Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais

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Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais
NCE
Logo nce vertical.jpg
Universidade Minerva UFRJ.jpg UFRJ
Fundação 1967 (47 anos) (como Núcleo)
2010 (4 anos) (como Instituto)
Tipo de Instituição Instituto Especializado
Localização Rio de Janeiro , RJ  Brasil
Campus Cidade Universitária
Site nce.ufrj.br

O Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais (NCE), anteriormente denominado Núcleo de Computação Eletrônica, é um instituto especializado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foi por muitos anos a unidade responsável por administrar a área de Tecnologia da Informação (TI) da universidade. O NCE está localizado no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), na Cidade Universitária, Rio de Janeiro.

História[editar | editar código-fonte]

Criado em 1967, o NCE oferece programas de pós-graduação, extensão universitária, cursos avulsos, consultorias em diversas áreas, além de prestar serviços de organização de concursos para várias instituições públicas e privadas em todo o Brasil.

Em 1967, o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (COPPE), criou o Departamento de Cálculo Científico (DCC). O professor Alberto Coimbra, idealizador e diretor da COPPE na época, conseguiu do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do BNDE e Fundação Ford, recursos para aquisição de um computador IBM 1130, para apoiar as pesquisas dos professores e alunos da instituição e convidou para organizar e dirigir esse departamento o então major da Aeronáutica Tércio Pacitti, até então responsável pelo computador IBM 1620 instalado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).[1]

Em 11 de novembro de 2010, no Conselho Universitário (Consuni), foi aprovada a transformação do Núcleo de Computação Eletrônica (NCE) em Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais (NCE), modalidade que melhor define seu papel na UFRJ, pois desde sua criação a instituição atua no desenvolvimento, na pesquisa, no ensino e na extensão. Assim, sua denominação foi alterada de Núcleo de Computação Eletrônica para a atual com o nome do pesquisador Tércio Pacitti.[2]

NCE, localizado no prédio do CCMN.
Primeira turma do MBI.
Processador de ponto flutuante para o IBM 1130, primeiro projeto de hardware do NCE.
Equipe do projeto Rede local.
Equipe do projeto Plurix-pegasus.

Biografias de algumas pessoas que ajudaram a construir a história do NCE[editar | editar código-fonte]

Ensino[editar | editar código-fonte]

O NCE oferece cursos de Pós-Graduação Lato-Sensu e Stricto Sensu, cursos de formação profissional e cursos de extensão.

As aulas expositivas são ministradas em modernos anfiteatros, dotados de pontos de rede individuais, salas de trabalho em grupo, secretaria , coordenação academica e administrativa, completam o ambiente de ensino do NCE.

Mestrado e doutorado[editar | editar código-fonte]

Em parceria com o Instituto de Matemática, oferece cursos de pós-graduação Scricto Sensu - Mestrado e Doutorado - em Informática. O Curso de Mestrado iniciou suas atividades em 1997 e o de Doutorado em 2010. O professor Julio Salek foi o responsável pela criação da Pós-graduação em informática do NCE/IM. que sacramentou a participação do NCE no ensino da UFRJ.

Pós-Graduação Lato Sensu e Extensão[editar | editar código-fonte]

O NCE oferece cursos livres para todos os alunos de graduação e pós-graduação da UFRJ com matrícula ativa. Por intermédio destes, a comunidade acadêmica se mantém atualizada com relação às inovações tecnológicas na área da informática.

Atualmente o NCE oferece um curso de certificação Cisco Systems, atuando como Academia Local e Regional. O Cisco Networking Academy Program - CNAP é um programa destinado a formar profissionais na área de redes de computadores.

Pesquisa[editar | editar código-fonte]

O NCE desenvolve pesquisas de altíssimo nível em diversas áreas da Computação além de projetos de inclusão digital para pessoas com deficiência. A história da atividade de pesquisa no NCE, remonta praticamente à data da sua criação.

No artigo,[3] Ivan da Costa Marques, que liderava a equipe 'a época, descreve a estrategia e os resultados obtidos pelo NCE na década de 70.

Outros relatos das atividades de pesquisa do NCE nos seus primeiros vinte anos, são dados pelo Prof Paulo Bianchi França[4] e Prof Tércio Pacitti[5]

Software e hardware[editar | editar código-fonte]

O primeiro projeto de desenvolvimento do NCE (à época ainda DCC), foi o COPPEFOR, um compilador FORTRAN residente que aumentou a velocidade de compilação dos programas doa usuários (alunos e professores da COPPE) em mais de 25 vezes quando comparado com o compilador fornecido pelo fabricante.

No computador IBM 1130, como em quase todos os outros computadores, quando se inicia o trabalho o computador carrega o compilador FORTRAN, compila o programa, carrega o programa objeto e aí o executa. A ideia foi deixar o compilador residente na memória que ia lendo os cartões , compilando e executando sem perder tempo, daí o grande aumento de velocidade. A concepção desse compilador residente foi do coordenador do DCC Denis França Leite e implementada pelo Pedro Salenbauch.

O primeiro projeto de hardware desenvolvido no NCE foi o PPF - Processador de ponto flutuante em 1973. O PPF que se interliga diretamente a UCP do IBM 1130, marcou o inicio de projetos nacionais na area de hardware. Financiado pelo BNDES, o PPF foi repassado a empresa Microlab que o industrializou em 1974.

Redes locais de computadores[editar | editar código-fonte]

Na área de redes locais dois grandes projetos foram desenvolvidos. O primeiro, uma implementação do anel em desenvolvimento em Cambridge e Kent na Inglaterra a 10Mbps em par trançado. Esse projeto expandiu o conhecimento do grupo. O segundo projeto foi o desenvolvimento de uma rede em barra CSMA/CD, de baixo custo , desenvolvida para o grupo de Comunicações LATINO do Citibank, que queria ter a alternativa do uso dessa tecnologia no Brasil uma vez que na época esse tipo de equipamento não podia ser importando.

Pegasus e Plurix[editar | editar código-fonte]

O último grande projeto dessa fase, o Plurix/Pegasus foi o desenvolvimento de um sistema Unix-like. Em 1985 o Plurix estava "up and running" e chegou a ser licenciado em 1988 para companhias brasileiras.

Os pesquisadores do NCE, após retornarem de seus cursos de pós-graduação nos EUA, tentaram licenciar o código fonte do UNIX da AT&T no final dos anos 70, sem sucesso. Em 1982 devido à recusa em licenciar o código, um time de desenvolvimento liderado por Newton Faller decidiu iniciar o desenvolvimento de um sistema próprio chamado Plurix, usando como referência a Versão 7 do UNIX, a mais recente disponível àquela época que a equipe tinha rodando em uma máquina Motorola .

As linhas de pesquisa atualmente incluem projetos de hardware e software orientados para deficientes visuais e outras limitações. Os projetos em andamento estão relacionados na página do NCE na Internet.

Grupo de Acessibilidade do NCE em 2003.

Projetos de acessibilidade

Desde 1993, o NCE vem realizando uma série de atividades de ensino e pesquisa destinada a portadores de deficiência visual e motora. Entre eles está o: DOSVOX, software que provê portadores de deficiência visual da capacidade de iteração com o computador através de síntese de voz. O programa conta, atualmente (2010), com cerca de 20000 usuários no Brasil e outros países da America Latina.

O projeto MOTRIX é outro fruto do trabalho que o pesquisador Antonio Borges vem desenvolvendo com deficientes fisicos. Concebido em 2002, o software, que permite o aceso ao computador por deficientes motores, possui papel relevante na inserção de portadores de defiiencia no mercado de trabalho e está disponível em[6] .

Através do MOTRIX, deficientes motores podem realizar todas as operações de um computador utilizando apenas comandos de voz.

Em voz sobre IP[editar | editar código-fonte]

Conduzido pelo pesquisador Paulo Aguiar, o NCE vem liderando há dois anos um trabalho pioneiro na área de telefonia sobre ATM e sobre IP, com contribuições significativas como a implementação de gateway SIP/H.323, desenvolvimento de cliente SIP em Java Applet (Web-to-Dial), interoperação de PBX com rede ATM, implantação e testes de diversas plataformas H.323 e SIP, desenvolvimento de extensões a gatekeeper H.323 para suporte a serviços de redirecionamento de chamadas, testes operacionais com a Internet2, teste com ambiente de voz sobre ATM em rede local, e outras.

Além disso, o NCE disponibilizou para o Lab Voip acesso a dois PBXs: uma central MD-110 da Ericsson, que está alocado só para os experimentos de telefonia e conta somente com troncos analógicos; e central NEC NEAX-2400, que constitui parte da rede digital de telefonia da UFRJ.

Dentro do projeto, foi instalado um PBX Philips no Lab VOIP para completar o ambiente de testes para a telefonia. Tendo condições de reproduzir em laboratório as condições de campo será fundamental para auxiliar numa implantação mais rápida e confiável. Questões como interoperação entre PBXs e gateway e coleta de estatísticas de uso e desempenho poderão ser mais bem estudadas e solucionadas no ambiente de laboratório.

Outras questões como re-direcionamento baseado em QoS entre a rede Internet e a rede pública de telefonia tem soluções que dependem de interação entre o PBX e o GW e Gatekeepers. Estudar estas questões dentro do laboratório é essencial.

Teoria da computação[editar | editar código-fonte]

Ao longo de sua história, o NCE tem desenvolvido diferentes projetos na área de Teoria da Computação. Esses projetos coordenados pelo Prof. Jayme Luiz Szwarcfiter, são sempre voltados para algoritmos e, basicamente, objetivam atingir uma dentre as duas seguintes finalidades:

Desenvolver algoritmos eficientes para resolver um dado problema de interesse. Por “eficiente”, no caso, entende-se um algoritmo que possa ser implementado em uma máquina, sem requerer demasiado tempo ou espaço para sua execução. Do ponto de vista teórico, a eficiência pode ser medida através de um valor que representa o tempo total necessário parta a execução do algoritmo no seu pior caso. Este valor é usualmente denominado complexidade do algoritmo. Para que o algoritmo seja considerado eficiente, a sua complexidade deve ser um polinômio, no tamanho de sua entrada. Para conseguir tal objetivo, aplicam-se técnicas conhecidas de desenvolvimento e análise de algoritmos e estruturas de dados. O problema para o qual o algoritmo foi desenvolvido pode variar de aplicação para aplicação. Por exemplo, o algoritmo pode se destinar a ser utilizado em banco de dados, engenharia de software, redes de computadores ou outra subárea da computação, ou então pode se destinar a resolver problemas de outras áreas, como matemática, engenharias, etc.

Caso o desenvolvimento de um algoritmo eficiente, segundo a definição acima, esteja se mostrando difícil, uma alternativa consiste em mostrar que o problema considerado, talvez não admita algoritmo eficiente. Nesse caso, geralmente, a alternativa seja mostrar que o problema pertence a uma classe de problemas denominada NP-completo. A única maneira para se mostrar que um problema pertence à classe NP-completo é através da elaboração de uma prova matemática. Existem vários milhares de problemas de interesse, de diversas áreas, que pertencem a esta classe. Todos eles têm em comum o fato de que não se conhece algoritmo eficiente para resolvê-los. Mas, por outro lado, até o momento, não está afastada a possibilidade, de que tal algoritmo eficiente possa algum dia, eventualmente, ser descoberto. Os problemas da classe P versus NP, NP-completo estão de tal forma relacionados entre si que a eventual descoberta de um algoritmo eficiente para um deles implicaria na existência de algoritmos eficientes para todos os demais da classe. A existência ou não de algoritmos eficientes para a classe NP-completo constitui um dos maiores desafios da área de teoria de computação, bem como da matemática. A conjectura é no sentido da não existência. O Clay Mathematics Institute anunciou um prêmio de um milhão de dólares para quem resolver esta questão definido com um dos Problemas do Prémio Millenium .

Coordenadores[editar | editar código-fonte]

Chefes do Departamento de Cálculo Científico[editar | editar código-fonte]

Coordenadores do Nucleo de Computação Eletrônica[editar | editar código-fonte]

  • 1970 - 1972 Denis França Leite
  • 1972 - 1974 Ysmar Vianna e Silva Filho
  • 1974 - 1976 Tércio Pacitti
  • 1976 - 1977 Jayme Luiz Szwarcfiter
  • 1977 - 1980 Jose Fabio Marinho de Araujo
  • 1980 - 1983 Luiz Antonio Carneiro C. Couceiro
  • 1983 - 1985 Paulo Mario Bianchi França
  • 1985 - 1987 Arato Ubara
  • 1987 - 1990 Sergio Rocha
  • 1990 - 1991 Pedro Manoel da Silveira
  • 1992 - 1993 Julio Salek Aude
  • 1994 - 1995 Fernando Pereira Manso
  • 1996 - 1998 Eduardo Peixoto Paz
  • 1999 - 2006 Sergio Rocha
  • 2007 - 2009 Ageu Pacheco
  • 2009 - 2011 Claudia Lage Rebello da Motta

Diretores do Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais[editar | editar código-fonte]

  • 2011 - atual Claudia Lage Rebello da Motta

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. CHRONOS Revista Cultural da UNIRIO. N°5 ano 2 ,2009.
  2. "NCE comemora sua transformação em Instituto Tércio Pacitti". UFRJ
  3. Concepção e uso em produção dos protótipos do Núcleo de Computação Eletrônica/UFRJ na década de 1970. Ivan da Costa Marques. Publicado como capitulo 10 em: Aguirre e R. Carnota (ed.) Historia da Informatica en Latinoamerica y el Caribe: Investigaciones y testimonios. Rio Cuarto, Argentina: Universidad de Rio Cuarto, 2009.
  4. www.nce.ufrj.br/downloads/AssimSePassaram20Anos.pdf
  5. Construindo o Futuro atraves da Educação, Tercio Pacitti, ed Thomson 2002
  6. [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]