Mustangue

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Mustangue em Wyoming.

Os mustangues (do inglês Mustang) são cavalos selvagens (na verdade, cimarrons ou assilvestrados) dos Estados Unidos. O nome vem do mustang mesteño. Isso ocorre porque os mustangs são descendentes directos de cavalos levados para a América por conquistadores espanhóis no século XVI. Por isso é que outros colonizadores europeus, posteriores aos colonizadores espanhóis, encontraram tribos indígenas andando a cavalo, pois esta raça não existia na América no momento em que foi descoberta pelos espanhóis (embora o ancestral do cavalo venha do continente, acabou morrendo após a deriva continental).

As vastas planícies dos Estados Unidos e a ausência de predadores naturais contribuíram para a sua rápida expansão. De fato, uma manada de mustangs pode dobrar de tamanho a cada cinco anos.

Foram altamente apreciados pelos aborígenes e pioneiros por serem dotados de grande resistência e força, produto de um enorme desenvolvimento muscular.

No início do século XX, os mustangues chegaram a 2 milhões de exemplares. Se tornou um problema para os agricultores, pois competiam com os seus bovinos para pastagens. Assim começou a sua caça, e o seu número foi reduzindo gradualmente até que chegou a apenas cerca de 320.000 animais no final da década de 1960. Dado o rápido declínio no número de indivíduos, em 1971 no Congresso dos Estados Unidos, foi aprovada uma lei que declarou o mustang como espécie protegida.

Os mustangs hoje[editar | editar código-fonte]

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Hoje, os cavalos selvagens estão protegidos ao abrigo da lei dos Estados Unidos, mas desapareceram de vários estados, onde havia populações. As poucas centenas de cavalos selvagens sobrevivem em Alberta e Colúmbia Britânica, no Canadá. A BLM considera 27.000 indivíduos um número possível, mas os mustang selvagens atualmente excedem os 33.000. Outros 30.000 cavalos estão em exploração em ambiente não selvagem.

Genética[editar | editar código-fonte]

Historicamente, muitas das tribos índias criavam os seus cavalos cuidadosamente para aprimorá-las para os seus fins. Entre os mais capazes povos criadores de cavalos da América do Norte eram os comanches, os shoshonis e os Nez Percé. O último em particular tornou-se mestre na criação de cavalos, e desenvolveu uma das primeiras raças verdadeiramente americana: o appaloosa. A maioria das outras tribos não praticava reprodução selectiva em larga escala, embora procurassem obter cavalos desejáveis através da captura, do comércio e do roubo, e rapidamente trocavam ou eliminavam cavalos sem essas características desejáveis. Em alguns rebanhos de mustang modernos há provas evidentes da mistura de outras raças de cavalos domesticados com rebanhos ferais. Alguns rebanhos mostram sinais da introdução de thoroughbred ou outros tipos de cavalo de corrida leve em rebanhos, um processo que conduziu também, em parte, à criação do American Quarter Horse. Outros rebanhos apresentam sinais da cruzamentos com cavalos de carga como os pesados draft horses soltos na tentativa de criar raças de cavalo de trabalho. Outros, rebanhos mais isolados, mantêm uma forte influência da raça espanhola original. Alguns criadores de cavalos domésticos consideram os rebanhos do oeste de Mustang como sendo endogâmicos e de qualidade inferior. Contudo, os apoiantes do Mustang argumentam que os animais são apenas pequenos, devido às suas duras condições de vida e que a seleção natural destruiu muitas características que levam à fraqueza ou inferioridade.