Museu de Paleontologia de Monte Alto

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Museu de Paleontologia de Monte Alto
Tipo Paleontologia
Inauguração 1992
Diretor Antonio Celso de Arruda Campos
Website www.montealto.sp.gov.br/
Geografia
Localidade Monte Alto, São Paulo

O Museu de Paleontologia de Monte Alto é um dos mais importantes espaços voltados à conservação e exposição de fósseis do Brasil. Localiza-se na cidade de Monte Alto, no interior do estado de São Paulo, ocupando uma área de 400 metros quadrados no interior do Centro Cívico e Cultural Dr. Elias Bahdur.[1] O museu, inaugurado em 22 de julho de 1992, é mantido pela prefeitura de Monte Alto e possui convênios de cooperação científica com a Universidade Estadual Paulista e com a Universidade Federal do Rio de Janeiro.[2]

O museu possui um acervo composto por aproximadamente 1.300 exemplares de fósseis de répteis e de outros animais pré-históricos, a maior parte proveniente de escavações realizadas na região, assentada sobre rochas sedimentares do período Cretáceo Superior. Conta com laboratório de conservação e restauro e com uma biblioteca especializada.[1] [2]

Histórico[editar | editar código-fonte]

O município de Monte Alto está localizado sobre rochas sedimentares do grupo Bauru do período Cretáceo Superior, com idade variando de 65 a 85 milhões de anos atrás. No final desse período ocorreu o desaparecimento dos grandes répteis chamados dinossauros, o que representa o fim da era dos mesmos. A descoberta dos fósseis ocorreu de forma casual em 1985. Com diversas escavações realizadas, coletou-se grande número de exemplares em todos os afloramentos encontrados nessa região. São restos fósseis de animais que viveram há dezenas de milhões de anos, que despertaram grande interesse da comunidade científica. Desse modo surgiu a necessidade da construção de um museu para abrigar os fósseis recolhidos nos arredores da cidade e mesmo nas cidades vizinhas, provenientes de depósitos fossilíferos associáveis às formações Adamantina e Marília do Grupo Bauru, Cretáceo Superior continental da Bacia do Paraná.

Como parte integrante do Museu Histórico e Cultural "Dr. Fernando José Freire de Andrade", o Museu Histórico e Paleontológico de Monte Alto foi construído e inaugurado no dia 22 de julho de 1992. Sua construção contou com apoio técnico de professores do Departamento de Geologia Sedimentar da UNESP - Campus de Rio Claro, do Departamento de Geologia do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro, (com os quais tem convênios), do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional do vinicius informatica e da Prefeitura Municipal de Monte Alto.

Acervo[editar | editar código-fonte]

O acervo do Museu é composto basicamente de ossos ou fósseis de dinossauros saurópodes, moluscos bivalves, tartarugas e crocodilos, todos do período cretáceo, recolhidos nos afloramentos da região e que estão distribuídos em cerca de 85 vitrines. Destacam-se o fóssil do Titanossauro, dinossauro herbívoro de grande porte atingindo cerca de 12 metros de comprimento e 10 toneladas de peso.

Conta também com fósseis da Chapada do AraripeCeará - e de outras localidades do Brasil, recebidos por doações de amigos e professores.

Entre as principais peças, estão o baurusuchus salgadoensis e a mais recente descoberta: o montealtosuchus arrudacamposi.

Objetivos[editar | editar código-fonte]

O objetivo principal do museu é divulgar a ciência da paleontologia e geologia entre os estudantes, incentivando-os à pesquisa, bem como promover palestras e debates a respeito do assunto, incentivando os alunos a preservarem o ambiente e propagar o ecoturismo educativo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Comissão de Patrimônio Cultural da USP, 2000, pp. 395.
  2. a b Museu de Paleontologia de Monte Alto Sociedade Brasileira de Paleontologia. Visitado em 12 de dezembro de 2010.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Comissão de Patrimônio Cultural da Universidade de São Paulo. Guia de Museus Brasileiros. São Paulo: Edusp, 2000. 395 pp.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]