubaté-SP, UNESP-Campus de Bauru-SP, Universidade de Brasília-DF, e CPPLIP - Centro de Pesquisas Paleontologicas de Peiropolis/Uberaba-MG.

O Museu de Paleontologia de Marília está filiado à SBP -Sociedade Brasileira de Paleontologia e é o 2° do interior do estado com exposição permanente de fósseis, sendo uma das grandes atrações turísticas e culturais do oeste paulista.

Localização[editar | editar código-fonte]

Museu de Paleontologia de Marilia.JPG

Av. Sampaio Vidal, 245, esquina com Av. Rio Branco, prédio da Biblioteca Municipal, centro da cidade.

Horário de funcionamento[editar | editar código-fonte]

  • De segunda à sexta feira das 11:30h às 17.30h, temporariamente.


Informações e visitação[editar | editar código-fonte]

As visitas podem ser agendadas pelo telefone (14) 3413-6238 com o paleontólogo William Nava.

Acervo[editar | editar código-fonte]

Os principais fósseis em exposição no museu são:

Ossos de dinossauros do grupo dos Titanosaurídeos, como um fêmur que mede 1,10 m de comprimento; ossos, ovos fossilizados e réplicas em tamanho natural dos pequenos crocodilos Mariliasuchus e Adamantinasuchus navae que habitaram a região de Marília no tempo dos dinossauros; restos de carapaças e ossos de tartarugas, peixes da Chapada do Araripe-CE, fragmentos de troncos de árvores petrificadas, além de painéis e banners ilustrativos que contam um pouco da história evolutiva da Terra, fotos de escavações e de fósseis encontrados pela região.

Nova Exposição[editar | editar código-fonte]

UM ENCONTRO COM...O DINOSSAURO TITÃ DE MARÍLIA

Este é o nome da exposição inaugurada em agosto de 2012 no Museu de Paleontologia.

Trata-se da mais recente escavação realizada nas proximidades de Marília, que resultou na retirada de boa parte do esqueleto de um titanossauro (dinossauro herbívoro) que havia sido encontrado em abril de 2009. Foram quatro etapas de escavações, iniciadas em março de 2011 e finalizadas em agosto de 2012, numa parceria entre o Museu de Paleontologia de Marília (prefeitura de Marília)e as Universidades de Brasília, Federal do Rio de Janeiro e Federal do Rio Grande do Sul. Em 2013 e 2014 novas expedições foram realizadas, resultando na coleta de mais fósseis, o que indica que provavelmente o restante do esqueleto ainda esteja no local, sepultado sob camadas de rochas.

Podem ser apreciados na exposição do museu, alguns fósseis do titanossauro, como costelas, ossos da bacia e da perna, além de painéis explicativos, muitas fotos dos trabalhos de escavação e uma reconstituição em vida do animal.

O Dino Titã de Marília encontra-se em fase inicial de preparação e análise na Universidade de Brasília, onde alguns elementos ósseos estão sendo removidos das rochas de arenito para facilitar os primeiros estudos e comparações.

Acredita-se que o Dino Titã media entre 13 e 15 metros de comprimento e tenha ficado exposto nas margens de um rio primitivo que secou rapidamente. Antes que fosse totalmente soterrado, teve parte do corpo devorada por crocodilos e pequenos dinossauros carnívoros. Evidências desses predadores estão registradas através de dentes fossilizados encontrados próximos às costelas do Dino Titã. Posteriormente seus ossos foram soterrados por lama e areia, transformando-se, ao longo do tempo, em fósseis. Os sedimentos, por sua vez, transformaram-se nas rochas areníticas que hoje envolvem os ossos fossilizados.



Brasilotitan nemophagus

Este é o nome de mais um titanossauro identificado no Brasil, descrito na revista científica Zootaxa de agosto/2013. Era um animal herbívoro que viveu no período Cretáceo, há cerca de 80 milhões de anos. Seus restos ósseos foram coletados pelo paleontólogo William Nava no início do ano 2000 na região de Presidente Prudente. Os fósseis compreendem um dentário direito, vértebras cervicais, fragmentos ósseos da pelvis e da região sacral, fragmento de tíbia, costelas, metacarpal, falange, um dente isolado e diversos outros restos indeterminados.

Estudos anatômicos indicam que o Brasilotitan era um titanossauro sub-adulto com tamanho estimado entre 7 e 8 metros de comprimento. A principal característica desta descoberta é o fato de ter sido encontrado nas escavações, um ramo mandibular (dentário), que muito auxiliou na determinação da nova espécie, já que partes do cranio desses animais são muito difíceis de se encontrar.

Alguns elementos ósseos do Brasilotitan encontram-se em exposição no Museu de Paleontologia, como costelas, fragmento de tíbia e falanges. Os fósseis que serviram de base para os estudos científicos estão, sob empréstimo, no Museu Nacional do Rio de Janeiro, onde outros estudos estão sendo realizados.

Universidades[editar | editar código-fonte]

Estudantes da Universidade Federal do Paraná visitam o Museu.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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